Grande amigo Edson:
O carteiro acaba de entregar aqui em casa o livro que me enviastes.
Como solicitado, estou confirmando o recebimento.
Vou começar a leitura pela página 174. Teus colegas não vão ficar sabendo; depois eu volto às páginas iniciais…
Quero te agradecer a gentileza do envio e ressaltar as palavras da dedicatória. De fato, nos meus 27 anos de Viamão, 1975 a 2002, tive a oportunidade de criar algumas raízes, fazer muitos amigos e marcar principalmente a minha trajetória profissional. E você, Edson, como médico, vizinho e amigo de muitas horas difíceis, sempre me ajudou nessa trajetória.
A distância que nos separa hoje serve apenas para reforçar meu respeito, admiração e carinho, por ti e tua querida família.
Aqui na minha aposentadoria tranquila e olhando o mar da Praia do Cotovelo seguirei acompanhando teu trabalho literário. Nesse momento estou lendo “Não há silêncio que não termine” da Ingrid Betancourt, aquela senadora colombiana que foi sequestrada e ficou 7 anos nas mãos da guerrilha, na selva amazônica. É um bálsamo para o nosso sentimento de liberdade e para reforçar os direitos humanos.
Depois vou atacar de pizza literária!
Abraços e até breve.
Gallo