Viamão e suas Festas – 2014

 

2014 - 06 - Festa do Divino Esp. Santo

Esta é uma das ancestrais e tradicionais festas públicas e de grande expressão da fé em Viamão.

Imagens da Festa da 3a. Idade no Salão Paroquial da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição – a segunda igreja do Rio Grande do Sul. A primeira  igreja estaria em Rio Pardo.

A festa comemorava “as mães”, que agora são avós, bisavós e tataravós. Depois de concorrido almoço, aconteceu o espetáculo de canto pelo coral, amiga-secreta e o baile. Duas curiosidades: uma vovó de 94 anos dançava ou flutuava no salão. Somente um homem entre os idosos. A apresentadora sra. Loni Petry é também uma das grandes motivadoras dos eventos. E jamais faltaria um gaúcho pilchado gastando o taco das botas num baile no Rio Grande. A derradeira imagem de singela beleza – balões em flor!

2014 - 05 - 13 - Fest 3a Idade 22014 - 05 - 13 - Festa 3a Idade 3 - Palmira e Cledi Dançando2014 - 05 - 13 - Festa 3a Idade2014-05-13 - Flor de balões

Rui Barbosa – Mensagem recebido do Professor Doutor William Harris de Campinas / SP

"Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o ‘eu’ feliz a qualquer custo,
buscando a tal ‘felicidade’
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos ‘floreios’ para justificar
actos criminosos, a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre ‘contestar’,
voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo

que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo na pecaminosa

manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!"


‘De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se

os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honesto’.
(Rui Barbosa – 1918)

O poder da Culpa – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 13 Maio 2014

2014 – 05 – 13 Maio – O poder da Culpa – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

O poder da Culpa

 

O

 Filósofo do Apocalipse prega que “a generalização é a filha bastarda da burrice e do corporativismo”. O sentimento de culpa é indissociável do ser humano e é do seu equilíbrio que depende a saúde mental, física e espiritual das pessoas. Ensinam-nos que Adão e Eva, os pais primordiais, foram expulsos do Éden pelo seu pecado quebrando assim a aliança da unidade do Criador com a humanidade. Culpa e punição. Teriam todas as dores e sofrimentos da vida, assim como conheceriam a morte no devido tempo ou fora dele. Muito frequente nas minhas aulas de religião: “nascíamos do pecado e carregávamos o pecado original”. E assim a máquina de pecar estava azeitada e pronta para todas as incriminações possíveis e até as impossíveis. Há verdades inalienáveis ao ser humano e para essas não precisaríamos da religião ou mestres para o entendimento do certo e do errado.

 

Cr & Ag

 

Os templos enchem-se de pecadores, de pessoas que precisam expiar suas culpas, pois somente com a expiação dolorosa poderemos aspirar ao retorno à unidade celestial com o Criador. E quantos compram seu lugar no Paraíso? Há o lado positivo de colocar a criatura nos eixos e torná-la mais digna e “humana” com seus pares e com a vida. Deus Filho fez-se homem para expiar pelas culpas da humanidade e seus ensinamentos de pouquíssimos anos orientam, balizam, servem de rumo e farol através dos tempos. Ensinam-nos que as enfermidades e moléstias de toda sorte ou azar que nos afligem são por nossa falta de merecimento e por nossa culpa. Eis que também os consultórios e divãs de terapeutas estão com filas para o resgate da culpa, seja ela desta ou de outras vidas. Nossas culpas ou de outrem.

 

Cr & Ag

 

E são incontáveis aqueles que não expiaram o suficiente, não se iluminaram o bastante ou não alcançaram o necessário entendimento para uma evolução necessária. E o plano terrestre, o umbral, o purgatório ou o inferno estão atopetados de culpa. Algumas eternas quando seu proprietário é empedernido o suficiente para não evoluir no amor e na dignidade. E o homem vem singrando os séculos e as terras do planeta ou de outros planos existenciais, etéreos para nós, buscando ídolos, deuses, mestres para ensiná-lo. No entanto, o Criador dotou-nos de uma linguagem universal. Sabe qual? Não é o esperanto, nem o inglês e muito menos o chinês. É a linguagem que foi aprimorada e incentivada a evoluir com a queda de Babel – a linguagem corporal. Nosso corpo fala o tempo todo conosco e facilita a nossa comunicação com tudo a nossa volta. Tanto pela mímica primária, pela simbologia de gestos como pelo suor de nossa fronte, pela diarreia de nosso intestino, como pela dor no peito.

