Imagens de Viamão – 2014

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Veículos usam frequentemente o passeio defronte a Caixa Econômica Federal.

Dê dois cliques nas imagens para aumentá-las.

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Belíssimas imagens do por-do-sol tiradas no centro de Viamão após quase dois dias de intensa neblina e umidade.

2014 - 06 - Camelódromo 2

´Vendedoras do Camelódromo preparadas para a Copa.

2014 - 06 - Caixa D´Água - Camnelódromo - Gullas ou prédio da antiga Rodoviária

Tradicional Caixa D´ Água no Largo Adonis dos Santos, centro de Viamão. Ao fundo prédio da antiga Estação Rodoviária. Viamão já teve sim!

2014 - 06 - Prédio do antigo cinema Ideal da família Tófoli (CirDentista Dr. Bruno Rangel)

Prédio onde era o querido Cinema Ideal mantido com zelo e desprendimento pela família Tófoli. Muitos viamonenses hoje se tratam e bem com o caro Dr. Bruno Rangel (Tófoli), cirurgião-dentista.

 

2014 - Gullas - prédio da antiga Estação Rodoviária

Hoje Gullas lancheria. Antigamente: Estação Rodoviária.

2014 - 06 - Camelódromo e vendedoras preparadas para a Copa2014 - 06 - Cão esperto na sombra de um sol de 30 graus

Calor de mais de 30 graus. Sol de derretar moleira de cristão em pleno Outono gaúcho. E a esperteza do cão em buscar a sombra do poste no passeio defronte o Mercado Nacional e indiferente ao povão a sua volta.

Viamão e suas faces – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 17 Junho 2014

 

2014 – 06 – 17 Junho – Faces de Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Viamão e suas faces

 

O

 prefeito Bonatto e seus colaboradores estão mostrando os frutos de seu trabalho. Nunca será o necessário e nem aquilo que a todos satisfaça, mas será algo que esperamos frutifique e evolua. Mexeram nesse vespeiro ou feudo multicolorido dos carros de praça ou táxis. A ancestral praça de táxis situava-se onde hoje está o Largo Adônis dos Santos ou da Caixa D´Água. Ali também estava a estação rodoviária no prédio do agora Gullas. Incrivelmente Viamão já teve uma estação rodoviária! Entre frondosos cinamomos ou paraísos estacionavam os carros de praça de lendas de um passado não tão remoto: meus tio Eninho (pai do Danilo), Álvaro (pai do Sílvio Boca) e Carlinhos, do Osvaldo Mulato, do Darci Sandália (pai do Elmo), do Nenê, do Waldeliro (meu sogro), do Zé Russo entre outros. Eram veículos grandes e sólidos, importados na época. Com o surgimento do fusca, esse se tornou a seguir o veículo dos taxistas brasileiros. E por longo tempo imperou o táxi de duas portas. Absurdo? Não para aquele contexto e ideias. O táxi é uma concessão pública, mas sempre simbolizou uma capitania hereditária, como aquelas depois do descobrimento do Brasil. E ninguém tinha coragem para mexer nesse ninho de ofídios (de algum tempo).

 

Cr & Ag

 

Agora os taxis são quatro portas para mais acesso e mobilização dos passageiros, muitos com ar condicionado escrito nos vidros e quase ou nunca ligados, e com as cores e logomarcas da cidade de Viamão. Um avanço necessário e significativo. Há muito que rodar nessa estrada, como cursos permanentes de reciclagem em direção e etiqueta funcional para segurança e bom trato com o passageiro. Controle das revisões veiculares. Indumentária adequada e limpa. Proibir-se o fumo no interior dos veículos, mesmo sem passageiros – muitas queixas do mau odor principalmente em dias de chuva. Organizar e disciplinar a venda da concessão onde fortunas se carreiam para os bolsos de alguns e nada para a municipalidade que poderia destinar para a saúde, por exemplo, gravado em lei complementar. Conta-se que o Barbaroti somente se ajoelha para o Pai do Céu e traz boa vontade e qualidade auditiva para escutar os anseios e necessidades da sociedade. Assim foi a troca de fluxo e reorganização das ruas centrais que ninguém conseguiu entender o porquê do ex-prefeito Alex Boscaini ser irredutível ou teimoso, ou ainda, não exercer o seu poder lhe dado pelo voto popular e persistir no erro.

