Nas asas do lirismo,
voo e encontro a eternidade do tempo,
os ninhos das aves,
as cores do entardecer…
E com elas tinjo a paz que lhe desejo.
Contorno os movimentos das borboletas.
Desnudo as pétalas das flores
que vão ornar o seu caminho.
Suplico à brisa
que faça espargir o frescor das cachoeiras.
E à lua,
que lhe reserve a luz em todas as fases.
E que cada amanhecer
seja tal e qual
a linha da carta mais amorosa do Universo!
E que qualquer desventura,
que este novo ano possa lhe trazer, por ventura,
se dissipe na beleza de um verso!
Lúcia Barcelos