10 Out 13 – Quando a Vida continua! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Quando a Vida continua!
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natureza nos ensina e demonstra que a Vida surge e persiste quando tudo parece conspirar contra. A vida normal das pessoas e o seu dia a dia desde o trivial funk até ao mais erudito e acadêmico atropela as campanhas eleitorais e respira num ritmo frenético daquilo que é contrário e adverso aos sentimentos dos candidatos e partidários de um ou outro candidato. Por mais que nos ensinem de que dependemos ardentemente das escolhas dos governantes e demais políticos, parece que a maioria da população insiste em aproveitar um feriadão, como este passado, por exemplo.
Movimentos sociais ou movimentos políticos importam menos do que a cerveja, o churrasco, a oktoberfest, a viagem ao litoral ou à serra? Ou à reunião com os amigos ou familiares? Ou, enfim, as coisas da vida de qualquer pessoa? E o outro lado. Ou outros lados – a turma que come, bebe e respira política. Ou a turma do quanto menos política e governantes e políticos, melhor para si. E a turma intermediária – ou aguenta ou tem algum interesse pela política. Tenho amigos em todos os quadrantes, inclusive naqueles pouco mapeados que mais curtem a sua vida familiar, profissional ou pessoal do que todo o resto. Para os amantes radicais pela turma política, os demais são alienados ou do contra. Contra o que? Contra as suas cores, legendas e ideologias qualquer que sejam. E a felicidade? Com que está a felicidade? Jamais vai haver real felicidade quando a busca incessante do poder for a maior força motriz? Quando alguém disser que a sua felicidade está em servir e somente em ser útil, ou estamos diante de alguma divindade ou pré-santificação, ou numa outra situação mais oculta.
Internacional e Grêmio! Observem as correntes dominantes ou os torcedores fanáticos. Aí surge a pergunta inevitável – Felicidade e Fanatismo convivem em harmonia. É possível fanatismo por qualquer coisa e ser feliz? Do deus ou do futebol, passando pela política. É possível aspirar e competir acirradamente pelo poder e ser feliz? É possível fazer feliz aos outros quando a felicidade ou o amor é secundário ou ausente em nossas vidas?
Outra face do diamante – o que seria do mundo civilizado se não houvesse pessoas que fizessem política? Talvez toda a estrutura de sociedade nos moldes que conhecemos e vem evoluindo nos últimos milênios teriam sucumbido no nascedouro. O espírito e a gana do predador seriam maiores? Ou dependemos e vamos continuar dependendo das nossas escolhas para que os melhores ou mais aptos nos liderem? E isso somente viceja e evolui na democracia e com absoluta liberdade de imprensa e justiça livre e equânime a todos os cidadãos. Eis quando alguém lamenta ou acusa que “melhores” pessoas ou “sempre os mesmos” concorrem ou lideram, argua se ele ou seus amigos teriam coragem e determinação para enfrentar às pessoas e irem às vias de fato das urnas pelo voto livre. Nem tanto ao céu e nem tanto à terra! – é um bom ensinamento?