Picolé de chuchu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 25 Novembro 2014

 

2014 – 11 – 25 Novembro – Picolé de chuchu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Picolé de chuchu

 

Fazer o certo sempre foi mais fácil do que fazer o errado” – ensinava-me seu Aldo. A tentação de escrever errado leva-nos ao caminho de chuchu com “X”. Talvez assim seja com a máfia instalada nos governos e nas empresas. Fosse a Petrobrás uma empresa privada estaria na ladeira da quebradeira e seus diretores que não pudessem pagar um “márcio bastos” estariam fugindo do país ou nas famosas celas protetoras anais. Como? O intrépido e espoliado leitor não entendeu? Na prisão comum o cara tem que proteger seu ânus e outros orifícios – quem tem teme! – seja pagando proteção ou sendo mais mortal que os outros presidiários. Eis um dos motivos que cadeias mais humanas e com ares de FIFA somente quando todos, repito todos forem presos nos mesmos lugares. Sem as regalias por diploma ou proteção compadrio.

 

Cr & Ag

 

Nunca se roubou tanto e em tamanhas proporções quanto nessa última década. A triste impunidade e a imensidão roubada ocorre nos países comunistas ou nas democracias que flertam com o socialismo. Aquele que fracassou em qualquer época e lugar desse planeta. Os maiores magnatas e a sua alta concentração localizam-se na Rússia, ex-URSS. Num Japão, numa Alemanha, numa Austrália, por exemplo, roubam. Roubam sim! Os valores astronômicos começam em ¼ ou ½ milhão de dólares. Cinco milhões de dólares era o tema do Homem Biônico como um valor babilônico. Aqui é merreca, pois uma figura subalterna da Petrobrás oferece devolver quase 100 milhões de dólares. Como é a regra do presidente Lula e continuou com a presidente Dilma, eles nada sabem, nada viram e nada ouviram.

 

Cr & Ag

 

Em qualquer país democrático e realmente civilizado cairia o governo e seu ministério. Os 39 ministérios é a prova cabal de quem não quer saber de nada e governar nada, mas manter a marquetagem e a zumbilândia em atividade crescente. Um governo honesto, um governante honesto, responsável e com vergonha na cara faria o que? Gostaríamos de escrever sobre coisas com melhor e mais saudável odor, perfumadas creio. Mas fazemos parte da elite que estudou, trabalha, paga impostos absurdos, respeita aos outros e à terra onde nasceu e vive e quer que seja bem melhor para seus descendentes, amigos e desconhecidos. E nossos leitores são pessoas que se articulam, raciocinam, posicionam-se, interagem e sempre se constituirão em críticos estimulados, aguçados, impelidos pelo cronista e que não se contentam com a mesmice da internet que para aqueles que preferem um picolé de chuchu passeiam sua inteligência pelos lugares comuns.

 

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Sem medida – um singular poema da amiga Lúcia Barcelos

 

Existem palavras que possam lhe falar,

Dos segundos todos, dos mil momentos em que fiz

Minha alma se mostrar tanto, e tão feliz?

Nunca tive a sensação de ermo ou deserto,

Sentindo a sutileza do seu coração tão perto

Do meu, preso no peito, cativo de encantamento…

Hoje, essa saudade não consome o pensamento,

A torrente de sonhos, os mil segredos…

Tento alcançar a luz que nos seus olhos via.

Tento imitar um gesto seu, tão amoroso e delicado,

Que fazia a luz parecer mais clara aos nossos dias.

Aqui, os jardins estão saudosos,

A flor mais bela repousa escondida.

Amores perfeitos são regados com águas celestiais,

As nuvens me tomam as mágoas colossais

E as derramam num verso sem medida!

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