2014 – 09 – 02 Setembro – As cores da alma – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
As cores da alma
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uitos anseiam em acreditar, usar e mobilizar-se pelo pensamento positivo, pela irradiação de boas ideias e de energias que trarão mais luz, alívio, cura e harmonia. Em todas as terapias ensinam-se ou motivam-se aos pacientes e principalmente aos impacientes. No entanto, muitos se negam a aceitar que forças contrárias de tamanho e intensidade semelhante ou até maiores são mobilizadas de forma hostil consciente ou inconscientemente. Aqui nesse teatro da vida expõe-se o chamado olho grande ou olho gordo. Muda-se o nome, persiste o mal. Não precisamos acreditar ou ter fé para que energias invisíveis aos nossos sentidos imediatos estejam ocorrendo. Você está usando seu telefone ou smartphone e recebendo mensagens ou observando uma infinidade de coisas e fatos que parecem magia, feitiçaria ou milagre. Não muito tempo atrás era impensável para muitos que agora se deleitam nas redes sociais. Mas você não vê nenhuma alteração no ar ou no espaço a sua volta para que tal aconteça e esteja disponível.
Cr & Ag
Há pessoas que carregam algum tipo de energia positiva que outros se sentem bem estando com elas. O contrário é verdadeiro. Há pessoas que visitam tua casa e o cão adoece, as plantas murcham, aparelhos elétricos queimam e segue o cortejo. Há pessoas que conversam contigo ou estão juntos e te sentes sonolento, cansado, deprimido ou nauseado. Ou dores de cabeça. Muitas vezes custa-se a perceber-se a origem dos males e pode-se custar mais ainda para aceitar a sua origem. E nem é preciso a criatura estar presente para sua energia canalizar-se em algum malefício. Há pessoas que tem tais aptidões ou propriedades e que gostam de as possuir, mas outros afastam-se para não causar mal.
Cr & Ag
Faz pouco tempo e de forma muito moderada tenho usado ou visitados as redes sociais especialmente para publicar meus textos ou colunas e algumas imagens. Observo pessoas que fazem enorme exposição de suas vidas cotidianas para um universo de luz e sombra. Expõe sua pessoalidade e sua intimidade num grau crescente e compulsivo, tanto de banalidades como de fatos e situações que mereceriam resguardo. Há quem fique permanentemente conectado numa vida virtual sua e dos outros, muitos num voyeurismo sem limites ou fronteiras com o guru de bolso dando sinal a toda hora. Algumas pessoas não fazem as refeições sem estarem livres do guruphone, outras até na hora (minutos) do sexo estão com os sentidos divididos.
Cr & Ag
É muito comum nas salas de espera dos consultórios, as criaturas que necessitam da audiência para contar suas dores, enfermidades, sofrimentos ou suas alegrias e o resumo da família e da vida. Há plateia sedenta disso. Como num acidente de trânsito ou num incêndio, por exemplo, reúnem-se pessoas, até atrapalhando o atendimento aos feridos, para observar, curtir de alguma forma o ocorrido. Colhe-se aquilo que se semeia, mas com a influência ou interferência até do sobrenatural de almeida. Cuidado!