2013 – 11 – 20 Novembro 2013 – Jornadas de vida – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Jornadas da vida
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credito que estamos aqui nesta terra abençoada pelo Criador com a finalidade de “entender”, de evoluir em corpo, mente e espírito. O sofrimento e as dificuldades da jornada são proporcionais às nossas limitações para colher os frutos do entendimento. Afinal esse sempre foi o desejo primordial do ser humano e se lembrarmos dos ensinamentos do Gênesis vê-se que Eva e Adão tinham tudo que necessitavam para viverem com felicidade e harmonia, mas foram seduzidos para terem todo o “conhecimento” de Deus. A tendência bovina ou de manada é infelizmente uma constante nas pessoas e na sociedade. A subnutrição do intelecto é como uma virose altamente contagiosa e as criaturas repetem como seu rebanho, tribo ou horda. E observem que nenhum lustro acadêmico ou nenhuma pompa de títulos deixam ou vacinam o seu possuidor de ser uma toupeira – que as toupeiras perdoem a comparação com os fuçadores abaixo do solo.
Cr & Ag
Quando uma criatura é especializada em chavões ou rótulos estaremos nos deparando com sua escassez de pensamentos resolutivos. Qualquer tentativa de argumentação esbarrará neste paredão dos conceitos pré-digeridos ou do chic-politiquês. Observe que nem a aureola de erudito, escritor, filósofo, doutor ou plumagens semelhantes resolvem e permitem uma conversação construtiva. Conheço gente que inicia: “tu é de direita” ou “de esquerda” e não vamos chegar a lugar nenhum. Sua mente racional está seriamente deteriorada. É de chorar ver pichações do tipo “o petróleo é nosso”. Tenho um amigo que diz “ser a prova da reencarnação ver essas criaturas vivendo novamente com a mente do século passado e ultrapassado se arrastando nos dias de hoje”.
Cr & Ag
Há quem entenda “benefício social ou direito social” como uma dádiva divina patrocinada e oferecida pelo seu “representante” aqui na terra. São incapazes de entender ou fazem uma “negação” sintomática de sua enfermidade. Não há ninguém trabalhando, zurrando, pagando e sendo espoliado ou esfolado, restringindo sua qualidade ou necessidade de vida pessoal e familiar, para que o “trabalhador” (todos os demais seriam vagabundos?) tenha seus direitos (aqui não usam suas esquerdas)? O tema é instigante e denota coragem e desprendimento do formulismo sectário e doentio.
Diário de bordo.
Tenho incitado nosso comandante Pedrão para que use um espaço para relatar e brindar-nos com suas incontáveis experiências de viagem. O Pedrão é um desses andarilhos descolados e atleta campeão que teria muito para enriquecer e ilustrar o jornal. Sua humildade o impede, creio. Outro dia estive em Fortaleza e observei o “boom da Copa do Mundo” com novas avenidas, rodovias alargadas, piso civilizado, iluminação pública e outras vantagens do Mundial de futebol. Ao contrário de Porto Alegre – empacada! Impressionante a “polissexualidade” exuberante e em harmonia tanto em locais de trabalho como entre turistas. É uma evolução social que estas parcelas significativas e crescentes sejam respeitadas e se façam respeitar. Resta algum constrangimento privado com a ideia romantizada do “nordestino cabra macho”, mas a sabedoria do respeito mútuo parece estar evoluindo.