6 Jun 09 – Atino e Desatino – Crônicas e Agudas – Jornal Opinião
Atino e Desatino!
Vamos por uma interrogação brutal. Onde termina a imprudência e onde começa a estupidez no seu mais abrangente sentido? Discursamos contra os administradores públicos que tem como preocupação primeira em multar no trânsito. As estradas estão congestionadas frente ao avassalador número de veículos vendidos. Sem que a arrecadação dos impostos desde a fábrica ao consumidor final seja aplicada em estradas mais seguras e numerosas. Arrecadar e arrecadar e arrecadar, parece nada mais lhes interessar! E o condutor?
Alucinados em duas rodas e por vezes em uma só roda. Empinam suas máquinas de matar e morrer com caronas numa dança macabra de final previsível. Motoqueiros no sentido mais depreciativo do termo. E merecidamente. Cruzam e atravessam por todos os lados. Direita e esquerda. Por cima e diariamente por baixo. O livre arbítrio permite que a criatura disponha da sua vida absurdamente, mas jamais dispor da vida dos outros. Muitos vão onerar suas famílias e a sociedade em seus quase eternos tratamentos tirando as escassas vagas das unidades de saúde e hospitais das vítimas reais da tragédia do trânsito. Ou por eles causadas.
Películas! Quase não existem carros circulando sem as películas nos vidros e até nos para-brisas. Há uma norma limitando a transparência, geralmente não obedecida. Com a desculpa de estarem protegendo os ocupantes de possíveis ameaças de criminosos, retiram a visão do condutor. Principalmente no crepúsculo e à noite. Nos cruzamentos não enxergam os veículos no seu sentido e pelos retrovisores perdem a real avaliação dos demais veículos em trânsito. Muitos motoristas de Opalão, Chevette e Fiorino deveriam realizar avaliação psiquiátrica anual. Observem principalmente com vidros pretos e adesivos do tipo “Interceptor ou Turbo”.
Sabe a diferença entre um hobby de amante da música e a insanidade procurada e geralmente encontrada? São esses amalucados com o som a incontáveis decibéis, além de perturbar a sociedade incapacita-os a escutarem as buzinas e os demais sons de alerta do trânsito. Isso vale para os motoqueiros com fones de ouvido e música (?) a milhão. Ainda nesse ramo tem os insaciáveis do celular. Para muitos não basta mais um celular, são vários com vários chips cada um. Um em cada ouvido e outro vibrando nos glúteos. Há os drogados pelo crack, pela cocaína ou por vícios e compulsões como do celular e assemelhado. E quando virem uma acompanhante com os pés sobre o console e no para-brisa lamentem pelo futuro da dupla dinâmica. Pode piorar, sim! Chimarrão, cigarro e latinha de cerveja ao volante.
Subir e descer da rodovia em qualquer velocidade. Ou andar trancando o fluxo normal da estrada. Sempre que alguém alegar que “está no seu direito”, saibam e tenham certeza de que algo está errado. Com os outros ou com o seu direito. Ou seu esquerdo! O Uruguai implementou a circulação nas rodovias com faróis em luz baixa. Como havia sido feito aqui. É uma medida salutar de ver e ser visto. No entanto, lâmpadas queimadas, luz alta descontrolada, com chuva, nevoeiro, crepúsculo e noite quando muito andam com alguma sinaleira ligada. A quantidade que anda como morcego é impressionante. Inclusive motoristas profissionais. Talvez a economia de luz deva ser pelos altos custos da CEEE ou da Coopernorte! Só ironizando de vez! Seja vigilante como pai ou mãe, amigo ou namorada. Principalmente como filho. Xis por cento irá morrer ou aleijar-se no trânsito, evitem fazer parte dessa estatística cruel. Sentir-se magoado pelo colunista? Ótimo talvez alguma vida se salve e não cause dor em quem lhe ama.
Alguém pode explicar…
Qual a razão dos cones da Polícia Rodoviária nos Maristas mudarem as formas de “chicane” tipo da Fórmula 1 e com chuva ou à noite ali estarem sem qualquer atividade policial presente? As reclamações são muitas.