2013 – 06 – 12 Junho 2013 – Viamonenses Anônimos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Viamonenses Anônimos
Legiões de pessoas acordam diariamente para suas jornadas de vida nos trabalhos, nas escolas e numa gama infindável de atividades que constituem o tecido social de uma nação. Dormem para o dia seguinte reiniciar mais um ciclo de uma vida que tem um início anunciado, mas nem sempre um fim bem quisto ou adequadamente previsto. São anônimos. Sem face, escassa opinião. Suas dores e tristezas são meras massas utilizadas por gourmets políticos numa sanha de riqueza e poder. Viamão não é diferente das outras cidades e regiões. Muitos cavam as suas próprias sepulturas, mas nelas sepultam seus amigos, parentes e concidadãos levados pelo caudal dos desgovernos e da voracidade e incompetência que grassam como incêndio em fábrica de papel.
Cr & Ag
Brigada Militar e poder público.
Cidadãos têm manifestado sua constante apreensão com a marginalidade agressiva que gravita nas imediações da Caixa Federal e da praça fronteira à Unidade de Saúde e Igreja Adventista na Rua José Garibaldi. Comerciantes, clientes da Caixa, consumidores do comércio local, trabalhadores, enfermos e crentes da igreja estão constrangidos e acuados. Dizem que não basta a intervenção eventual, é preciso constância e energia. Acrescente-se ao crescente número de indivíduos desocupados ou em atitude suspeita no perímetro central da cidade, há que a autoridade intervir pelo menos exigindo identificação desses possíveis predadores, o que já fará com que se afastem daqui. Os cidadãos exigem que o policiamento ostensivo seja realmente ativo nos dias e no relento das noites. Pais pedem que o policiamento atue identificando possíveis contraventores e traficantes infiltrados nos locais e com menores de idade e skatistas.
Mulher, futebol e cerveja!
Sociólogos, filósofos do apocalipse, especialista na arte do espeto e da carne e outros congêneres os assemelhados creditam ao homem, macho da espécie e derradeiro reduto ou bastião da masculinidade, como sendo a mulher, o futebol e a cerveja os maiores prazeres da terra. Não necessariamente nesta ordem, pois alguns iniciam pela cerveja e outros pelo futebol. Como nada existe sem a contrariedade, não há luz sem a escuridão, as opiniões conflitam e os gostos e desejos navegam por outros mares ou por descaminhos – até insólitos. A humanidade capacita-se a construir e a derrubar mitos. Um adesivo na motocicleta de um bombeiro do Paraná: – “Ela disse: a moto ou eu? Algumas vezes até sinto saudades dela!” Esse é um sábio. Outra pérola numa filosofia de para-choques: – “Mulher ou caminhão? Com ele vou e volto, com elas até vou, mas voltar…”
Devagar e sempre.
A rodovia do calvário ou a ERS 40 entre Porto Alegre e Viamão City está quase parando em alguns horários e estagnada em outros. Sem nenhuma solução no horizonte estamos indo “devagar e nunca”. Logo teremos um pedágio administrado pelos criminosos ali no hospital do Ridi e uma área de pernoite no “porquê” Saint Hilaire. Exigem-se que os ônibus tenham sanitários e se possível lanches subsidiados num tipo “bolsa”. Somente com humor para suportar o cheiro e o desconforto de longas horas empacotado dentro de veículos, há que idealizar-se algum conforto extra aos sobreviventes da jornada diária ou eventual. E lembrem-se – nada é tão ruim que não possa piorar!