Namoro na Praia! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão.

02 Fevereiro 09-2011 – Namoro na Praia! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Namoro na Praia!

Que maravilha o amor! Ele surge onde menos se espera e pode estar a espreita logo ali atrás de uma fatia de melancia.

– Oi!

– Olá!

– Vieste no nosso ônibus ou já estavas por aí?

– Até nem sei muito bem, lembro que estava saindo dum bailão na Santa Isabel e depois estava com uns amigos segurando o alambrado da igreja e agora acordei aqui…

– Entendo!

– Entende o que mina, se eu nem sei que praia é essa e nem sei como vim parar aqui…

– Acho que tu é um príncipe encantado e essa tatuagem no ombro tem o meu nome – Marilin.

– Pô minha, tu é Marilin ou só tá me tirando? Não é sarro teu, mina? Bah eu sempre sonhei com uma Marilin com cabelo cor de fogo. Uma foguinha sabe? Assim com sardas. Não do tipo dálmata. Só sardas. Sou ligadão em sardas e foguinha. Nunca achei ou fiquei com nenhuma, mas sonhava…

– É, mas eu não sou foguinha por fora (tempo – rsrsrsrs) Mas por dentro… e sempre busquei um cara assim do teu tipo. Me amarro em tatuado com essas borrachinhas nos dentes. Bah meu, parece vampiro de novela. Teu nome gato?

– Nardão Dois!

– Acho que não saquei essa aí beemm!

– Seguinte mina, meu velho é o Nardão Um e aí inventou de botar o mesmo nome dele em mim – Leonardo. Sacou? Daí o coroa que também é meio grande, assim tipo mamute. E até na tromba somos iguais! (rsrsrsrsrsrsrs)

– Saquei e to levando fé contigo, que tal largar essa melancia e dar uma banda ali naqueles combros pra ver se tem toca de tuco-tuco e ninho de largatixa? Tem tromba meeesmo?

– É Marilin mesmo ou tava me sacando pela bermuda rasgada? Tem três coisas de que não abro: cerveja, melancia e uma mina foguinha. E tu ainda tá me devendo, big Mari. Com essa lua frigindo os miolos da criatura, valentia só aqui debaixo do toldo e depois da melancia. Pô mina, tu é muito ligeira pro teu tamanho e assim no atraque… dá um taime pra segurar essa bronca e aí quem sabe encaremo a…

– Tão tá bem. E não sai daqui que vou dar uns margulhos e salgar e preferida e já volto…

Infelizmente ou felizmente o Love não teve um bom desfecho. A mina salva pelos salva-vidas depois de cair num buraco e ser levada pelo repuxo. – E o tatuado? Quase morreu empanzinado de melancia e cerveja jogando pelada na torreira de sol.

 

Doadores!

As autoridades públicas e médicas estão preocupadas e aturdidas com o decréscimo no número de doadores de órgãos. Vale também para doadores de sangue, pois os estoques permanecem aquém das necessidades. Infelizmente as perdas de vidas humanas por trauma, particularmente nas estradas são assustadoras e crescentes. Os números de mutilados física e emocionalmente são absurdos. Lutamos para sermos úteis à nossa família e amigos em vida, de várias maneiras. Pensemos que podemos ser úteis ainda na morte. Conscientize-se. Jamais serão usados órgãos de qualquer ser humano sem absoluta comprovação de morte e licença de sua família. Então converse consigo mesmo e decida-se e comunique aos seus familiares a sua vontade.

 

Segurança ao Dirigir!

Os veículos mais evoluídos trazem luzes diurnas, ou seja, luzes para estarem acesas durante o dia. Simplesmente manter as sinaleiras acesas é insuficiente para que você e as pessoas que estão consigo no veículo e que são sua responsabilidade estejam mais visíveis. É provado que luzes de dia ou faróis em luz baixa aumentam a visibilidade dos outros em relação a você e diminuem os riscos potenciais de acidentes. E isso não vai representar custo maior que não valha a sua segurança e das pessoas que você ama. E você que é esposa ou filhos ou somente acompanhantes, exija do motorista o respeito às regras de segurança!

Espaço de Encantamento! – por Lúcia Barcelos – Poetisa

O semeador

  

O inverno existencial despeja lágrimas

e vinca manhãs e noites

com o açoite de seus ventos.

Mas quando o horizonte estende os braços

O poeta vislumbra a primavera que consola,

E semeia sentimentos!

 

Neste silêncio…

 

Neste silêncio, nada me falta.

Tenho tudo inscrito na alma:

As recordações que os deuses me concedem!

O vento passa,

E as folhas nada dizem,

Apenas abraçam o lírio de teu riso

Que colhi na memória:

O resto é sombra!

 

Mão - Rosa

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