01 Janeiro 05 – 2010 – A Era Lula e Dilma Presidenta – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
A Era Lula e Dilma Presidenta!
Somos privilegiados. Teria o Brasil três eras fundamentais em sua existência – o Advento Republicano, a Era Vargas e a Era Lula? Não que outros entendimentos não tenham sido importantes ou fundamentais. Alguns brasileiros tiveram o privilégio de estarem na Era Vargas, em que mudanças radicais aconteceram com reflexos para aquela época e ainda se sentindo hoje, como a legislação trabalhista, por exemplo. Na Era Lula, queiram ou não seus oponentes ou detratores, ocorreram mudanças sociais talvez jamais vistas neste Brasil de severas e graves diferenças.
O operário e líder sindical oriundo de uma família de boias frias tornou-se Presidente do Brasil. Com Getúlio Vargas o homem tornou-se maior que os partidos políticos. Com Lula isso também acontece. E quando isso ocorre há um risco potencial – a idolatria. Quem tem um pai vê somente suas qualidades ou também enxerga coisas que lhe desagrada? Certamente ninguém está isento e imune às enfermidades da humanidade. Getúlio era chamado de o pai dos pobres. Lula também é visto assim. E foi neste governo de oito anos do Lula que uma população equivalente a uma Argentina incorporou-se à classe média do Brasil. Cerca de cinquenta milhões de pessoas ingressaram na sociedade de consumo que se permite sonhar e realizar seus sonhos, que vão desde um singelo equipamento de som até à casa própria. E isso é maravilhoso!
Houve problemas? A luz também traz sombras, mas o ganho foi muito maior e daí vem a aceitação desse homem numa galeria de iluminados. Muitos desejam, poucos conseguem. E agora – Dilma Presidenta! O Brasil traumatizou-se com algumas mulheres no poder e talvez tenha começado com a fatídica Ministra Zélia Cardoso de Melo e passaram por governadoras e outras autoridades. Dilma sempre foi a guerreira competente e fiel aos seus princípios e aos seus líderes. Escrevi que Dilma encaminhava-se para esse evento quando foi convocada para o Ministério de Lula e reafirmei quando foi chamada para a Casa Civil e fez a máquina governamental andar e o Presidente teve mais paz para exercer suas outras habilidades na arapuca da política, na sensibilidade social e no contato direto com as pessoas.
Como no seu discurso de posse, Lula dizia que jamais poderia errar em conduzir seu governo. Dilma não pode errar como mulher exercendo o maior cargo do país. Acredito que as pessoas podem discordar do técnico do seu time de futebol ou da seleção (Dunga jamais seria unanimidade, principalmente porque isso seria burrice redundante). No entanto, as pessoas jamais deveriam torcer contra sua família, sua cidade, seu Estado e muito menos querer a desgraça de seu país. Oposição radical de direita, centro ou esquerda é absoluta conspiração contra a maioria em benefício de alguns.
Que o Brasil continue a crescer em qualidade de vida para seu povo e em harmonia com o mundo. Que nossos governantes atuais corrijam rotas equivocadas ou distorcidas do passado e prossigam nos caminhos de realizações e de luz que seus antecessores pavimentaram. Uma sociedade mais justa e que as desigualdades sejam apenas meras cores de bandeiras e jamais da pessoa sobre a pessoa. Que a esperança jamais nos abandone e que os sonhos sejam metas realizáveis para todos. Dilma saúde, sabedoria e sucesso! E antes que o leitor pergunte: – E Tarso? Creio que é o homem certo, no momento certo para o cargo certo a que tanto aspirava. E o sucesso de Tarso e do Rio Grande do Sul de Todos os Gaúchos será seu passaporte para a Presidência do Brasil. Acredito que seu coração sinta assim. Felicidades Tarso!
Economia Solidária: Coragem para mudar o Mundo!
Enfim criei coragem
E pedi demissão
Do relógio não sou mais escrava
Disse adeus ao meu patrão.
Cansei de ser explorada
De sol em sol, de chão em chão.
Quero casa, quero terra e liberdade.
Quero que na mesa, nunca mais falte pão.
Vou sonhar e produzir
Dividindo as tarefas, administrando o tempo.
Vou vender, vou viver, vou sorrir.
Vou fazer parte de um empreendimento.
Sozinhos, não mudamos o mundo
Mas juntos, construiremos um planeta saudável.
Respeitando, reciclando e transformando.
O que antes era lixo, agora é sustentável.
Aprendi sobre sustentabilidade econômica
E o “tal bicho” da autogestão
Outro mundo é possível
Se praticarmos solidariedade e cooperação.
Desenvolvimento sem capitalismo
Na pedagogia popular do aprender
Economia solidária é isso:
Um jeito diferente de se viver!
Leonise Nichele Pereira – Presidente da ALVI e Poetisa
Natal e Ano Novo!
Eu e os amigos colaboradores agradecemos aos belos votos recebidos. Retribuímos de coração e espírito. E um aviso aos companheiros de jornada – a ALVI-Associação Literária de Viamão está renascendo com Leonise Nichele Pereira de Presidenta e com o vice Gérson “Poeta” Alves e antigos e novos participantes.