Tragédias da Vida! – Edson Olimpio Oliveira – 23 Fevereiro 2011

 

02 Fevereiro 23 – 2010 – Tragédias da Vida! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Tragédias da Vida!

Há quem veja o ser humano como alguém que nasce puro, mas se deteriora em suas atitudes e ideias por culpa da sociedade onde vive. Assim como há uma corrente ideológica que vê o criminoso como uma “vítima de um sistema cruel” e a prisão somente “piorara seus dramas pessoais”. Neste ramo estão autoridades que preferem criminosos livres de “cadeias desumanas”, dentro da sociedade que eles causaram danos. Assim estamos convivendo lado a lado em todos os ambientes públicos e até privados com indivíduos de altíssima periculosidade. Isso é uma realidade e não uma opinião. E para muitos cidadãos que pagam impostos e sustentam a sociedade e os governos, jamais uma opção!

Uma cara amiga que inclusive colaborou como poetisa dessa página, sofreu literalmente na carne algumas dessas adversidades por insistir em querer viver livremente. Narremos seu drama. Apesar de sofrido dois assaltos no Parque Marinha do Brasil, um deles a mão armada, foi com seu esposo, o filho de pouco mais de 1 aninho e sua cunhada e cunhado curtir uma tarde de sol de final de semana naquele logradouro público. Enquanto seu cunhado andava de skate, eles tomavam chimarrão e brincavam com a criança e sua bola de plástico. A bola foi levada pelo vento e ela, a mãe, saiu em sua busca. Na segunda tentativa de pegar a bola plástica, agachada, seus olhos captaram o horror de um pitbull como uma flecha arremessada contra si. Num ato reflexo colocou o braço direito cobrindo a cabeça. A fera assassina enterrou suas presas na região do seu músculo deltoide – quase no ombro, jogando-a por terra.

O animal assassino rosnava com as presas enterradas profundamente nas carnes da vítima indefesa. As pessoas em torno acudiram e algum iluminado chutou fortemente os genitais da fera assassina. Assim o animal largou sua vítima, arrancando grande parte do braço, numa poça de sangue. O animal assassino desapareceu no meio da multidão. A mãe com o braço lacerado profundamente, com as carnes rasgadas e arrancadas pela fera assassina foi levada para o hospital e submetida à cirurgia com longa recuperação da mutilação. Se a mordida atingisse artérias importantes, o destino poderia ser fatal, tanto do braço como seu possível alvo, o pescoço. Ou a grave mutilação de um belo rosto de uma jovem mãe. Ainda a fera assassina poderia ter atingido seu filho, outra criança ou qualquer outra pessoa.

O dono da fera assassina jamais apareceu para responsabilizar-se pelo ato.

Que esse brutal relato sirva de aviso para todas as pessoas. Esse casal e seu filho, às custas de seus empregos e trabalho, paga arduamente as mensalidades de um tradicional clube de Porto Alegre. Certamente nas dependências do clube isso não iria acontecer. Seriam, outrossim, classificados de burgueses e carregariam “a culpa social” de estarem num ambiente não popular. Deu no que deu! A classificação de selva de pedra é incorreta, na natureza os animais vivem por seus instintos primitivos sem o raciocínio e o entendimento possível ao homem.

O que leva um ser humano a ter uma fera assassina, uma fera desenvolvida para atacar e destruir, em ambiente público sem nenhum mecanismo de contenção física?

 

 

Punição!

Alguém conhece alguma punição efetiva e exemplar para donos de animais que cometem essas atrocidades, inclusive com perdas de vidas humanas? Diversas pessoas que souberam do traumático e sangrento evento duvidam que sejam “presos em fragrante”, que “cumprissem alguma pena em reclusão”, talvez “no máximo umas cestas básicas”, acreditam. E você, qual o seu sentimento e conhecimento?

Espaço de Encantamento!

A noite

Trançando cabelos de estrelas,

A noite me espera!

Entendo a mensagem:

A noite tem sede de poesia!

Quando a noite fecha as portas para o dia,

Atendo o chamado.

Recolho as letras mais belas,

E coloco-as lado a lado!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

Fogueira

O sol se despe do ouro

E joga as vestes sobre a calçada ainda fria.

Palpita o novo dia!

O vulto das recordações que moram em mim

Já se anuncia,

E forjamos caminhos, sem sobressalto!

Aliás, o que fazer quando a saudade

Nos toma assim, de assalto

Com uma implacável grandeza?

E por ser ausência,

A saudade pesa apenas em sua leveza!

Ela é uma fogueira mansa,

Que não fenece e nem descansa…

Não sucumbe,

Porque soprada por teus olhos de céu,

Como se eles também trouxessem vento!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

 

Suor gelado da morte!

 

Pessoas submetidas a intenso estresse negativo, como o ataque mutilador de uma fera sanguinária acordarão em noites sem fim encharcadas daquele suor viscoso da morte trazida em brutais pesadelos. Vários sobreviventes terão dificuldades em voltar a uma vida de normalidade quando submetidas ao hálito mortal e suas cicatrizes jamais as deixarão esquecer que são sobreviventes em uma sociedade tão bela quanto cruel e potencialmente assassina e mutiladora. Jamais as carnes dilaceradas e arrancadas serão repostas nem pelos mais hábeis cirurgiões, assim como suas almas dilaceradas nem pelo mais arguto e hábil psiquiatra ou psicólogo!

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