2013 – 06 – 19 Junho 2013 – Ruptura de paradigmas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Ruptura de paradigmas
O que é um paradigma? Os dicionários nos ensinam que são modelos ou padrões definidos. Para qualquer coisa, desde o imponderável da silva como para comportamentos, por exemplo. A sociedade evolui com essa quebra de conceitos, pois toda a fronteira existe para ser alcançada e rompida. Geralmente com sacrifícios e sempre com dor. As mudanças são dolorosas, mesmo quando estudadas, elaboradas, medidas, avaliadas e reavaliadas. Doutos afirmam que estamos num período de transição. Mas quando não estamos num período de mudanças? O fogo afastou as feras e deu calor e melhora nos alimentos. A roda jogou a humanidade num patamar superior. A Idade Média, considerada por vários, como a idade das trevas, também foi época de ruptura de conceitos religiosos e da arte explodir. A Medicina sempre esteve em transição, sendo a grega, a egípcia, a romana, a árabe e nesta escalada infinita aos luminosos dias de hoje.
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A mulher é uma das mais importantes e fundamentais faces dessas mudanças. Construindo e desconstruindo seus espaços e metas. Deixando de ser mera reprodutora e coadjuvante ou poder oculto para ser a estrela principal em vários firmamentos. A consciência coletiva jamais é obtida, pois nascemos diferentes e assim seremos sempre. A unificação dos seres só é possível colocando-os na base mais rasteira. O que é uma mentira fadada a quebra de governos, sistema políticos, ideológicos e familiares. Desiguais tratam-se desigualmente sem jamais abandonar os menos favorecidos pelo intelecto ou pela estrutura vigente.
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Várias mulheres optam pela sua realização pessoal e profissional sem as algemas sociais da obrigação da maternidade. O livre arbítrio encontra aqui sua forma plena quando o egoísmo está ausente. Os casais optam por não terem filhos gerados por eles ou não terem crianças fixas em seus lares e devem ser respeitados. Os casais podem ter o mesmo sexo e optarem ou não pela maternidade-paternidade e devem ser respeitados. Qual a força mobilizadora da humanidade mais poderosa que o amor? Assim como a luz rompe as barreiras da escuridão e afasta as sombras, o amor é o princípio e jamais o fim.
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Somos seres de ódio em nossa maioria, mas a semente do amor persiste gerando luz em nossos espíritos e novos paradigmas serão rompidos. Os grilhões da escravidão do homem sobre o homem foram removidos das leis, mas ainda pulula em corações empedernidos e na voracidade do poder. E muitas vezes travestido do populismo de governos e líderes que ao não oferecerem educação de qualidade, saúde real e acessível e segurança física e jurídica tornam escravos nações que esperam alimentar-se nesse úbere falso. Amar para sermos amados e nunca “ser amados ou idolatrados” para ter mais poder.
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Lembro-me de um desses paradigmas da minha infância que felizmente não era opinião ou ensinamento dos meus pais: – O homem pra ser homem tem que beber, fumar e ir pras malocas! – e tristemente ainda há quem acredite e professe tal estalão.