08 AGOSTO 24 – 2011 – TRIBOS INDÍGENAS DE VIAMÃO –
REALIDADE OU MITO! – EDSON OLIMPIO DE OLIVEIRA – JORNAL OPINIÃO
Tribos
Indígenas de Viamão
Realidade
ou Mito?
Outro dia numa conversa entre intelectuais surgiu o tema das tribos indígenas de Viamão. Alguns amigos sentiam-se despreparados para debater o assunto, no entanto, outros defendiam a afirmação de que os
indígenas guaranis ou miscigenados que ocupam áreas do município como Cantagalo
e Estiva são originários daqui mesmo. É impressionante como se pode ou tenta-se
reescrever a história. Todas as terras da América eram ocupadas por silvícolas.
Uma imensa diversidade de tribos com hábitos e costumes confluentes ou
conflitantes e nesta região meridional com nomadismo presente. Logo todas as
terras são originalmente dos chamados índios. Mas daí a tornar áreas do
município como de posse ancestral deles, vai um excesso. Isso certamente seria
mais apropriado para Santo Ângelo, por exemplo.
Os atuais índios viamonenses foram deslocados para cá por alguma finalidade
política, ideológica ou econômica. Os índios de Porto Seguro na Bahia, um dos
paraísos turísticos do Brasil foram ali realocados de sua origem a cerca de 500
km de distância. – Onde o Brasil começou tinha que ter os índios para serem
mostrados aos turistas. Isso traz Money pra Bahia! – comentava o guia turístico
caminhando na fantasiosa aldeia entre a venda de artesanato e poções
afrodisíacas ou gordura de peixe-boi para enxaqueca e junta destroncada.
Vamos anexar uma anedota médica para ilustrar o caso. Vocês sabem a diferença entre o
neurótico, o psicótico e o psiquiatra? Não sabem? Tentem. A resposta: o
neurótico é o cara que constrói castelos no ar. O psicótico habita ou mora
nestes castelos. E o psiquiatra cobra o aluguel. Assim ocorre com muitos
intelectuais que constroem teses e montam todo um enredo que justifica e
comprova suas afirmações e logo há um caudal de seguidores ávidos por
assemelharem-se com seus ídolos ou mestres. Na extinta União Soviética, o
comunismo reescreveu a história e as pessoas sumiam dos livros e das
fotografias e pinturas. Na China, Mao Tsé Tung quis apagar todos os vestígios
das milenares tradições chinesas. Na América do Norte, a indústria do cinema
criou um universo fantástico do faroeste.
Neste brasilzão avidamente devorado por políticos de todas as pelagens e rugidos, ser
índio torna a criatura em algo supostamente puro e que deve ser ressarcido pelas atrocidades do homem branco –
alardeiam vários. Sempre faço esse alerta em minhas crônicas – toda a
unanimidade é burra e entender como generalizado faz parte da carência de
melhor entendimento da criatura. Ser índio é estar acima da isonomia da
constituição e detentor de certas vantagens. Os indígenas que habitam Viamão
merecem todo o respeito que qualquer cidadão merece e que pela educação
adequada saiam do aquário do paternalismo eterno e vivam em harmonia com todos
os cidadãos nativos ou não da cidade.
Querem outro tema polêmico? Viamão e os quilombolas. Qual sua opinião?