03 Mar 10 – Um Assunto (muito) Delicado! – Jornal Opinião
Tema Médico.
Um Assunto (muito) Delicado!
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Dia Internacional da Mulher! Dia da Mulher. Enquanto para muitos é o momento de elogiar a mulher-especial que será a avó, a mãe, a esposa, a filha ou qualquer outra ou todas elas. Para outros, datas especiais em homenagem a um sexo, uma cor ou uma raça geram antagonismo e bipolaridade de sentimentos e emoções. É um tempo assim para tocar num assunto muito delicado e até considerado tabu para muitos seres humanos – a sexualidade. Apesar de vivermos numa atualidade de sexo amplo, irrestrito e abusivo, compactuamos com baixo grau de felicidade e de amor. A liberdade, a liberalidade e até a libertinagem esbarram e perseguem a busca pela realização pessoal com maior felicidade. Muitos mesmo sem saberem o que estão buscando. É inerente ao ser humano de qualquer sexo buscar a sua felicidade e compartilhar com outrem seus belos momentos e sua vida. Infelizmente muitos ainda se consomem no egoísmo.
Muitos homens ainda vestem os sentimentos dos senhores feudais dos engenhos das antigas capitanias que tinham as esposas para procriação e persistência de nobre estirpe e com as negras e índias escravas, depois com as castelhanas e francesas, a explosão do sexo com disposição em qualquer posição. Ancestral predileção pelas jovens que detém o furor da juventude com o tônus (energia de contração) de genitais que ainda não pariram. As buscas de corpos mais belos e perfeitos trouxeram as plásticas estéticas e os implantes de silicone em seios e nádegas. Explora-se a lipoaspiração e muita ginástica. Somam-se tratamentos hormonais. E a terra brasilis é prodiga em magníficos e desejados corpos nas telas de TV como nos desfiles de carnaval e espraiam-se universalmente. Silicones e lipos geram status elevado. Mas a plástica dos genitais ainda é tratada com cochichos e fica na vergonha e obscuridade. Mesmo mulheres que não engravidaram sentem suas vaginais mais abertas do que o normal. Ou os tamanhos e formatos externos da vulva. Isso aumenta percentualmente com o número de gravidezes e principalmente nos partos pela vagina. – Estou diferente depois do parto! – dizem. – O sexo já não dá o mesmo prazer! – alegam. As relações do casal espaçam-se e diminuem em qualidade. Quantas mulheres simulam o orgasmo para trazer satisfação ao homem ou para manter a harmonia da relação? Conflito do amor sem ou com pouco prazer. Ou prazer sem amor.
O homem sempre saberá se o orgasmo é real ou teatral. Geralmente não diz. Mas sabe – seu ego também está em jogo. Com a facilidade de olhar outros genitais, muitas mulheres encontram motivos de insatisfação com o aspecto e o formato dos seus. O silêncio acompanha a tristeza. Outras sofrem de cistites e escapes de urina ao esforço, ao rir ou tossir. Mais melancólica a vida pessoal e do casal. Expressões pejorativas e maldosas são ouvidas quanto à largura das vaginas. Há mulheres que trocam de parceiros em busca de prazer e realização sexual. A ignorância de soluções médicas e o temor de ofender seus homens fazem persistirem sofrimentos. Muitos homens pioram a situação pela dificuldade de desempenho sexual satisfatório – alterações de libido, ejaculação prematura, baixa rigidez do pênis, etc. Que se associam a fantasias primitivas sobre o tamanho do pênis. – Seria a vagina muito larga ou o pênis pequeno? – dúvida cruel exposta com angústia. Uma teia de angústias e constrangimentos num poço sem fundo ou a desilusão e o conformismo – sempre presente a dor da mente e do espírito?
Muitos médicos e médicas estão despreparados ou intimidados ou alheios a essa importante dificuldade do ser humano mulher. Despertem mulheres e homens! Soluções estão disponíveis com e sem cirurgia. Uma conversa franca com seu médico(a) e um adequado exame clínico serão os portais de uma nova vida com mais felicidade. Felicidade para amar e ser amada. Uma pessoa sexualmente realizada é uma pessoa mais feliz para si, para todos a sua volta e até para a sociedade. Sexo certamente não é tudo na vida, mas uma vida sem sexo feliz é uma vida incompleta com certeza. Complementando – em qualquer idade!