 

Cr & Ag

 

A cobrança pelo estacionamento temporário nas ruas centrais é outra medida moderna e indispensável para romper o lacre de posse do estacionamento de alguns que se acham proprietários das vagas. Em 1981, quando então fiz parte do Lions Club de Viamão, mostrei que tal modelo de estacionamento já funcionava em Uberaba, terra do Chico Xavier, com jovens retirados da pobreza e da marginalidade para ofício honesto e complementar da escola, sempre com monitores por áreas. Os guardas municipais não precisam andar em tribo, no máximo seriam em duplas, muito menos acamparem em certas esquinas ou outros lugares durante o trabalho. Jamais generalizo e quem me acompanha aqui ou no site sabe que a generalização é a filha bastarda da burrice. Assim aqueles que se sentirem dodói certamente são os que não querem o bem da cidade, do seu povo e do seu ofício ou profissão.

 

Cr & Ag

 

E no consultório, a paciente diz ao seu médico:

– Meu marido é um pouco tímido, mas é muito mais fechado. Parece um cofre! Não se abre nunca. Quase nunca. E olha que eu tento.

– O ser humano precisa ser decifrado, entendido e ser amado. É da nossa essência. São os cofres mais fechados que trazem os maiores tesouros. Podes abrir como a assaltante – explodindo-o. Ou como o perito que busca entender o seu modelo, os menores sinais e tem a sutiliza e a delicadeza necessária para abri-lo. A chave está contigo e com ele, chama-se Amor.  (Nota do Cronista: voltaremos ao tema. Visite nosso site e veja crônicas, lendas, contos e imagens e desejando receber textos anteriores, peça pelo e-mail.)

Viamonenses por opção e coração!

Reunião ALVI 3

1 – Dirk Hesseling -  natural da Holanda

2 – Baltasar Molina – natural do Uruguai

Uma reunião da ALVI – Associação Literária de Viamão com brasileiros de todas as paragens e dois caros colegas e amigos que nos enobrecem. Viamão é “uma pátria amada” por pessoas de todas as naturalidades que aqui vem trabalhar, residir e enriquecer a nossa cidadania e a nossa querida Terra Setembrina dos Farrapos.

Klaus Haus–restaurante em Morro Reuter / RS–Junho 2014

Fogão a lenha - Restaurante em Morro Reuter - Klaus Haus

Klaus Haus - Morro Reuter - 36 doces

Klaus Haus – Restaurante em Morro Reuter / RS.

Num sábado em que a temperatura despencava para 5 graus centígrados e recebíamos a dolorosa notícia do falecimento do grande cidadão e futebolísta Fernandão – Fernando Lúcio da Costa – este singelo restaurante na serra gaúcha oferece uma comida deliciosa inclusive com o fogão à lenha sendo reabastecido constantemente. Comida caseira e bom atendimento por custo real. Um bufê de sobremesas com 36 variedades. Observa-se que é uma construção muito antiga cuidada com carinho tradicional dos descendentes alemães.

Trabalhadores Anônimos em Viamão–Junho 2014

Trabalhadores Anônimos - Limpando Viamão

Trabalhadores Anônimos!

Numa cidade infestada de pichadores impunes e pessoas “sugismundas”, poucos se apercebem que as ruas estão limpas pelo trabalho dedicado de pessoas cordiais e com esses belos sorrisos estampados nos rostos numa manhã de 8 graus centígrados.

Moradores de rua em Viamão–Junho 2014

 

Moradores de rua - Viamão

Moradores de rua 2 - VM

Moradores de rua caninos.

O carinho e o amor de pessoas que respeitam a vida cuida desses amigos anônimos do homem a milhares de anos. O frio e a umidade castiga-os. Ganham roupas e camas quentes, ração e um pote de água e o carinho de todos.

A Negra Paciência–Edson Olimpio Oliveira–Crônicas & Agudas–Série Especial Memória Negritude

M E M Ó R I A

A Série Memória reapresenta textos publicados em crônicas, contos ou lendas do autor em antologias e em jornal.

 

 

A Negra Paciência!

 

Uma Saga de Amor.

