Por motivos de saúde no lançamento do livro – desejava estar bonita na foto – a Dona Zulmira, ou Mãe Zulmira somente agora veio encantar-nos em imagem.
Do alto de seus quase 90 anos de idade, sempre com esse rosto de Amor e conforto, Dona Zulmira, que além de amiga da minha falecida mãe carregou-me no colo, é conhecida como a Mãe Zulmira de muitos viamonenses e pessoas de outras paragens. É certamente a mais antiga benzedeira viva e ainda ativa aqui na Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Sua energia e seu amor incondicional auxiliou (e auxilia!) milhares de mães e crianças. E adultos. A saúde e o peso dos anos já não lhe permite que “ao amanhecer do sol, quando abri a janela, a Dona Zulmira estava sentada num cupim ali na frente da casa. Eu perguntei para ela se alguém a tinha chamado e informado da doença de nossa filha. Ela disse que não, mas que tinha acordado de madrugada muito angustiada e sonhando com a criança”. Esse singelo relato de uma das pessoas que estão em sua vida. Daí tantos “filhos” que ela tem. Jamais pediu algo em retribuição para si ou para outra pessoa. Pessoa carente e já relatada por mim com outras de sua nobre estirpe como “as lavadeiras do Arroio Mendanha” onde cresci e brinquei até sair da cidade para continuar os estudos e retornar. Jamais as dificuldades pessoais impediram que realizasse a sua missão de amor e de fé. Ela continua em muitos lares, como o nosso, e tem a gratidão e o amor de todos que cruzaram a sua existência. A minha querida comadre Dra. Varlete Caetano conseguiu arrancar do governo o seu direito à aposentadoria. O caro viamonense Antoninho Ávila reformou-lhe a casa. E assim é amparada pelas pessoas que ama e por seus filhos naturais, como a querida Maria Luiza. Gotas de orvalho na flor que é para compensar o amor que ela nos dedica.
Outro livro seria necessário para iniciar os relatos de pessoas agradecidas à Dona e Mãe Zulmira Andrade!