Poema–Lúcia Barcelos–Dezembro 2013

 

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Nas asas do lirismo,

voo e encontro a eternidade do tempo,

os ninhos das aves,

as cores do entardecer…

E com elas tinjo a paz que lhe desejo.

Contorno os movimentos das borboletas.

Desnudo as pétalas das flores

que vão ornar o seu caminho.

Suplico à brisa

que faça espargir o frescor das cachoeiras.

E à lua,

que lhe reserve a luz em todas as fases.

E que cada amanhecer

seja tal e qual

a linha da carta mais amorosa do Universo!

E que qualquer desventura,

que este novo ano possa lhe trazer, por ventura,

se dissipe na beleza de um verso!

Lúcia Barcelos

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