ANS libera botox como tratamento à bexiga hiperativa
Procedimento não tem os mesmos efeitos colaterais que os remédios usados atualmente
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inseriu a toxina botulínica como tratamento para bexiga hiperativa na cobertura de procedimentos dos planos médicos. A medida visa beneficiar milhares de pessoas que apresentam a patologia, que é caracterizada por um funcionamento excessivo da bexiga, tendo como principais sintomas a vontade constante de urinar e o aumento do número de micções, mesmo quando a bexiga não está completamente cheia.
De acordo com José Carlos Truzzi, doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo, para que o diagnóstico da bexiga hiperativa seja concluído, é preciso identificar sua origem, que pode ser neurogênica ou idiopática. “A bexiga hiperativa representa um dos problemas urinários mais frequentes em todo o mundo, com importante impacto negativo na qualidade de vida. A inclusão da aplicação vesical de toxina botulínica no rol da ANS amplia a possibilidade de tratamento para os portadores de bexiga hiperativa neurogênica e não neurogênica”, explica Truzzi.
Com permanência média de seis meses de duração, a toxina botulínica não apresenta efeitos colaterais, como os causados por remédios orais para a bexiga hiperativa. Realizada através de um cistoscópio, o procedimento é feito em caráter ambulatorial ou de hospital-dia, com o paciente recebendo alta em aproximadamente duas horas após a realização