 

Os dias se arrastavam no tranco das carretas pesadas dos mascates que faziam a festa daquela vila em torno da sua capela. Campos de Viamão era um de seus nomes. Um povoado como tantos outros perdidos na imensidão de terras em que as únicas cercas eram aquelas marcadas pelas patas dos cavalos e pelo aço das lâminas sedentas de sangue. O gado criava-se solto e as marcas de seus donos refletiam o seu poder e a sua riqueza. O Brasil português terminava em Laguna numa fronteira invisível aos conquistadores da terra. O inverno precoce já se anunciava naquele abril dum ano esquecido. O hálito gélido do minuano estava se alternando com dias sonolentos de um mormaço que afogueava os cães, fazia a peonada buscar uma sombra de figueira e deixava os escravos com o compromisso de abanar os mais abastados.

 

 

                               Paciência! Somente Paciência era o seu nome. Os negros e escravos não tinham sobrenome. Muitos nem conheciam seus pais. Mas todos conheciam seus donos. A negra Paciência acompanhava esta família a duas gerações. Não mais existiam escravos nesta casa ou nesta família, ao contrário de muitos outros estancieiros. Os seios fartos mostravam sua aptidão de ama de leite. E foi assim que amamentou seu atual patrão. No lugar do seu filho devorado por uma febre maldita e fatal, o leite continuou jorrando para alimentar aquela criança prematura que perdera a mãe em seu nascimento. Uma mãe sem filho. Um filho sem mãe. – Uma curiosa armadilha de deuses preocupados com as guerras e alheios à dor e ao sofrimento das criaturas. – dizia em tom solene aquele homem que um dia envergou a farda do império como cirurgião e agora devotava sua vida cuidando de gente e de gado nessas paragens tempestuosas..

 

A casa grande guardava dentro de suas grossas paredes a alegria e muito da dor de seus moradores. O fardo inexorável do tempo já lhe arqueava as costas. Na grande cozinha um fogão faminto por mais e mais lenha permanecia sempre aceso. Dias e noites. A qualquer hora aquela mulher estava ali em seu posto. – Parece que tu nunca dormes Paciência! – dizia-lhe o patrão. Somente um sorriso afetuoso trazia a resposta. A grande chaleira de ferro sempre com água quente. Vezes que tropeiros e viajantes buscavam pouso ou quando o patrão retornava das longas viagens, a negra Paciência parecia saber a hora da chegada, pois ali esperava com sua deliciosa comida quente. O seu coração sentia como se fosse avó daquelas duas crianças filhos do patrão. A ternura e o amor devotado era resultado de um espírito grandioso manifestado numa vida de amor e perdão.

 

A Páscoa se anunciava. A negra Paciência já fazia os doces, muitos doces para a festa que fazia do povoado um lugar mais alegre com os risos das crianças. – Cristo daí paz e amor a esta família e liberdade a todos os meus irmãos. Faça com que todos os patrões libertem seus escravos como fez meu antigo patrão. – orava ajoelhada fitando a cruz dourada colocada em oratório na cabeceira da mesa grande.

 

Tiros de mosquetão. Berros de garrucha. – Cristo nos ajude! – gritou instintivamente Paciência. Bandoleiros portugueses e espanhóis infestavam essa terra numa sina de roubar e matar. Como se isso não bastasse, violavam as mulheres e queimavam as casas. Gritos de dor e morte. O patrão e a peonada estavam nas lides de tropeada. Logo os empregados estavam mortos ou dominados. Correu para o quarto da patroa encontrando-a com armas à mão e as duas crianças acotoveladas num canto. Essa parte da casa tinha portas e janelas de madeira reforçada. A algazarra e os relinchos de cavalo cruzavam pelo pátio iluminado por tochas de fogo como num ritual macabro. Escutava-se que já estavam dentro da casa. A patroa ordena-lhe que abra o alçapão escondido sob um grande tapete no assoalho. Por ali desceria ao porão e por uma abertura dissimulada poderiam buscar auxílio e proteção na vila. Manda-a descer com as crianças. – Vem patroa! Vem patroa! Por Cristo e seus filhos vem… – não pode concluir a frase. Da janela arrombada um tiro de escopeta tingiu de rubro a longa camisola branca que a luz do candeeiro fazia a vida tornar-se espectro.

