2014 – 02 – 19 Fevereiro – Família Arigó – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
A família Arigó – Especial de Férias e Verão
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a nossa tribo, digo família, quem não é parente do Danilo e do Sílvio Boca? O que tem de Oliveira é assustador. E Fraga então? Certa vez fui num encontro da família Fraga, informaram-me que a contagem parou em 15.423 e a fila dos Fragas continuava da Lomba do Sabão até o local do evento no Passo do Vigário. Mas há outras não catalogadas e estudadas oficialmente e sem a mística de um Fraga ou a singeleza de um Oliveira, que não conhece algum Arigó? Você mesmo, intrépido e suado leitor, quantos arigós você conhece? Faltam dedos nos pés e nas mãos para contar. Isso é geral e crescente. Um famoso cientista e professor do Einstein tinha um cartaz em seu laboratório: Quando o mundo que conhecemos acabar, restarão as baratas e os arigós! Sim tem arigó ianque – The Arygo’s Family. Dizem que Obama veio de Arygo Down. Impressionante. É uma gente tão numerosa quanto os brocoiós, os corruptos, os insanos do som e os bundas-moles.
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E mais interessante e assustador é que tem arigó infiltrado, disfarçado, escamoteado nas outras espécies. Como também sou Silva, atesto e reconheço a firma: tem muito arigó nos Silvas. E na política? Observem uma campanha eleitoral para qualquer coisa, tem arigó em tudo que é partido e cor. Não que o arigó seja um camaleão multicromático, mas tem arigó do afro ao japonês (sensei ou nonsei!). Mas não se iludam acreditando que sejam subnutridos mentalmente, pelo contrário, tem arigó doido de tão esperto. Ladino como messalina em festa do congresso. Vejam como tem arigó ganhando fortuna na dupla grenal. Não jogam meio ovo, mas estão lá com contratos de anos sem fim. Com o fim do ânus da torcida. Redundância horrível.
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Há projeto na comissão (ou seria comichão) de justiça para que seja criado o status de perseguido político para que os arigós se habilitem nessa teta maravilhosa que alimenta a esperteza ideológica. Há emendas de arigós de todos os estados. Uma cria a Arigolândia, uma cidade para substituir Brasília. Querem a sede (e com muita sede ao pote) nas Ilhas Cayman. Outra cria uma estatal: a ArigóBras para gerir e distribuir tudo que vier e não vier do pré-sal com algumas dezenas de milhares de cargos de confiança e comissionados com cota de 90% para arigós. Ainda outra cria a ArigóSaúde, a maior empresa de importação de ideologia e saúde do planeta. Há outras menos significativas como a que dá aposentadoria integral para o arigó que comprovar 20 anos não trabalhados ou ao arigó preso pela “falta de oportunidades e sociedade cruel” que terá direito “líquido e certo” de salário de desembargador aposentado por similaridade.
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Que não se tire um arigó para bobo. Arigó não tem esquerda ou direita, tira e bate com as duas mãos e com os três pés. Ligeiro como corisco. Não generalizemos, tem muito arigó boa gente. Prestativo e honesto. Pau para toda obra. Tira a roupa para vestir defunto alheio. Deixa de comer para dar às criancinhas. Reza missa e ainda triplica o dízimo. Cidadãos exemplares. Mas infelizmente, muitos arigós continuam acreditando que um dia “eles cairão na realidade e corrupto e corrompido serão passado e a luz brilhará mais forte”. Bonito não é? Tiro os óculos para secar as lágrimas. Me emociono e quase entro em sintonia, mas ainda quero ver o Brasil abandonar os títulos de pátria dos bandidos e da impunidade. Talvez todos nós tenhamos uma parcela do sangue arigó correndo nas veias. Do bom e do mau. E dos intermediários.
Assim temos o resultado do nosso trabalho devorado pelo Govêrno. Trabalhamos mais de 5 meses no ano para sustentar a vampiragem oficial.