Coragem & Beleza 2 / II – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 14 Julho 2015

 

2015 – 07 – 14 Julho – Coragem & Beleza 2 / II– Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Coragem & beleza 2 / II

 

A

 prima Marília, sobrinha do primo Haroldo Franco, foi miss brotinho. Diz-me a Cledi. Outra colega de Ginásio Bento Gonçalves (famoso Bentinho), a bela Niura, traduzia a beleza morena em traços bem marcados adornados por negra cabeleira. O amigo Antoninho Ávila, viamonense de coração e por opção, conhecedor profundo das festas magníficas na Presidência da República às beldades castelhanas, pode comprovar esse humilde colunista, mas um admirador e respeitador do belo. Como minha irmã Shirley, também rainha de beleza, magnífica esposa, mãe e artista plástica. Muitos queriam minha amizade de olho nas primas bonitas: Sylvia, Áurea, Marina, Sônia, Carmem Lúcia, Marilene, Marilin, Maíra e… E a irmã Cátia! Rainhas, misses e coroadas!

Cr & Ag

 

Viamão conheceu uma jovem que seria gêmea idêntica ou clone da Kim Basinger que estrelou várias películas em Hollywood. Lembram-se da Luci Zavarize, irmã do caro amigo Luizinho Zavarize, uma lenda viva do motociclismo? Outra lenda, agora motociclística, que em São Paulo alguns motoqueiros foram “tirar sarro” do nome Viamão na placa da moto do Luizinho. Alguns fugiram antes da pauleira, outros aguardaram reforço para serem surrados em grupo e os demais foram ocupar as macas do Samu. Mexeram com o homem errado da cidade certa.

Cr & Ag

 

O número de moças e mulheres viamonenses com exuberante beleza é para acanhar outras cidades. Outra prova de coragem – passar a meia-noite no Cemitério da Rua Dois de Novembro. Além de enfrentar as assombrações e outros seres macabros havia o risco de enfrentar o seu Ernesto Coveiro. Desafio também era ir aos bailes do clube Paladino em Gravataí e se declarar viamonense. Era peleia certa e da boa, como do tempo dos Cafunchos que juntava mosca varejeira e urubus. Dizem que quando um cafuncho saía de casa palitando os dentes com a adaga e tapeando o chapéu na testa era acompanhado por uma esquadrilha de urubus esperando carniça. Uma lenda rural de antanho conta uma briga dos Goulart com outra família poderosa de Mostardas. Depois de um dia de peleia e com a vitória dos Goulart viamonenses contaram-se os mortos e estropiados ou com as bombachas pesadas de estrume. O Terêncio anotou mais mortes – 5 cavalos, 10 ovelhas e 3 vacas. – Ovelhas e vacas? – carneadas para a churrasqueada de comemoração de mais uma sumanta de pau nos estrangeiros.

Cr & Ag

 

O Arigó do Centro me dizia: – Edinho Cabeleira, que gente mais feia anda pelas calçadas nesses tempos de Petrolão. Feia e sem educação! Tromba com a gente. Atropela velho e criança. Se para no meio da rua defronte o Itaú trancando o trânsito. Olha, Edinho, o número de vagabundos, muitos de moletom escondendo a cara e assaltando ou de campana nas bocas do comércio! Que saudade do Capitão Osório! Naquele tempo vagabundo não criava limo aqui. Nem no tempo do delegado Alcyone ou do delegado Carivali.  Que saudades! Agora coragem é dessa turma que consumiu a grana na falsa restauração da nossa Igreja. Não restauraram nada, pois onde estão as pinturas originais e outros detalhes? Reforma mal feita pode ser. Olha Edinho as fotografias antigas da Igreja.

 

Afora a beleza visual, a riqueza de sentimentos era algo notável. Beleza e coragem sempre se mesclaram em vários quilates de singular reconhecimento. Colaborem com o cronista recordando de beldades e dos valentes barbaridade!

A chama

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