Claudio Roberto Guaita Peralta
Ratinho e a Mão Amiga!
|
E |
m 1972, após aprovação por média em todas as cadeiras do 2º. Ano da Faculdade de Medicina Leiga de Pelotas, vim para Porto Alegre e realizei o Super-intensivo do Mauá na Rua Riachuelo. Novo vestibular e aprovação entre os primeiros lugares da UFRGS. Como a nova norma vigente na época exigia seis meses de Curso Básico, abri mão da vaga pleiteando o Remanejo para Católica de Medicina. Consegui e minha nova vida estudantil se iniciava. O primeiro colega que me estendeu a mão foi o Claudio Roberto Guaita Peralta, o Ratinho. E foi no carro de seu pai que fui assistir à primeira aula de Cardiologia (Dr. Rubem Rodrigues) no Instituto de Cardiologia. E logo a seguir com os outros colegas e principalmente com o grupo: Serafini, Daniele, Horn, Egon, Borginho e eu. O Noal (colega da Cledi no Científico) e a Dilma, o Frankini e a Nádia estavam nesse convívio frequente. No entanto, alguns colegas, ainda hoje, quase 42 anos após, ainda nos tratam como “paraquedistas”. Jocosamente. Ofensivamente até. Oro por eles. Tenho certeza de que venci três vestibulares de Medicina e conquistei por mérito meu espaço. Depois estávamos juntos no futebol, na biblioteca, no Beira-Rio, e nas longas jornadas de Santa Casa, enfermaria 20 inicialmente e residência. Sempre juntos. Abro com essa introdução para que entendam como sou grato e iniciou-se esse companheirismo e amizade. Que já de início trouxe a Glorinha e a Cledi, nossas eternas namoradas, para esse convívio. E agora com a Deni. Tenho por diversos outros colegas essa gratidão e respeito pelo que fizeram (e fazem) por mim e por permitirem que eu me espelhasse neles para ser um colega melhor.
Nesses dois últimos anos tenho estado com restrições físicas após acidente, mas tento acompanhar proximamente alguns desses meus amigos. Nas alegrias e nas tristezas, como na enfermidade e falecimento da querida Glorinha. Agora, nesse Outubro de 2015, ano de Amor e Luz, Ratinho comemorou o primeiro aniversário de um magnífico presente que a vida lhe deu – a Antonella! Acredito que Deus sempre repõe amor por amor. A Cledi e eu planejamos e executamos esse projeto de ir à Concórdia e estar com nosso tão querido amigo e sua família. Peralta sempre foi um homem de família. O homem que persiste cuidando de suas meninas de mais de 90 anos, suas tias e da Glorinha. É também um superpai, amoroso, orientador e protetor. Nós médicos, muitas vezes não conseguimos avaliar, quantificar o que nós e nosso ofício representam para a nossa comunidade ou a nossa cidade. Em todas as vezes que estive em Concórdia, do mais simples frentista de posto de gasolina, da balconista de loja, do empresário, há uma unanimidade de como esse homem é amado e admirado. E uma legião crescente ainda se considera devedores do Peralta pela sua imensa dedicação e médico de excelente qualidade. Dizer em qualquer lugar que “vim visitar o doutor Claudio Peralta” é abrir as portas das casas e dizer que ele é “compadre e colega” abrem-se as portas do coração. Desde o final de 1977, Peralta está em Concórdia. Inicialmente pela Sadia, mesmo aposentando-se na gigantesca empresa, continua por absoluta exigência e necessidade das chefias de seu formidável trabalho. Nesse Brasil desolado de ética e moral, de profissionais de aptidão indefinida e jogados por um governo hostil à Medicina brasileira para “tratar” o povo, temos a consciência de que médicos fazem uma enorme diferença e granjeiam merecidos elogios. Os outros dois filhos do Peralta e da Glorinha, Marcelo – Administração e Claudinho – Médico, segue a trilha luminosa do pai, do tio e outros médicos da família.
Antonella!
Criança esperta e amorosa, sem nenhum constrangimento com a grande quantidade de pessoas a sua volta presenteia seu pai e sua mãe, principalmente, com sorrisos, abraços e beijos e… caminhando! E ali está o Ratinho estendendo a mão amiga, o braço protetor para que agora sua filha caminhe com mais confiança. Cabelos longos e penteados graciosamente em várias formas pela mãe e pela tia enriquecem um rostinho com os traços da mãe, mas a certeza de caminhar como o pai. Acredito que também amamos nossos amigos, por seus familiares, seus filhos e por sua jornada de vida.
Um médico sente-se médico sendo amado por seus clientes e respeitado por seus colegas e sociedade. Um médico que é amigo de seus pacientes e que recebe suas orações e preces e têm orgulho de identificar-se como amigo ou amiga e paciente do médico, está num plano superior. Aqui está meu amigo, colega da AD 76 MedCat, médico e cirurgião Claudio Roberto Peralta, Caco Peralta ou Ratinho.
Nota do Tainha.
Como geralmente fazemos, cruzando por Soledade, vamos abraçar a Márcia e o Borginho Machão, Edson Luiz Pedroso Borges, e colocar em dia um pouco de tanto assunto atrasado e rememorar amenidades ou contar dos filhos e dos netos. É muita alegria e felicidade!