 

Paciência caiu escada abaixo. Com a agilidade de uma pantera negra acuada protegendo sua ninhada ergueu-se com as crianças nos braços. O peso da idade dera lugar ao fardo da responsabilidade e do amor. Esgueirou-se pela fresta de pedras e ganhou a companhia da lua correndo pelo mato. O fogo voraz que se alastrava pela casa lançava fagulhas que como estrelas da morte singravam o manto negro do firmamento.

 

Alguém está fugindo! – gritou uma voz assassina.

Traga-lo! – berrou um demônio castelhano que comandava a horda.

 

Um homem esporeou seu cavalo. Não deixavam testemunhas vivas. Paciência conhecia aqueles matos como a sua cozinha. Trilhas que levavam à vila e à igreja eram como as veias do dorso de suas mãos. A cavalo seria mais difícil segui-la. Sabia disso. A vila já saíra de seu torpor, pois alguém tocara o sino da capela e vislumbrava-se o fogo lambendo o céu. – Ele está perto! – pensava com o coração em desabalada carreira. Escutava o mato se quebrando e o fôlego das ventas demoníacas em seu encalço. Sabe que será alcançada logo. Então, num derradeiro esforço esconde os dois irmãos no oco da velha figueira. Cobre-os com a sua sobre-saia negra.

 

Ali está o predador maligno frente a frente com sua presa. E sem esperanças um raio de aço e morte desce sobre Paciência. E mais outro. A negra ajoelha-se e vislumbra seu algoz com a lua ancestral por testemunha. O maldito pouco pode saborear sua vitória. Estampidos e o cheiro da pólvora preta se acompanham de densa fumaça. Ele tomba mortalmente atingido pelo povo da vila que acudiu. A montaria dispara alucinada.

 

A fenda fatídica jorrando a rubra vida que se esvaía descia do pescoço ao meio dos seios. O sangue afogava-lhe a respiração e com os olhos arregalados e a mão apontava para o esconderijo da figueira. A mão! Enrolada na mão direita estendida em flecha estava o símbolo de sua fé – um crucifixo. As crianças foram salvas. Ninguém mais sobreviveu ao cruel assalto. Logo o pai encontrou os filhos.

 

A negra Paciência foi sepultada com honras de heroína ao lado da patroa. E ali naquele local onde seu sangue foi derramado, ali naquele local que se chamaria de Várzea de Dom Diogo – hoje Campo do Tamoio, verteu na manhã de Páscoa uma fonte de águas cristalinas. Logo foi chamada e conhecida – a Fonte da Paciência! Durante muito tempo as mães iam ali buscar a água que aliviava ou curava seus filhos orando pela proteção da Mãe-negra. Ali seus irmãos libertos construíram um arco de pedras em gruta como o oco da figueira protetora. Um útero de pedras para crianças renascidas, libertadas do abraço da Morte pelo Amor.

 

 

O tempo pode toldar o fluxo da memória de um povo. O amor e a gratidão, mesmo com o esquecimento dos fatos, ainda marcam o local da Fonte da Paciência – a fonte do amor da negra Paciência! Alguns corações desejam ver ali a negra protetora na lua de Páscoa esquecendo que seu amado Cristo transformou seu sangue numa fonte de vida e esperança, sem espectros!

 

 

Nota do Autor:    Viamão, uma cidade histórica, lembrada por ter sido Capital do Rio Grande do Sul, cantada em verso e prosa como a Setembrina dos Farrapos, tem a segunda grande Igreja construída neste Estado. Aqui no Centro da cidade, à rua Luiz Rossetti ainda se vê a Fonte da Paciência. Abandonada. Destruída. Reconstruída várias vezes pelo humor dos que preservam o patrimônio e a memória de um povo. Felizmente ainda está ali!

