Humor na Medicina – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 30 Novembro 2011

11 NOVEMBRO 30 – 2011 – Humor na Medicina – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Unimed acabar de lançar mais um volume da coleção de histórias e estórias de consultórios e hospitais. Jamais seria a intenção de médicos e empresa ridicularizarem ou menosprezarem sentimentos e atitudes de pacientes, pois eles e somente eles são a razão primeira de nosso ofício e existência. Tire-se o humor da vida e embarcaremos numa viagem de irremediável sofrimento e tédio. O humor é um presente da Luz para iluminar nossos caminhos e arredar a dor. Eis que rir é terapêutico antes de tudo. Movemos mais músculos rindo do que ao chorar. Igualmente as pessoas risonhas e bem humoradas têm maior capacidade imunológica e qualidade de vida. A longevidade está aumentada nas pessoas que olham e fazem a vida com maior alegria. O bom humor mantém relacionamentos profissionais e afetivos. As pessoas sentem-se atraídas por criaturas alegres – humanos ou animais.

Um caso.

− Bom dia!

− Bom dia doutor.

− O que o senhor está sentindo?

− Uma grande dor no peito doutor.

− Essa dor é em aperto ou caminha para o seu braço esquerdo ou para outra parte? – continua o médico na investigação da queixa do paciente. Ao que ele responde:

− Essa caminha pro meu bolso doutor! – exclama sério. O senhor já o quinto médico que eu vou, já gastei um monte de dinheiro de consultas e exames e até agora ninguém quer me atestar pra que eu me encoste…

Outro caso.

− Então o que lhe trouxe para consultar?

− Eu vim no Chevete do meu genro e a “mãe” falou pro senhor fazer um exame de homem em mim. Tô com o mijador meio descontrolado e perco a conta de quantas vezes eu mijo de noite e ela perde o sono.

Mais um.

− Doutor eu ando com dor de cabeça, muita dor nas costas, uma gastura do inferno, tô com gases que piora quando como pão novo… – e as queixas continuavam. – Tá fazendo uns dois anos que tô com muita queimação aqui na boca do estômago e… – aí foi atalhado pela “patroa”.

− Para de enrolar o doutor que ele ainda tem um monte de gente na sala e tu fica aí enrolando. Ele tá com brochura doutor. É isso aí e o senhor dá um jeito nisso. – e como não “dar um jeito” com uma mulher decidida e objetiva assim.

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