2014 – 06 – 03 Junho – Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! – 2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Entre cães e cavalos – as lições esquecidas! – 2ª. Parte/2
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alvez herdando de ancestrais, alguns dos antigos habitantes dos pampas deixavam ao cavalo a escolha do local onde construir sua habitação por mais singela e humilde que fosse, assim como as melhores casas dos mais abonados. Onde o cavalo escolhesse para pastar com apreciável sossego ou onde por primeiro fosse comer a ração que seu dono deixasse, ali seria o melhor local para se morar e criar raízes com a família. O desavisado ou descrente poderia escolher a margem da lagoa serena ou à proximidade da frondosa figueira, no entanto se ali o cavalo não tivesse a sua preferência, nem para descansar ou amamentar seu potrilho o lugar seria inadequado. Curioso? Não para aquele cavaleiro e seu formidável companheiro.
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Também a tradição ensinou a construir moradias como o sábio pássaro joão-de-barro – com a frente para o norte ou as costas viradas para a inclemência do vento e do frio vindos da Antártida, como o vento Minuano. O cão escolhe o seu dono. Numa família numerosa o cão persiste e mantém a sua escolha individual. Até o filhote escolhe aquele que será para sempre o seu amigo. A sabedoria dos antigos deixava o cão do homem escolher o local do seu quarto que até poderia ser diferente daquele que foi construído com tal finalidade. O cão aceitando dormir, comer e viver com tranquilidade naquele cômodo, selava a propriedade e no seu local predileto ficaria a cama de seu amigo/dono. Caso o cão renegasse aquele ambiente, alguma desgraça anunciada se sucederia caso seu dono ali fizesse seu quarto. O cão do homem teria acesso sempre ao seu quarto, tanto para sua segurança quanto a potenciais inimigos quanto às ameaças invisíveis. Nesse aspecto os gatos são considerados em muitas culturas, como a egípcia, seres com visão e abertura para o mundo espiritual.
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O Criador dotou-nos de duas linguagens absolutamente universais com as quais nos comunicaremos com seres deste planeta ou de outros sistemas. E para conter os apressados – nada a ver com o inglês, com o esperanto ou com o mandarim. A música que com apenas sete letras articula infindáveis melodias agradáveis ou não aos nossos sentidos é uma das linguagens. Há animais em que se identificam várias dezenas de sons de comunicação, desde um humilde grilo à beleza e arte de um golfinho. Sabe-se que a primeira comunicação com seres extraterrestres será por música. A outra linguagem é a corporal, desde os mais simples e simbólicos gestos de aceitação ou de fome até aos mínimos trejeitos que identificam as necessidades de um recém-nascido ou os subterfúgios da canalhice de um político.
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O mesmo Criador deu-nos um Mestre que nos acompanha e ensina em nossa existência – nosso corpo. Nosso corpo não é somente o casulo, a casca ou a moradia de uma alma imortal. Nosso corpo é nosso mestre e felizes e sábios são aqueles que desnudam a suas informações e ensinamentos. Quando se diz que “a dor ensina a gemer” para demonstrar a forma de aprender pela via do sofrimento e da dificuldade, poucos nos atemos que a dor será algo etéreo sem um corpo em que possa se manifestar e que esse corpo tem as nuances de identidade com outros seres vivos como tem solenes particularidades com o espírito que dele desfruta. Nessa pequena caminhada de duas simples crônicas caminhamos juntos com magníficos amigos e descobrimos ou reafirmamos o universo contido em cada um de nós separados desde o Éden, mas caminhando e buscando a Luz da unidade primordial com o Pai e Criador Universal. Assim concluímos esse espaço com as duas leis básicas, primordiais, iniciais de tudo e do nada – a Lei da Unidade e a Lei da Dispersão! (Nota do Edson: sigam-nos em http://www.edsonolimpio.com.br)