Faça Amor não faça Guerra e o Chimarrão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 25 Abril 2012

2012 – 04 – 25 – Faça Amor não faça Guerra e o Chimarrão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Faça Amor não faça Guerra e o Chimarrão”

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abiamente o povo apregoa que o “Diabo tem todas essas habilidades mais por ser velho do que por ser diabo”. A idade ou a milhagem acumulada de incontáveis vivências e o somatório de experiências dá-nos além das dores na coluna e dos reumatismos uma visão mais abrangente e aprofundada da vida. Pelo menos deveria ser assim. Alguns espécimes masculinos ainda cultuam a sina do primeiro imperador do Brasil, Dom Pedro I, pois a esposa oficial é para propagar o DNA – para a reprodução. E a(s) outra(s) é para o prazer. Dona Leopoldina sendo a mãe de Dom Pedro II e a titulada Marquesa de Santos – sem Nilmar – jogava no primeiro time. Devassamente! Como as missivas trocadas entre ambos dá-nos o perfil até escatológico do relacionamento.

Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso normal. E bem mais joga com o time titular e o reserva, se me entendem. A revista Veja faz matéria mostrando as orgias dos nossos astros do futebol, destacando em fotos o Ronaldinho Gaúcho e seu plantel com um mínimo de quatro moçoilas bem dotadas para cada atleta dos lençóis. – Ainda bem que o esquema dele é com mulher, pior se fosse com homem! – regozijava-se um torcedor. Na década mitológica dos anos 60, o movimento hipie, revoltando-se com a Guerra do Vietnam – nos vários anos de combate morreram menos americanos que em um ano no fatal trânsito brasileiro – trazia o rock-and-roll para os parques, festivais (Woodstock) e ruas e com um lema sempre presente – Faça amor não faça guerra. Ou simplesmente “Peace and Love”. Surgiam os anticoncepcionais e a liberação total do sexo.

Um cientista americano adepto da nova seita apregoava que “enquanto a mulher produz um singelo óvulo mensal o homem ejacula mais de 100 milhões de espermatozoides por vez”. Logo, matematicamente apoiada a tese no sexo amplo, geral e irrestrito… até a AIDS dar uma freada. Logo o acelerador foi pisado mais fundo com o advento do Viagra. A pílula azul e mágica tornou medrosos em destemidos pistoleiros nos leitos, gramados e macegas. Na havia mais velhos. Veteranos sim, mas ainda empedernidos combatentes do tatame de fronhas. As coisas continuaram tão rápidas que surgiu o sexo virtual – transa-se pela internet. Os políticos brasileiros (minoria ou maioria?) conseguiu a proeza de transar e violentar o povo brasileiro repetidamente. Pior – o gozo dos estuprados renova-se em cada eleição.

– E o chimarrão Edinho? – inquieta-se. Pois estamos fazendo a analogia do chimarrão como uma terapia de casais que querem se curtir. O sexo como ato de amor prolongado e esperado. Desde adquirir uma boa erva mate, escolher uma cuia adequada, a habilidade de colocar a bomba, a água na temperatura correta, a posição de pegar e o sugar a seiva desejada, o albardão de erva encimado pelo casal de bonequinhos. Sempre repartindo o prazer entre os dois. Há uma liturgia, ou seria uma leitorgia (liturgia do leito, da cama). Há todo um rito de consentimentos, de preparo e de execução. Uma cerimônia nobre, como os sentimentos expressos e absorvidos no orvalho dos lábios que tocam uma bomba de mate e que é música para o coração. A semelhança do tradicional porongo é a do seio feminino. A liberdade infinita entre quatro paredes vem após as trocas de olhares, nos dedos que se roçam ao receber a cuia e recebem as luzes da divindade quando o amor deixa de ser somente sexo ou uma prosaica troca de fluidos. Chimarrão e amor – viva-se intensamente!

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

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