2015 – 11 – 17 Novembro – Sonhos e… Pesadelos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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Sonhos e… Pesadelos!
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mundo ainda se contorce no cotidiano e nos leitos que seriam de descanso ou de amor com o pesadelo francês. No início do ano a redação e funcionários do jornal Charlie Hebdo foram vítimas do terror em Paris. Logo surgiram as explicações que “justificavam” com as charges ofensivas aos muçulmanos. Ação e reação, dizia-se. Algo semelhante com os episódios das torres gêmeas, com o metrô de Londres, na Espanha e nessa cadeia de destruição e morte como a queda do avião russo no Egito e mais de duas centenas de mortes – motivos! Parece que a França tem enorme dificuldade de entender os sinais premonitórios de que sua terra será atacada e seu povo e todos aqueles que buscam a sua pluralidade. Charles De Gaulle comandou a resistência francesa na II Guerra Mundial de Londres e os exércitos de Hitler marcharam sobre a França. Liberalidade e pluralidade na pátria da Marselhesa. Todos convivendo com todos. Assim baixou-se à guarda, diminuíram-se as defesas, abrandaram-se os cuidados contra o terror?
Crônicas & Agudas
Cerca de dois dias antes, os jornais nacionais mostravam a rotina da fuzilaria numa das principais avenidas do Rio de Janeiro. Os veículos retidos e seus ocupantes em desespero buscando algum tipo de abrigo ao som tétrico das armas automáticas em sinfonia de morte. Eis que um pai com um bebê em seus braços tentava alguma defesa e proteção atrás de um carro. Todos os americanos que morreram durante a sangrenta guerra do Vietnam em anos de renhidos combates… Número similar morre violentamente no Brasil anualmente. Leu correto – anualmente! Os sonhos daquele pai e de tantas mães que amaram antes da concepção, pela gestação e com os filhos aos seus lados, quantos planos e projetos – sonhos, quantas lágrimas de felicidade tornam-se choros convulsivos de dor e de desolação num pesadelo sem fim.
Cr & Ag
Se a mãe natureza não nos dotou de garras dilacerantes, presas afiadas, couraças ou escamas protetoras, portes avantajados ou glândulas venenosas como somos tão destrutivos? Nascemos absolutamente desprotegidos e dependentes. Por longos anos assim continuaremos. Como então somos tão cruéis, sanguinários, obcecados e tantos necessitados de verter e de banhar-se no sangue de seus semelhantes e da destruição sistemática de outras formas de vida e da mãe primordial – a natureza? Há entendimentos teológicos, filosóficos ou espiritualistas como de outros desprovidos de qualquer vínculo religioso de que dois terços ou três quartos da humanidade é ruim e primitiva nas suas essências e de que somente cerca de 20 por cento é que realmente se esforça em evoluir, iluminar-se e crescer no amor.
Cr & Ag
Concorde ou discorde, mas observe e conclua se puder. Para muitas pessoas em muitas civilizações e em todos os tempos o estado de sono é o estado humano mais próximo da morte. Eis o terror, a fobia ou a singela dificuldade daqueles que consciente ou inconscientemente tentam conciliar o sono necessário. Quanto do uso e do abuso de soníferos está nessa situação? Nesse caudal está o sonho e suas conexões com as nossas fantasias, nossas realidades vividas ou por vivenciar, o desprendimento do espírito para voos sem o casulo corpóreo, a atividade de um cérebro tão pouco conhecido, ou… A humanidade busca explicações, entendimentos e aperfeiçoamentos desse estado fundamental para o homem e visto também em certos animais. A ciência demonstra que o bloqueio persistente do sonho leva a graves problemas físicos e mentais. Todos nós sonhamos! Lembrando ou não. Acordados e dormindo. E quantas vezes os pesadelos continuam mesmo estando acordados?