O Oráculo do Opinião II e Dona Zulmira–por Edson Oliveira–Jornal Opinião–10 Novembro 2010

11 Novembro 10 – 2010 – O Oráculo do Opinião II – Dilma Rousseff

O Oráculo do Opinião II e Dilma Rousseff!

            Alguns trechos de crônicas já publicadas:

Exemplo 1.

– E o que tu acha da Dilma? A Dilma Rousseff que tá lá em Brasília segurando as broncas e pra “deixar homem trabalhar”? Trabalhar mesmo não sabemos. Mas é bom demais de gogó. Se fosse por ela esse apagão dos aviões estaria resolvido. Mas o presidente conserva a múmia do Valdir Pires. Incompetente uma barbaridade, só que venceu o ACM na Bahia. Onde aquela mulher bota a mão tudo funciona melhor, não acha? Aqui no Estado, no Ministério e agora é essa mãezona do Lula. Essa trabalha e não faz balaca. Sem ela e o Tarso, a vaca do Lula tinha ido pro brejo com aquela turma de Sampa. – continuou seu discurso emocionado pela Dilma,… (Maio 2004)

Exemplo 2.

Curiosamente quando seus mais íntimos amigos e companheiros de toda uma vida política tiveram que ser tirados do cargo e luzes do poder, Lula buscou uma blindagem entre três gaúchos de nascimento e/ou espírito – a ideologia do guru Marco Aurélio Garcia, a articulação política e pública de Tarso Genro e a capacidade administrativa sem a necessidade de palco de Dilma Rousseff.  (Janeiro 2007)

            Exemplo 3.

Observem como o presidente Lula buscou a competência e a blindagem dos sulistas para o exorcismo da corrupção e da solidão do poder – Tarso Genro, Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia (…) e agora por Nelson Jobim. (Agosto 2007)

            Exemplo 4.

“Um país sem projeto é um país sem futuro.”

Ministra Dilma Rousseff – Veja no. 38 Ed. 2027

Frequentemente tenho citado nesta coluna a ministra Dilma pela sua capacidade operacional. Podemos trazer a sua frase para a nossa realidade local. (Outubro 2007)

            Exemplo 5.

– Dr. Edson diz aí os números da mega-sena? Então uma mais fácil – quem vai ganhar em Viamão? – sorridente e aos brados.

Refeito do susto inicial. Acompanhei o sorriso e mostrei espanto com as perguntas. A resposta veio rápida.

– O senhor foi a primeira criatura viva no Brasil a escrever em jornal que a Dilma Rousseff seria a nova Presidente do Brasil. Nem o companheiro Lula ainda sabia disso. Nem a Veja se ligou nisso. O senhor já traçava o perfil de administradora dela deste os tempos do Rio Grande, do Ministério e depois que botou a casa em ordem apesar dos aloprados continuarem dando estercadas (nota: mudei o termo original). E não foi uma única vez… – dizia-me com os olhos cravados nos meus.

Interessante. Mas verdadeira a observação deste e-leitor. Disse-lhe que realmente não foi um mero exercício especulativo ou treinamento para pitonisa e sim o resultado das observações sobre o comportamento e capacidades dessa mulher. (O Oráculo do Opinião –Abril 2008)

Nota do Colunista!

Agradeço aos elogios de leitores desta coluna por termos feito essa caminhada de observações e descobrimentos da senhora Dilma Rousseff e da sua afirmação como a primeira Presidenta do Brasil de Todos Nós! Que não haja derrotados ou vitoriosos, somente brasileiros esperançosos torcendo pelo melhor para o Brasil e para todos nós.

 

Guerreiros Anônimos!

Zulmira Andrade dos Santos – Dona Zulmira! –

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Agora em 27 de Dezembro estará completando mais um aniversário, caminhando célere aos 90 anos com a graça de Deus e a humildade, perseverança, dignidade e amor com que tem cuidado de gerações de viamonenses e de outras paragens. É talvez a última benzedeira da cidade. Carrega em seu coração e em suas mãos todo o sincretismo religioso do povo brasileiro. Para muitos milhares de nós tem sido uma outra mãe-avó de amor e carinho sempre presente nas situações de apreensão e dor. Tantas vezes deixando de lado seus sofrimentos para auxiliar quem a procura. Dona Zulmira é muito mais que uma Guerreira Anônima, é uma Heroína que nos ama e encanta e ora!

