2014 – 04– 23 ABRIL – Mulher ou… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Mulher ou…
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mundo evolui tanto e em tantas coisas, mas em algumas talvez ocorra uma regressão, um retrocesso, uma involução de qualidades inerentes e inestimáveis ao ser humano. A evolução da mulher ao mercado de trabalho externo ao lar e o direito ao voto e exercício da sua pessoalidade no mundo ocidental principalmente trouxe efeitos colaterais para muitas mulheres. Ou para muitos entendimentos. Em toda a evolução que a sociedade teve, nenhuma substituiu a “mãe”. Não temos nenhuma máquina que não seja o corpo humano para gerar um filho. Ser mãe é inalienável da mulher. E, para muitos, o grande e maior exemplo é da Mãe de Jesus. Deus se fez homem através do amor de uma Mulher. Entende-se frequentemente que mãe é também quem cria com amor. Isso tem muita propriedade tal a quantidade de filhos gerados e lançados ao mundo sem o compromisso da mãe e quantas vezes de pais anônimos ou desconhecidos até pela mãe geradora.
Cr & AG
Outro atributo inalienável da mulher é sua condição de esposa. É frequente aliarem outros como amiga, companheira, confidente, segunda mãe, amante e provedora, por exemplo. Mas todas seriam secundárias à esposa, pois agrega condições únicas e não perecíveis enquanto for definitivamente um casal. – Há controvérsias! – diziam-me. A pluralidade ou a diversidade é parte do sistema chamado humanidade. Há correntes muito fortes que fazem a mulher sentir-se diminuída na sua essência de mãe ou de esposa. Quantas se rotulam como “trabalhadoras” ou “companheiras”. Como se cuidar do lar e dos filhos não fossem o mais difícil, oneroso e compensador que existe. Plenas e absolutas qualidades e jamais demérito da mulher. Muito mais quando ela ainda encerra em suas divinas propriedades o trabalho extra-lar e, no entanto, vê-se que continua como a coluna mestre da sua família. – Como? Alguém ainda duvida que o homem até possa ser em muitos lares o maior responsável pelo aporte econômico, mas a mulher é sempre o esteio da família?
Cr & Ag
Passaria a transitoriedade dos relacionamentos por esse viés da nova identidade feminina? Passaria a desagregação das famílias, em muitos casos, pelo abandono desse atributo primordial da mulher? A sociedade está enferma, principalmente nesse Brasil de direitos mil e escassos deveres, onde a cumplicidade se alia à impunidade e as pessoas passam da alienação, desesperança, sólida e real desconfiança de suas instituições à dependência mórbida dos “bezerros de ouro”. Há essa tendência e vontade arquitetada para se destruir as identidades que enobrecem o ser humano, um projeto de desconstrução da sociedade ética em prol de uma nova ordem a partir das cinzas, como uma fênix maligna. O mesmo viés maligno que desestrutura a família pelas suas bases desde o nascimento dos tempos, cria hordas de mal-amados, de filhos das drogas e do consumismo desenfreado, de copiar modelos sem moral nem ética, de acreditar no “dar-se bem na vida sem estudar e ter méritos pelo esforço”, do viver sem trabalhar e viver do trabalho dos outros ou aboletado na política e nos “órgãos de classe”. Anote e pense: “Não é a politica que faz o candidato virar ladrão, é o seu voto que faz o ladrão virar politico".
Pensamento ofegante!
O cantor e maior beneficiado pela “dança/música/troço” chamada de “leco-leco” expelia pela boca que era um “manifesto contra o capitalismo”. Essa criatura existe pelo capitalismo, pois no socialismo/comunismo jamais teria essa possibilidade de ir e vir, viajar para todos os lados, ganhar rios de dinheiro fácil com arte discutível e ter uma imprensa livre para dizer uma série de bobagens e ignorâncias. Será somente um idiota útil?