Humor-tal!–Edson Olimpio Oliveira–02 Fevereiro 2011–Jornal Opinião de Viamão

02 – Fevereiro 02 – 2011 – Humor-tal – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Humor-tal! – Uma Difícil Empreitada.

– Fazer humor está ficando muito sem graça! – Chico Anísio.

Escrever em jornal tem algumas dificuldades não inerentes ao escrever para livro. Escrever em jornal de cidade em crescimento passa por alguns meandros desconcertantes. Certamente as mesmas criaturas que ficam vidradas num Big Brother, sentem-se escandalizadas quando o cronista usa palavras de uso comum dos mortais. É uma falsa moral ou moral de galochas? Jamais na história viamonense algum escritor teve mais contos e crônicas com textos sublimes e em exaltação ao negro. Caso o cronista citar: – Nega véia pega as crianças e embarca no Opalão com essa tua mãeteiga derretida! – dizia o aturdido turista de final de semana depois da troca de pneu na RS 40. É um risco.

E política? Há quem jure de pés juntos que sou “PTzão”. Outros revelam um profundo conhecimento das origens do cronista para afirmar com registro em cartório que sou “PMDBista”. E assim por diante. Quando o cronista escreveu: – Se Deus quisesse radicalismos de Direita ou de Esquerda teria feito as pessoas destras ou canhotas…! – Taí oh, fica em cima do muro ou é agente secreto deles! – alguém rumina de beiço torto. “Deles” quem macuxi? Ou seria pataxó?

E religião? É um perigo absoluto. As paixões religiosas induzem a um sectarismo primitivo. Muitos ainda vivem na Idade Média e a fogueira é a solução para seus problemas. Queimando os outros ou queimando os sofás. As desconfianças e as crises urticariformes podem ser fantásticas.

“Não podemo se entregá pros home!” – diz o refrão gaudério. E o filósofo do Apocalipse T. Jordans complementa com uma histórica expressão viamonense: – É pau no burro Seberiano. Somos em grande parte seres primitivos. E ser primitivo jamais é ser pobre como sinônimo. Há ricos e pobres muito primitivos. Assim como há doutores de atitudes e sentimentos primitivos, contrastando com pessoas que pouco ou nada passaram pelos bancos escolares que trazem uma bagagem pessoal magnífica em entendimento e moral.

Assim também é difícil ao colunista aceitar para publicação certos textos de leitores. É dessa gigantesca responsabilidade com a casa-jornal que nos acolhe e com os milhares de leitores que nos honram com a sua receptividade e leitura que a seleção deva ser criteriosa e responsável. Temos levado nossas colunas para várias centenas de Amigos visitando Amigos numa newsletter agora mensal. A corrente está aumentando e temos incluídos nomes de amigos que indicam outros amigos alguns de muito longe da longeva Setembrina dos Farrapos. Isso nos encanta e incentiva. E cada vez nos torna mais responsáveis. Lembram-se de umas das formidáveis mensagens no Pequeno Príncipe? – Ser responsável por quem cativastes!

Jornal Sexta-Feira!

A cada livro escrito e publicado, a cada jornal que mostra sua face ao povo é como se um novo farol iluminasse a escuridão. A cada ano que um jornal vence a barreira do tempo e conquista a aceitação e credibilidade dos leitores e do povo, a sociedade evolui rompendo as barreira da inércia, da submissão e do primitivismo. Que seu fundador e diretor Jornalista Daniel Jaeger Marques e seus aguerridos colaboradores recebam os Parabéns deste coirmão. Aproveitando, como o tema acima estava no Humor-tal – o jornal será uma Sexta Feira 13 para muitos políticos locais?

Poesias! Pérolas de encantamentos.

Agora um pouco de encantamento pela poesia da nossa amiga e colaboradora Lúcia Barcelos. Ou como diriam os apresentadores de antanho: Senhoras e Senhores! Orgulhosamente apresentamos…

Rumos e rimas

 

Acharás tanto amor nos rumos destas rimas,

Que seguem a trilha orvalhada de teus lábios,

Que se lançam no abismo profundo de teus olhos,

Que se saciam do vinho pulsante em tuas veias clip_image002

Que se enredam na sedução de tuas teias,

Que se nutrem do pão doce de tua alegria.

Acharás tanto amor nos rumos destas rimas

Que te perderás, e depois te encontrarás

Nas estradas sinuosas da poesia!

 

Milagre

 

É amor o impulso que move estas mãos que te escrevem versos!

De repente, todas as belas palavras que pareciam esquecidas

Cantaram o teu nome em páginas virgens e ansiosas.

O vento do desejo desenlaçou as pétalas das rosas

E as dádivas do outono dançaram ao sabor da terra.

De repente, toda saudade que insistia no silêncio da rua,

Todas as nuvens cinzentas que escondiam a lua,

Fugiram errantes!

E minh’alma úmida deste mar de amor,

Não é árida e triste como era antes!

 

Cicatrizes

 

Pobres versos que perfumo, então,

Quisera-os coloridos, borboletas felizes,

Com asas estendidas em teu coração,

Substituindo tuas cicatrizes!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

 

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