Pegadoras, Cachorronas e Canalhas! 03 Novembro 2010 –Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

11 Nov 03 – 2010 – Pegadoras e Cachorronas e Canalhas – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Pegadoras, Cachorronas e Canalhas!

 

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 sociedade muda ou mudam as terminologias? Ambos? Pois se durante milênios existiu o que foi chamado biblicamente de “a mais antiga das profissões” para classificar a prostituição em suas mais variadas e lascivas formas. Quando o mundo se socializou e os sindicatos ocuparam o espaço representativo de todos os gêneros e graus de trabalhadores, restou uma parcela de mulheres (machismo isso!) classificadas como trabalhadoras no ou para o sexo. Com carteira assinada e direitos sociais inerentes à profissão exercida. Mas um contingente humano persiste na obscuridade do sexo vendido, alugado ou exercitado por prazer ou gana. O advento da pílula anticoncepcional alavancou essa realidade antes nas sombras das alcovas. E desse contingente um sem número jamais admitiria estar encaixado na prostituição. Nem na devassidão. Para muitos o romper dos grilhões da sexualidade restrita, passou direto da liberdade sexual para a libertinagem escancarada.

 

E as denominadas de “Pegadoras” estão nesta selva que sofreu o desmatamento pubiano e na linguagem do estuário funk e assemelhado são as predadoras. Saem para caçar e tal qual a antológica letra musical do “carcará pega mata e come” contam as suas proezas sexuais como os antigos pistoleiros que somavam os louros (e louras também) de sua espécie. Sabe-se que muitas começaram seu treinamento com o “fica”. E realmente “ficavam” com vários numa noite ou final de semana. E fora das baladas elas também representam uma ameaça importante para àquelas mulheres que querem e teimam em preservar seus homens. Algumas agem em alcateias, geralmente com a fêmea alfa orientando o grupo. Outras são caçadoras solitárias em festas, shoppings, bares ou qualquer lugar onde a presa desejada esteja visível ou farejável.

 

E as “Cachorronas”? Neste grupo estão as fêmeas aditivadas. Malhadíssimas. Físicos esculpidos a suor e lágrimas, muito exercício e algum aditivo especial. Conhecidas por seus nomes associados com frutas ou outro apelo ecológico. – É a Mulher Melancia? – É por aí! Qualidade ou agravo – “melancia nunca se come sozinho” – dizia com o cenho franzido um filósofo do cotidiano viamonense. Como seio não cresce com ginástica ou musculação, generosos silicones aperfeiçoam a figura apolínea. Seria um contrassenso buscar e inspirar-se na suprema forma de masculinidade num corpo feminino? Acrescentam os “entendidos” e versados – são “boas de casca e ruins de miolo” ou tem muito “fardamento, mas jogam pouca bola”!

 

– E onde entram os canalhas? – aguça-se o intrépido leitor. O canalha está inserido neste universo como tinta está em tatuagem. É uma espécie de predador masculino. A mídia estampa jogadores de futebol que preenchem com absoluta precisão vários graus e estirpes de canalhas. E há desde o tipo “mineirinho” até aquele em que “a propaganda é a alma do negócio”. Para muitos “a irmã, mãe ou esposa do amigo é como um violino” – usando a sabedoria popular. O tema é vasto, mas tentamos colorir e pincelar parte desta gigantesca tela.

 

Guerreiros Anônimos!

Todos nós conhecemos pessoas que fazem a diferença na sociedade. E geralmente ficam no anonimato. Muitas são os para-choques de muitas atividades essenciais para a população e passam como seres transparentes quando a gratidão ou o agradecimento deveria ser a regra primeira. Mas que no dia a dia sofrem com as carências do sistema e recebem muitas ofensas gratuitas. Algumas criaturas ainda explicam-se: – Eu estava nervoso(a) naquela hora! Teria valor se fosse desculpar-se pessoalmente e com a dignidade do arrependimento real. Mas é da vida e da pouca iluminação das criaturas. clip_image002

Maria Elísia – Margarete – Neiva – Líria – são algumas das trabalhadoras essenciais que se doam diariamente na Unidade Sanitária do Centro de Viamão. Essa é uma pequena homenagem para elas e para todos os trabalhadores em Saúde na cidade de Viamão.

 

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