Chico Xavier! – ) Homem Escolhido. – por Edson OLimpio Silva de Oliveira – Jornal Opinião – 21 Abril 2010

4 Abr 21 – Chico Xavier – O Homem Escolhido – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

Chico Xavier – Um Homem Escolhido.

Respeitosamente às opiniões divergentes, entendo o Espiritismo como uma filosofia que transcende à vida. A humanidade renasce após cataclismos e assim foi no pós-revolução francesa em que os ideais de liberdade, fraternidade e humanidade ocuparam e mente e o vazio de muitos corações empedernidos. Ali o francês que conhecemos como Kardec compilou amorosamente as bases de uma religião e de uma filosofia gerada em Cristo. Como quando os apóstolos iniciaram a jornada de pregação, os espíritas assim chamados foram perseguidos e muitas vezes brutalizados pela insanidade e ferocidade de quem dizia ter “a palavra de Deus” em seus lábios. E pela primeira vez, o mundo ocidental teve uma nova visão e um maior entendimento da vida e da morte.

A reencarnação aceita ancestralmente por povos de todo o planeta encontrou na doutrina Espírita o seu véu dissipado com os textos kardecistas sendo lidos, ouvidos e raciocinados com amor incondicional, o real e verdadeiro amor cristão por pessoas de todas as cores, credos e ideologias. Essa fundamental diferença a filosofia espírita carrega desde suas origens – aceitar e amparar a todos no amor de Cristo.

Cristo nunca torceu para Grêmio ou Internacional, PT ou PSDB, exemplificando e pensando em conjunto com o amigo e irmão que me acompanha. Cristo sempre carregou a bandeira do amor e do perdão. O nosso parco e, por vezes, tacanho entendimento subverte as verdades divinas. Isso faz parte da nossa humanidade que está aqui para evoluir e iluminar-se pelo entendimento. Sintam como a humanidade do homem Cristo nas extremas agonias do sofrimento disse: – Pai, por que me abandonaste? Para logo a divindade do homem manifestar-se com o maior amor jamais sentido e demonstrado: – Pai! Perdoa-os porque eles não sabem o que fazem!

Brasil! A pátria de todas as pátrias tornou-se refúgio e lar do Espiritismo. Aqui se iluminou e rompeu dogmas unindo ciência e fé. A mediunidade expressa por incontáveis pessoas que sequer tinham esse novo entendimento floresceu e perfumou-se. Há poucos dias estreou nos cinemas o filme sobre Chico Xavier. Num formato diferente dos tradicionais documentários, como outro dia assisti do iluminado Divaldo Pereira Franco, o filme mostra e relata as vertentes do Chico criança, jovem, funcionário público, gente como nós, médium mundialmente reconhecido e do Chico que deixou a imagem mental que todos que o conheceram carregam. Estriba-se com memorável e antológico caso do Judiciário brasileiro que pela primeira vez aceita um texto psicografado para absolver e libertar um jovem quase condenado pelo assassinato de seu melhor amigo.

Em 1983, eu e a Cledi colocamos a Cynthia e o Duda no carro e fomos à distante Uberaba para conhecer Chico Xavier. Infelizmente Chico havia viajado e somente podemos conhecer um pouco da realidade de luz de uma de suas obras de amor ao próximo. Aprendi com meu amigo querido e de quem tive a honra e o privilégio de ser seu médico e privar da sua casa e amizade, o jesuíta Padre Raphael Ignácio Valle, simplesmente Padre Valle ou Padre Inácio – discípulo do Padre Reus e um dos criadores da Romaria da Medianeira – que precisamos conhecer e entender para amar e somente assim escolher os nossos caminhos com o livre arbítrio que o Criador nos deu.

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