2015 – 12 – 15 Dezembro – O discurso que não aconteceu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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O discurso que não aconteceu!
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or que o livro?” Antes da resposta remetem para a sabedoria popular que manda “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Temos três filhos. Plantamos centenas de espécies nativas a várias exóticas em nossa chácara. Participei de mais de trinta coletâneas, sou colunista de jornal há uns vinte anos e agora, realmente, o primeiro livro em voo solo. Nos idos de 1976, 1977 e 1978 produzi e editei um jornal mural na Santa Casa de Misericórdia – O Cat Gut! Categute é um fio cirúrgico que geralmente é absorvido e some com o tempo. O revolucionário Cat Gut foi também forçado a sumir. Em 1979, fundei o grupo motociclístico Primeira Capital Equipe com o Luiz Zavarise e o amigo me incitava a produzir textos que ele próprio levava a jornal da cidade. Publiquei no Jornal do Comércio. Mas Viamão somente decolou pela coragem do Pedrão Negeliskii que me ofereceu uma coluna no jornal A Tribuna. E após seu nascimento, para o jornal Opinião de Viamão. Sua saudosa esposa me tocou profundamente: – Começo a ler o jornal pela tua coluna! Os jovens da época hoje me conduzem com seu carinho, respeito e atenção – Natacha e Andrey Negeliskii.
Cr & Ag
O médico, escritor, emérito historiador e Coronel do Exército Luiz Fernandes Soares, Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Sobrames ofereceu-me suas várias publicações e também sua amizade e respeito. Outros padrinhos literários: Dirk Hesseling levou-me para a ALVI – Associação Literária de Viamão; Benedito Saldanha levou-me para o Partenon Literário. O Dr. Eduardo Dias Lopes, médico e cirurgião ímpar esteve em vários momentos de alegria da minha vida, mas desde 1979 esteve sempre presente a atuante em todos os mais difíceis e dramáticos momentos da minha existência e da família. A Clarice Severgini está comigo com sua dedicação e amor nesses dez últimos anos de consultórios. O Luizinho Zavarize e a Nádia foram nossos companheiros em várias viagens pelo Brasil e pelo Mercosul. Eles, os meus pacientes, sempre foram a razão primeira e única de ser médico e cirurgião por mais de quarenta anos, deram-me a honra de tratá-los integralmente entregando-me seus corpos e de seus entes mais amados na busca de alívio ou de cura de suas enfermidades e de suas dificuldades. E tantos que leem minhas colunas e me atiçam para aprimorar e evoluir na Luz do Espírito Santo.
Cr & Ag
A árvore plantada e os filhos gerados representam a continuidade da vida e o legado daquela existência para o mundo, para o universo, para o presente e o futuro. Temos três filhos que nos trazem muito amor e orgulho por serem pessoas dignas, trabalhadores incansáveis, honrados, méritos alcançados pelo estudo e pelo trabalho – o Eduardo, a Cynthia e a Cristina. Com meu genro Marco Antônio e minha nora Bruna deram-nos três netos que estão em todas as últimas publicações no meu currículo: Ana Luiza, Lucas e Pedro Henrique. Minha irmã Shirley Celina, meu pai Aldo e minha mãe Dora estão eternamente presentes em vários textos e diversos deles, as lendas, são versões romanceadas ou dramatizadas de estórias que minha mãe me contava. Meu eterno cunhado Geraldo Jaeger representa o amor que tentei traduzir nos textos dos personagens da cidade que viu nascer e onde tanto construímos – Viamão! Precisaria de um texto especial para Dona Zulmira Andrade e minha sogra e bisa Palmira. E tantas pessoas vivas em meu coração, mas impossíveis de citá-las nesse espaço.
Crônicas & Agudas
O livro está aqui! Milhares de colunas de jornal e de textos estão em minha vida por ela e seu constante incentivo! A Cledi tem sido muito mais que qualquer homem pode desejar de uma esposa e companheira de jornada. Meu desapego por muito da materialidade não me estimulava a um livro solo. Ela gerou com amor esse livro, como outro de nossos filhos queridos, e tudo que está acontecendo pelo batismo de Crônicas & Agudas – O Livro! Sou feliz e grato por tudo que a vida e Deus me deram. O motivo, o espírito, a alma do livro chama-se Gratidão! É a Gratidão que pulsa meu coração e ilumina meu ser e espero perenizar esse sentimento nas páginas de Crônicas & Agudas levando a cada leitor e a cada um de tantos que me tocaram durante essa existência o meu agradecimento. Meu “marcador de páginas” traz uma oração ao Espírito Santo que acompanha meus pacientes nesses quarenta anos. Sou um homem de oração e creio que quando oramos com nossos corações e nossos espíritos estamos agradecendo ao Criador inicialmente e depois a todos por tudo que nos propiciaram transformar em Amor com Sabedoria e Luz!