06 JUNHO 01 – 2011 – A MATEMÁTICA DO IMPOSSÍVEL! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO
Introdução!
Vivemos tempos pungentes? – Ser ou não ser? – a frase shakespeariana nunca esteve tão vibrante ou aterradora numa época de pregação sexual e ideológica. A denominada cartilha gay tirou o sono da Presidente Dilma que ousou vetá-la. Certo ou errado? Outra turma resolveu criar uma língua portuguesa própria. Tal coisa de português! Um desvairado preconceito contra quem luta para falar e escrever correto e dar-se melhor no turfe da existência terrena. Alguma alusão às cavalgaduras? Na sala ao lado, lembram que o Ministro Palocci é médico. E os médicos querem saber onde o ministro faz plantão, qual o posto de saúde que trabalha, quais as palestras que dá sobre Medicina ou no resumo da ópera – como faturar essa montanha de dinheiro em quatro anos? Quando complicam lembram que o cara é médico: – Göebbels, Che Guevara, Palocci e alertam que Fu Manchu era médico acupunturista! – retruca um insolente. Mas vamos ao tema principal.
A Matemática do Impossível!
– O cara tá ganhando 10, mas a mulher tá gastando 20! – só podia dar no que deu. A sabedoria popular aplica: – Se o homem botar de caminhão e a mulher tirar de colherzinha, quebra! – isso em tempos ancestrais que o homem era o chefe econômico da casa. Ainda é para pagar pensão em muitos casos. Quando a criatura investida em cargo público enriquece rapidamente demais, logo se pergunta – como? Qualquer funcionário público que não receber herança ou ganhar na loteria vira suspeito. Em outros cargos eletivos ou de confiança há a válvula de escape da loteria. Lembram que um dos famigerados Anões do Orçamento acertava na loteria como quem vai à padaria? Noutros casos há o escape da consultoria ou palestras ou assessorias. Pergunta-se, por exemplo: na iniciativa privada entre empresas privadas receberia equivalentes quantias? Sua atividade resultou em negócios facilitados ou aumentados com o governo ou empresas públicas? Amigos ou familiares envolvem-se nesses negócios ou subitamente descobriu-se que são mais talentosos que os demais humanos?
A matemática do impossível está aí todos os dias. Alguém acredita que esses veículos de 2ª. e 3ª. linhas sobreviverão cinco ou seis anos rodando em estradas como a RS 118? Como custar o equivalente a veículos tradicionais e com mais equipamentos? Como dar essas imensas garantias? Qual a mágica por trás disso? O (e) leitor (a) inteligente deve dar as suas respostas. E a maravilha do combustível brasileiro – antes álcool, hoje etanol! Pagam-se muito mais caro por veículos flex quando se sabe que colocar esse combustível é absoluto prejuízo do início ao fim desta cadeia para o consumidor. Vantagem para quem pataxó? E a minha-sua-nossa Petrobrás que é autossuficiente? Qual a nossa vantagem em pagar uma das gasolinas mais caras e ruins do planeta? Alguém prefere uma gasolina por preço decente e qualidade internacional ou continuar dono da Petrobrás?
Indústrias, como a Azaleia, que buscam outros mercados contrariando a maravilha sindical e os impostos gaúchos devem abdicar do lucro e da competitividade do mercado ou manter-se em solo farrapo? Prejuízo ou lucro, quando lucro é crescimento e competitividade. Para muitos a melhor distribuição de renda e sufocação de impostos vale para os outros, não para si. O governador Tarso arriscou tentar aumentar a alíquota de alguns mais abonados para diminuir a catástrofe previdenciária gaúcha e… Logo será lançado à fogueira inquisitória.