 

Cr & Ag

 

Apesar de não notarmos adequadamente o Criador dotou-nos de um mestre sempre presente. Esse mestre é o nosso corpo. Ele está para nos ensinar e não somente como casca ou casulo temporário de uma alma imortal. É ele que tem o toque da luz e o espectro das sombras permanentemente ao nosso dispor. E quão difícil é entender e aceitar esse mestre, pois nos parece ser mais fácil buscar as verdades nos outros ou lá fora. Essa também é a estratégia de governantes que além de escalpelar-nos com impostos abusivos, usam de extrema criatividade para “pela culpa coletiva” de ancestrais a impingir-nos novos e crescentes métodos de espoliação e sangria. E muitos ainda acreditam que é nossa total obrigação responsabilizar-nos pelos outros e pelo passado remoto. Há que mudarmos nosso entendimento, pois as vítimas seremos nós ou “malditos até a sétima geração” se persistirmos subindo no cadafalso com o nosso consentimento. Pelos depoimentos do cacique, os “índios” que assassinaram brutalmente os dois irmãos com tiros, pedras e pauladas não conhecem a culpa que nos obrigam a sentir.

Amor perdido

Incertezas e suas Fragilidades – 2014 –Edson Olimpio Oliveira

Abaixo está a capa da Antologia Incertezas e suas Fragilidades da Editora Scortecci em que três textos – Deseja ser um doador, Há um tempo para tudo e Sussurros no inverno – estão publicados. Como nos anos anteriores, estaremos em muitas outras obras literárias.

2014 - Incertezas e suas Fragilidades - Edson - Coletânea Scortecci

Mendelski e outros viamonenses – Edson Olimpio Oliveira

 

M E M Ó R I A

Mendelski e outros Viamonenses! Publicado em 260899 – Jornal A Tribuna

Mendelski e outros viamonenses

 

                        O Rogério Mendelski foi um guri de Viamão como muitos de nós algum dia o foi. Em muitas crônicas, tentei ser o relator de memórias viamonenses que poderiam estar extraviadas em algum escaninho ou em algum baú perdido no sótão do tempo. Ele tem algumas características que o tornam especial. Conserva, apesar dos anos e da intensa atividade profissional, o espírito de guri viamonense. Ao relatar seu passado, ao relembrar episódios, fatos, linguajar típico de sua terra amada, ergue nosso ego tão sofrido e acabrunhado por desilusões para um patamar de luminosidade na névoa, na opacidade de incontáveis municípios do Rio Grande. Ao contrário de muitos que escondem sua origem, ele alardeia sua naturalidade.

 

                        Já me aconteceu algumas vezes, em viagens, ser inquirido sobre minha cidade, como certamente para muitos de vocês. Ao responder que sou de Viamão, escutei: — Ah! A terra do Mendelski da Gaúcha. Ou: – Até já fui olhar no mapa onde fica essa Viamão do Mendelski do rádio.  Pode até não ser fundamental, mas que é muito bom, ah, certamente, que é. Numa época que é mais fácil lembrar-se do que não se faz, é feliz ter alguém que ao seu modo faz algo. Tire a lembrança de alguém e o despirá de seu futuro. Com lembranças vem a simpatia, o entendimento e o amor.

 

                        Seu pai, o ilustre Oswaldo Mendelski, foi companheiro de caçadas de meus tios e de meu pai. Exímio atirador. Dotado de pontaria invejável e de extrema confiabilidade para fornecer munições aos amigos. Já que carregava os cartuchos com rigor cirúrgico. Talvez daí venha sua pontaria e rapidez no gatilho. E também alguns dissabores da vida. Só terá contrariedades quem emite opiniões. Da mesma forma a opinião é importante na extensão direta do assunto. Mas é o seu ofício. Nobre e delicado ofício em que nem sempre a reflexão exaustiva é possível. Escritores sofrem muitas dessas dificuldades. O jornalista-radialista sofrerá muito mais.

 

                        Para uma mãe é fundamental que seus filhos continuem seus. E para isso é preciso que os filhos lembrem-se de suas mães e para elas sempre dirijam seus pensamentos, lembranças, emoções e o melhor de seu esforço. Viamão é a nossa nobre mãe natural ou por opção. Como filhos devemos nos perguntar de que nossa mãe está precisando. Cada um ao seu modo e forma. E de algum modo será premiado ao contribuir para a felicidade de Viamão. E se para uma mãe todos os filhos são iguais, estimulemos para que os viamonenses continuem vinculados a Viamão.

 

                        Sabemos de algum desconforto que seus nobres pais ou demais familiares podem ser acometidos pela sombra que um filho ilustre pode projetar com sua personalidade e profissão. Mas saibam que é o pensamento de muitos de nós o sentimento de respeito e admiração por vê-lo um viamonense de coragem. E um combatente ardoroso de seus princípios como muitos amigos de diversas ideologias. Mas todos com um traço, um perfil, uma característica, um elo, um cordão umbilical a uni-los: Viamonenses!

