Psiu!…
Novamente a noite cala!…
Num breve poema eu me faço fala:
um verso recito…
Tímido… Sussurrado… Sem grito…
E um eco vindo de tua alma me responde
e devolve-me a ternura que o relógio esconde.
A ciranda dos ventos varreu as nuvens
e o olho azul do céu espreita as horas
num assombro de encanto.
Um sonho recostado na cadeira de veludo
caminha sobre o rastro de teus passos e de teu jeito.
As mãos que teciam os afagos de outrora
abrem a janela:
o olhar está livre para encontrar estrelas.
A noite é serena
e os grilos cantam uma canção pequena
tentando não acordar a saudade!
Lúcia Barcelos