2015 – 03 – 17 Março – Fim dos tempos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Fim dos tempos
Místicos e espiritualistas convergem quando o tema é “fim dos tempos”. As igrejas de todas as cores e afinidades enchem-se de pessoas buscando apoio na fé e ansiando por iluminação divina ou dos espíritos superiores. Templos religiosos e templos de consumo e ostentação da socialização da riqueza mais acessível convivem sem digladiar-se. Shopping centers são esses templos do ter mais e do lazer. Falsos profetas homiziam-se em muralhas de legendas ou partidos políticos e aquilo que seriam agremiações partidárias tornam-se seitas. Seitas radicais com milícias prontas para agredir e destruir.
Cr & Ag
Hordas de mortos-vivos arrastam-se pelas cidades e invadem as áreas rurais. Não haverá prisões suficientes para todos os criminosos de qualquer colarinho. A “elite” julgada e condenada após intermináveis manobras e “embargos infringentes” (?) que para o reles e simples mortal é “sacanagem de político rico” ocupa habitações especiais ou é beneficiada com indultos ou decisões presidenciais. “Deus é quem sabe” e “Deus é brasileiro” soma-se ao devaneio da incompetência em melhor escolher ou escolher os piores. Temem-se mudanças e assim nunca será encontrada uma “arca” salvadora nem um Noé.
Cr & Ag
Imputam-se culpas “sempre dos outros”, mesmo que as tais culpas atribuam-se aos ancestrais que alimentaram a poeira dos tempos e dos séculos com suas ossadas. Radicalizar é norma e religião. Essas chagas tornam-se visíveis em todo o planeta e enganados são aqueles que olham e acreditam que o “problema é dos outros; ou deles”. Transferência de culpa ou de responsabilidade, sempre há alguém para responsabilizar, acusar e culpar pela incompetência ou pela desídia. Rouba-se pela política e mata-se pela religião.
Cr & Ag
No entanto, é crescente e compreensível que mais pessoas têm o entendimento e as redes sociais tornam-se templos sem donos que expõe a ferida purulenta da negligência, da incompetência ou da imperícia do governo e dos detentores do poder. A consciência de escolher o “menos ruim” ou a escolha por exclusão romperá a barreira do medo de melhores em capacidade e decência – que não é somente uma mera palavra e sim um dos estados do espírito – tornarem-se visíveis, expostos a enfrentarem as legiões das sombras e do “quanto pior melhor” para eles. Alguém duvida que o verme prolifera e se fortalece no lixo e na podridão e que os corruptos estão na penumbra das leis e da imprensa livre?
Cr & Ag
Não sei dos resultados, mas orei para que as manifestações do dia 15 de março sejam uma luz contra as sombras que dominam e infestam esse país que seria uma democracia de todos e não uma ditadura de alguns. Assim como uma Petrobrás que já foi orgulho nacional foi infectada pelos tentáculos da política de eternizar-se no poder e roubar com o escudo da funesta governabilidade.