 

Ganhos e Perdas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 10 Junho 2014

 

2014 – 06 – 10 Junho – Ganhos e Perdas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Ganhos e Perdas

 

V

iamão está inserindo seu nome no cenário mundial do século XXI hospedando a seleção de futebol do Equador no hotel Vila Ventura nesta edição da Copa do Mundo Fifa de Futebol. O Vila Ventura venceu por seu méritos e esforços de seus proprietários e funcionários uma feroz competição com hotéis e regiões de reconhecida atividade turística no Rio Grande do Sul, como por exemplo, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Gramado-Canela e com Porto Alegre. É um fenomenal ganho para a cidade que deverá usar para conquistar novos empreendimentos e sair de um marasmo secular. Viamão, como espelho de um Brasil enfermo pela politicagem desenfreada e altamente corrompida, vem pensando na próxima eleição por seus representantes políticos e por suas entidades partidárias – jamais generalizando! Eis que investidores do segmento chamado “capitalista” apesar do desdém inflamado e ciumento apostaram e arriscaram seus pescoços e bolsos num empreendimento no “sertão viamonense”. Diga-se que muitos apostavam e até desejavam a sua ruína e fracasso. É contagiante ver a alegria dos funcionários dessa empresa e sentir que além do trabalho e do sustento pessoal e de suas famílias está a felicidade do reconhecimento e do sucesso de suas atividades.

 

Cr & Ag

 

O maior adversário de Viamão sempre foi o sentimento de menos valia e de inferioridade de parcela significativa de seus habitantes. Chamada de cidade dormitório de Porto Alegre, clip_image002a filha que cresceu e deu frutos, a maioria de seus moradores são nativos das mais diversas regiões do Estado, do Brasil e do mundo e dolorosamente custam a romper com seus cordões umbilicais. Assim não se assumem como viamonenses e quando perguntados longe daqui dizem que “moram em Porto Alegre”. Quando fundei a 1ª. Capital Equipe, com o logo ao lado, acrescentei como a 1ª. Capital de TODOS os Gaúchos. Ainda semana passada expliquei ao caro Dirk Hesseling o porquê que Viamão é a 1ª. Capital realmente de TODOS os gaúchos e gaúchas. Há muitos que entendem assim e outros fazem uma leitura escorada na sua humildade, inferioridade ou acanhado entendimento.

 

Cr & Ag

 

Vários tratados entre Portugal e Espanha esbarravam na realidade regional e assim o Brasil terminaria ao sul em Laguna, Santa Catarina. A Coroa Portuguesa cravara suas garras nas franjas do Rio da Prata com a Colônia do Sacramento, um espinho cravado na goela castelhana. Na atual Rio Grande, entrada da Lagoa dos Patos havia fortificações portuguesas como o Forte de Jesus, Maria e José e ali veio ficar o representante do rei de Portugal. Amigos muambeiros no melhor sentido, quando visitam o Chuí, muitos vão conhecer a fortaleza de Santa Tereza dentro do Uruguai. Outra construção portuguesa. Quando os castelhanos da Argentina invadiram a Província Cisplatina (Uruguai) avançaram com suas tropas até Rio Grande e por mar até Desterro (Florianópolis). O corajoso representante português abandonou seus homens, civis e militares, e veio refugiar-se nos Campos do Viamão. Aqui se instalou e os fazendeiros começaram a se unir para enfrentar o inimigo que planejava possuir essas terras. Além da criação de gado, imensas boiadas selvagens (gado chimarrão) vagavam por toda a Província da São Pedro e Cisplatina. As rotas de muares vindo das minas do Peru eram pelas Missões. E as rotas dos gados vindos dos Campos do Viamão subiam a serra, passavam por Lages, região de Curitiba e até Sorocaba em São Paulo e dali tanto para as Minas Gerais quanto para demais territórios. Itapuã fechava o estuário do hoje Guaíba e Rio Pardo, chamada de Tranqueira Invencível, vedavam os rios aos castelhanos que eram fustigados incansavelmente pelas nossas guerrilhas. O sentimento de pátria brasileira nasceu nestas terras através desses fatos muito resumidamente relatados. E nasceu aqui em Viamão, a 1ª. Capital de Todos os Gaúchos. Quem ama não se esconde e não deturpa a verdade e contar a história ao seu gosto e desprazer é comum nos sistemas e regimes em que até as imagens são retiradas das fotografias e os textos dos livros. Parabéns Vila Ventura! Parabéns Viamão e viamonenses de todas as origens identificados pelo amor a esta terra sagrada!

Caminho do Viamão em Tainhas-RS 002

Caminho do Viamão em Tainhas-RS 003

Mapa do Caminho do Viamão – ou mapas que os viamonenses ainda desconhecem!

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