Rabos! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 12 Abril 2016

2016 – 04 – 12 Abril – Rabos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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A situação está dum jeito que urubu voa de costas e até as aranhas do Raulzito Seixas se atracam nas manifestações. Insano! Tem criatura que está como cachorro correndo atrás do rabo. E a turma do bem que procura a inteligência e o bom senso depois do arco-íris embandeirado quer o bom humor do cronista. E nada melhor do que os causos do dia a dia, entre uma conta e outra para pagar é o amor que surge numa praia gaúcha. Beleza!

 

 

Rabos! Para todos os tipos e gostos… ou desgostos.

 

Há quem diga que amigo é como o osso da costela – torna a carne ou a vida mais saborosa. E quando distantes, sentimos a sua falta. Mas pertos e frequentes demais há o risco de overdose e celebrando a esperteza popular que ensina que muitos macacos no mesmo galho – quebra o pau! Em todos os sentidos. – Edinho! E aí cara tudo magiclick (N.do C. – analogia com antigo aparelho de acender fogo em que a propaganda mostrava ser imune às falhas; tudo legal). E a moto? – num abraço amigo. Continuou: – Temos que botar as contas em dia e fazer meu check-up, mas agora véio to amando um rabo de saia que conheci no Quintão. Cara sempre fui ligado em cerveja e mulher. Cerveja é quase mulher engarrafada. Nunca dei muita sorte com casórios, tô sempre em standby e no mais a fila anda, sabe né. E pros dois lados. E quando vi o material de biquíni cavadão com uma mega tatuagem de colibri no corcovado… tropecei no guarda sol e cai em cima do salva vidas. E o cara me encarou com a linguinha entre os beiços. Eu fora dessa! Já é uma 4.4 em diante, mas com uma pegada de fórmula um. – continuou narrando a epopeia inicial desse ‘love’ praiano com mar chocolate e nordestão furioso..

 

Cr & Ag

 

O Diabo nunca anda sozinho, está sempre em tribo” – ensinava o velho Cabeleira. E os rabos nunca estão sozinhos. A mídia expõe diariamente a turma com o “rabo na reta e os rabos presos” na operação Lava a Jato. Como os tempos mudam. Aqui em Viamão City, a capital dos pichadores, Lava a Jato sempre foi a excelente e rápida lavagem do amigo Ganso. Quer um carro muito bem lavado – Ganso nele. Outro amigo dizia-me: – Edinho, estou num rabo de foguete. Cara to engatado do primeiro ao quinto. E invertido. (N. do C. – analogia com o Jogo do Bicho, estamos bem culturais hoje) A nega véia pediu as contas. A Lurdinha voltou pro armário e o Zé Dirceu tá internado. Já queimei meu cartão de crédito com ele, estou enfiando cheque tricolor e ele não sai do soro. Pois é Edinho. Mulher a gente substitui, mas o cachorro da gente… O Zé Dirceu tá comigo vai mais de doze anos. Apareceu uma cadela corrida, ele saltou o alambrado e bateu de frente com um buldogue do tamanho do Maguila. Se ferrou total. Ele assistia aos jogos do Inter comigo e vibrava com os golos do Colorado mais que o Alexandre relojoeiro. Ele lambia a foto do Dalessandro que coloquei na casinha dele. – os amigos vão ratear a conta do hospital sem SUS nem bolsa do cão amigo.

 

Cr & Ag

 

Outro amigo indaga-me se a terrível luta, uma batalha campal, de dois famosos esteticistas capilares (barbeiros) viamonenses em Camboriu há tempos passados era real, lenda urbana ou “pareciam, mas não eram eles”? O insaciável leitor dessa portentosa coluna já se indaga: – Onde está o rabo? Explico. Contam que um dos dois barbeiros aplicava ‘rabos de arraia’(luta marcial baiana) jogando os bonecos, digo, adversários para os lados. Inclusive imagens da época mostraram policiais militares carregados de ambulância. Dizem que nas criaturas, quando o sangue tisna o olho, assumem as feras ocultas e jamais domadas. Nada posso confirmar ou desmentir. Semelhanças são comuns. Todo mundo sabe quem é o Lula, mas nada foi com ele. Parece que é, mas não é. Entenderam? Não? Nem eu! Via das dívidas guardo um “rabinho de coelho” que sempre deu sorte (não para o coelho).

amor-reflexo

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