         

            E como precisamos de Souzas, Machados, Magdalenas, Veigas, Fragas como Mendelski, e muitas outras etnias diversas, coração único e pulsar em sincronismo por nossa querida Viamão!

 

Observação: Atualmente o nobre jornalista Rogerio Vaz Mendelski está na Rádio Guaíba sendo sempre a nossa companhia ao acordar e iniciar nova jornada diária.

Confiar nas instituições – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 28 Abril 2014

 

2014 – 04 – 28 Abril – Confiar nas Instituições – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Confiar nas Instituições

 

E

stamos numa época que não é singular, pois ocorreu semelhante no período da mística do getulismo de Getúlio Vargas, com a ascensão divina do Lula. O lulismo é como uma idolatria (ou enfermidade?) onde se criou uma mística real em alguns aspectos e absolutamente falsa em outros. Na antiguidade, os gregos e depois os romanos permitiam toda a sorte de distorções, anomalias, defeitos em suas divindades, pois eles eram… “divindades”. O PT sobrevive sem Lula? O PT respira, vive e vegeta do lulismo. Dificilmente seria Lula abandonar o PT pelo seu “amor” ao poder de Sarney, Maluf e outros do ruim ao pior. Caso acontecesse o partido seria mortalmente ferido. E como já abandonou todos os princípios iniciais de ética e moralidade, a migração é facilmente absorvida. Quem matou (simbolicamente) José Dirceu? José Dirceu seria potencialmente a maior estrela do PT depois de Lula e seu sucessor natural e quem duvida que pretendesse a supremacia? Na eclosão do mensalão, Lula foi o primeiro de retirar, defenestrar, alijar o “amigo e cumpanheiro” da Casa Civil e de todo o resto. Aproveitou para dizer-se “traído” e assim acabar com qualquer possível concorrência.

 

Cr & Ag

 

Contei o caso da idosa que ao balcão da farmácia indignou-se com o vendedor que queria força-la a adquirir remédio “igual ao seu”. Ela perguntou se a “mãe dele era igual a qualquer mulher”. Lembra? Pois muitos pacientes tornam sempre a inquirir se os remédios são todos iguais e se pode comprar genéricos e similares com a mesma tranquilidade. Geralmente o bolso pensa mais alto, daí considerar-se a parte mais sensível do corpo humano. Como saber? Devemos confiar no governo? O governo merece nossa confiança? Quantas especialidades farmacêuticas existem, excetuando-se os manipulados? Várias dezenas de milhares. O governo acompanha a produção e testes de bioequivalência ou depende da honestidade e boa vontade dos fabricantes? Quantas indústrias de lacticínios tem o Rio Grande do Sul? Uma dúzia? Duas dúzias? Ou três? Poucas se comparado com os medicamentos disseminados pelo país inteiro. E os escândalos do leite acontecem com frequência absurda envenenando as pessoas e principalmente as crianças. – Ele só toma um Nescauzinho pela manhã! – dizia uma mãe assustada. Quem abdica de controlar o mínimo vai fiscalizar com honestidade o máximo?

 

Cr & Ag

 

O governo controla a empreiteira que diz asfaltar a estrada? O governo controla o governo? O escândalo da Petrobrás é somente mais um que escapou para o público. No entanto, o governo controla o Congresso nacional na mais vergonhosa vassalagem. E controla a consciência de jornalistas e formadores de opinião numa dominação que o termo “democracia” é um mero artifício para uma “cubanização” que passou da ideologia do absurdo e do fracasso de meio século de ditadura na ilha dos Castro para mascarar a saúde brasileira enferma e sem melhoras em doze anos de desgoverno. Exceto para quem tem acesso irrestrito ao hospital Sírio Libanês. Nestes mesmos doze anos desse governo foram “criadas” mais faculdades de medicina no país do que desde o descobrimento de Cabral e mesmo assim dizem que “faltam médicos” ou “falta patriotismo dos médicos”. Seria somente hipocrisia se também não sobrasse infâmia e canalhice em muitas pessoas.

 

Cr & Ag

 

Tomar a lei nas próprias mãos ou os linchamentos que se amiúdam no Brasil espelha a desesperança nas instituições e trazem em suas veias e vias a brutal vergonha da sociedade desprotegida e entregue a sanha de criminosos de toda laia e tristemente protegidos pelas autoridades que deviam proteger o cidadão e vítima. E uma das faces dessa vergonha espelha-se na corruptela do nome de conhecida política gaúcha dita defensora dos chamados direitos humanos: – a Maria do Ossário. Dizem que até criminosos chamam-na de Santa Maria do Ossário, como sua padroeira, segundo um policial civil.

Coração Machucado

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