O Mundo Real – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 11 Dezembro 2013

 

2013 – 12 – 11 Dezembro 2013 – O Mundo Real – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O Mundo Real

E

is que o poeta encantava a plateia com seus versos e os espíritos viajando pelo amor de sonhos e encantos sugeridos. As palmas eclodiam com ardor e logo ao final era cumprimentado em calorosos abraços. Mas chegando ao estacionamento encontrou seu carro com a porta amassada. Seu semblante transtornou-se. E um sonoro “fdp” saiu aos quatro ventos. Foi informado que uma senhora ao manobrar havia colidido com seu veículo e “fugido sem dar assistência à vítima”. Tão pouco tempo entre o sonho e a realidade, entre o amor e o ódio. Dos mesmos lábios que brotaram sentimentos tão belos agora saiam impropérios. “Há momentos e monumentos” – dizia o Filósofo do Apocalipse. Um momento de amor e outro de fúria a um monumento de ferocidade ou irresponsabilidade.

Cr & Ag

Uma médica useira e vezeira ao abrir as portas de seu carro no estacionamento de forma atabalhoada batia nos outros carros. Sempre uma pessoa atenciosa e educada, incapaz de pensarmos ser capaz disso. Mas fazia e repetia. Outro dia, ao abastecer num posto do município, encostou um carro com o som insano de um tantã eletrônico. TUUM… TUUM… TUUM… Um jovem que já seria de esperar tivesse abandonado certa idiotia juvenil saiu do veículo e deixou aguardando uma moça com olhar alienado de quem vive em alguma “nuvem passageira” de vapores bolivianos ou agora uruguaios. O frentista contrariado: “viadagem, nunca vai curtir a gatinha”.

Cr & Ag

E por lembrar, vai uma de vestibular da vida: – qual o país do planeta com maior número de agentes 007 com “licença para matar”? Quem respondeu Estados Unidos ou Rússia? Errou. Bolívia sim. A droga é base da economia de exportação com um governo oriundo da droga e que faz a desgraça de milhões de brasileiros e de outros seres humanos de todos os países, mas que a coragem do nosso governo nunca se manifesta como na chamada pirataria virtual. Muitas desgraças e infelicidades do brasileiro passam pelas drogas da Bolívia “amada e perdoada” pelos governantes nacionais. Alguns atribuem a culpa para “quem usa e não de quem produz”. Ou como a droga vai muito para os Estados Unidos, o resto seria “efeito colateral permitido”.

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É nesse mundo de ar rarefeito e de criminalidade avassaladora que vinga uma secretária de estado que enfia os dedos no nariz e chora de “amor” aos criminosos e ataca a “sociedade injusta”. Jamais se soube que fizesse algo similar (ou genérico?) com as vítimas de seus queridos amigos assassinos, ladrões e estupradores. Nem que os direitos humanos das vítimas fossem uma fração dos direitos de qualquer animal. Assim como uma escória talvez humana vestida com as pompas e armaduras do jornalismo para jamais fazer a defesa das vítimas e, no entanto, escandalizar-se com as “injustiças sofridas pelos detentos” e “deserdados da sociedade e do capitalismo selvagem”.

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Conta uma lenda urbana que conhecido religioso de longa folha corrida de defesa de bandidos “vítimas da sociedade predatória” e da “falta de oportunidades” foi sequestrado em sua cidade na Somália ou na Bósnia. Em poder dos criminosos foi submetido às sevícias e barbáries de toda ordem. Depois de resgatado pela polícia que tanto combatia, enfrentou cirurgias de reconstituição de seu ânus e outras regiões. Jamais retornou ao seu ímpeto protetor da criminalidade. “Quem tem, teme!” – reza o velho deitado, digo, velho ditado. Assim também vive e vegeta grande parte da sociedade torporosa pelo consumo tóxico de eleitos salafrários e governantes desta mesma casta, estirpe ou falange. É claro que isso é no Congo ou em algum país sem pais neste mundão poluído física e moralmente. É o mundo real e do real…

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