2014 – 08 – 19 Agosto – Conflitos na educação – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Conflitos na educação
Eis que a Comissão estadual de educação quase impingiu às escolas particulares regras anômalas, descabidas e possivelmente absurdas que impediriam dos alunos comprovadamente delinquentes serem afastados, punidos ou terem suas matrículas não renovadas. Somente não conseguiu pelo clamor popular iniciado no programa Guaíba Hoje do jornalista Rogerio Mendelski. Ainda desejavam serem esses delinquentes “tratados” pela escola. A ideologia marca certas posições e denuncia o atraso ou a malversação da vida dos outros pela intromissão absurda e descabida. A escola já está privada de terem mestres e professores, pois passaram a ter tios e tias ou “trabalhadores em educação”. Esse é o caminho da desconstrução e da destruição dos valores básicos que faz a humanidade conviver em civilidade dentro de normas para todos.
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A escola deve informar a partir da alfabetização agregando conhecimentos e capacidade de buscá-los e complementar a educação familiar, que infelizmente está carecendo e regredindo a olhos arregalados de muitos de nós. Pais ausentes do lar pessoalmente ou fisicamente, casais em conflitos não resolvidos, a droga e o desamor de todas as cores são parte dessa pujante formação de menores com sérios e graves problemas de conduta e personalidade. Desde o Éden tudo se ancora e sustenta por três pilares universais: Disciplina, Amor e Humildade. Absolutamente e somente nessa ordem: disciplina à amor à humildade. Aqui vai um grande reconhecimento ao trabalho de uma vida ao Professor e Psicólogo Antônio Veiga e sua perene pregação dos melhores valores da humanidade.
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Nas quatro paredes indevassáveis do consultório médico, nesse santuário em que o paciente é a criatura mais importante naquele tempo, escutamos o clamor dos verdadeiros mestres ofendidos em seu nobre ofício e tantas vezes em sua honra por alunos sem limites e por pais permissivos em suas culpas de maus pais. Vergonhosamente importantes aplicadores das leis e mantenedores da ordem, que deveriam zelar pela maioria da sociedade e dos cidadãos decentes, buscam os meandros, os labirintos e os descaminhos das palavras, pontos e vírgulas da lei para beneficiarem os delinquentes e toda sorte de malfeitores. Aqui também contribui uma imprensa que nem sempre livre de cabrestos ideológicos ou pecuniários ou por insuficiência intelectual em seu ofício informa mal repetidamente.
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O prejuízo vai muito além daquelas crianças e de suas famílias que em colossal esforço levam seus filhos aos bancos escolares e que serão vitimados pela exceção favorecida e com a cumplicidade criminosa dos apoiadores. Ou quem apoia delinquente não é cúmplice? Qual a tua opinião se teu filho ou filha for impedido de estudar, ameaçado, espancado, sofrer ameaça ou violência sexual? Ou se espanca um professor ou destrói seu patrimônio? Pensa como pai do infrator ou como das suas vítimas? Todos serão e continuarão prejudicados pelos “coitadinhos e mal compreendidos”? Seria a mesma gente que prefere o criminoso solto nas ruas e invadindo lares estuprando, roubando, assassinando e traficando em vez de preso em “cadeias ruins ou desumanas”? O dever do Estado está em zelar e proteger o cidadão até dele mesmo, mas jamais prejudicar a maioria favorecendo a minoria.
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Quantas escolas públicas não formam nem informam mais pela proibição da verificar e comprovar os méritos dos seus estudantes. Quantos fazem de conta que educam e quantos fazem de conta que aprendem? Vergonha e realidade. Uma pichação: “Todo político é ladrão, mas nem todo ladrão é político”. Onde está o erro essencial? Há políticos ladrões, como há médicos ou leiteiros, no entanto, há muito mais ladrões que se elegem pelo voto de criaturas que tiveram escolas e famílias ruins, relapsas, absurdamente permissivas ou deficientes.