Vou dar no meio dele – Edson Olimpio – Maio 2013

 

2013 – 05 – 08 Maio 2013 – Vou dar no meio dele – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Vou dar no meio dele”

Seria um período ou um estágio de transição da sociedade e da humanidade? É mais fácil separar o “joio do trigo” ou o bom do ruim? As distensões entre os mais variados segmentos sociais e entre as pessoas estão mais agudos? Há mais intransigência? Certa feita em São Paulo, estávamos quatro viamonenses num percurso num táxi. O motorista queimando uma adrenalina a olhos vistos, eis que outro carro ameaça cortá-lo e entrar em sua pista e ao contrário de reduzir a velocidade ou frear, mas ele acelera. O outro motorista recolhe e passam a centímetros um do outro. Eis que ele assim se manifesta entre outras palavras que vocês podem imaginar e deduzir: – Se ele mete, eu dô no meio dele! E nós e ele e o outro motorista? Escapamos de um acidente e dele “dar no meio do outro”. Insanidade? Esses alucinados estão aí do seu lado. Eles caminham e dirigem entre nós e estamos expostos a sua fúria e ao amargor de sua existência.

Cr & Ag

“Imprensa canalha”.

Jornalistas entrevistando as autoridades responsáveis pela prisão desse pessoal acusado de máfia das licenças ambientais. Os jornalistas, assim como aquele conhecido pessoal dos direitos humanos, insistiam que os presos teriam más condições de vida no presídio central. E preocupados com o banho de sol, visitas de familiares, número de refeições. Kits de higiene, colchões e roupas de cama limpas, chuveiro quente e outras “obrigações” do sistema. Estranhamente nenhuma pergunta sobre os motivos e as evidências que desencadearam a operação Concutare e a prisão dos acusados. Certamente a maioria dos cidadãos desejaria saber os detalhes dos crimes que motivaram as prisões. Os cidadãos entendem que para “graúdos” serem acusados e presos pela Polícia Federal deve ter havido exaustiva investigação, sólidas provas e evidências policiais, do Ministério Público e aceitas e aprovadas pelo juiz federal e passado inclusive pelo Ministro da Justiça. Mas nada disso interessava aos jornalistas entrevistadores. Isso é comum e corriqueiro na atividade fundamental da imprensa livre. A mesma imprensa que tem sido alvejada pela vontade e desejo de segmentos interessados em limitar, cercear, amordaçar a imprensa livre. Gente que dizia combater a censura da ditadura, agora virou vidraça e não aceita ser criticada e muito menos verem expostas suas chagas. E foi usando a expressão do título que um assistente esbravejou em público quando ouvíamos a entrevista.

Cr & Ag

“Mata-se em nome de Deus”

Sempre se matou – e muito – em nome de Deus, E isso nunca foi exclusividade de nenhuma religião em particular. Tanto religiões orientais quanto ocidentais. É conhecida a perseguição que Buda e seus discípulos sofreram, assim como eram pisoteados por elefantes em público. Cristãos jogados às feras e trucidados nas arenas. As batalhas das cruzadas e os mouros na península ibérica. O extermínio das populações indígenas na América e as intermináveis guerras tribais da África. A lista é muito, muito longa. Acusam o Islamismo de diversos males e as matanças por seus membros. “De alguns de seus membros” – seria melhor. A intolerância e as mortes de uns não significam o pensamento, sentimento e atitude da maioria. Concorda?

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Grávida

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