Você é o Responsável? Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 02 Agosto 2016

 

2016 – 08 – 02 Agosto – Você é o Responsável – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

Você é o Responsável?

I

sso é uma pergunta. Não é uma afirmação e jamais uma acusação. Esse alerta inicial é para você respirar profundamente, oxigenar seu cérebro e aliviar sua alma e assim evitar que alguém saia em desabalada carreira porta a fora berrando aos quatro ventos que você é o responsável pela criminalidade crescente e desenfreada do Brasil olímpico. Com frequência jornalistas nos acusam de sermos os responsáveis pelas criaturas enveredarem pelo caminho da criminalidade. Alegam que as “pessoas que morrem” são responsáveis por suas mortes, pois ou reagiram, enervaram o bandido ou não satisfizeram completamente suas “necessidades”. Outra deles – a mulher é culpada de ser violentada pois atentou contra os instintos do criminoso ou no ‘politicamente correto’ – “uma vítima da sociedade”. Defender-se é crime para essas criaturas. Acusar, mesmo indiretamente, um assassino, estuprador ou ladrão é crime grave. Prender bandido é delito perverso. Ajudem-me a identificar mais dessa gente que defende os ‘direitos humanos’ dos criminosos, mas jamais tem a mesma vontade e o mesmo empenho em solidarizar-se com as vítimas reais ou os humanos direitos.

Crônicas & Agudas

Um delegado de polícia dizia na tevê que “a polícia prende e logo prende de novo e de novo…”. A mídia mostra um “semiaberto” que mais aberto é impossível para continuarem sua profissão criminosa. A Brigada Militar empenha-se em seu trabalho numa roda-viva sem fim. Alguns jornalistas mostram a ficha criminal de criaturas assim como um rolo de papel higiênico – comprida e suja. No entanto, outros jornalistas solidarizam-se com a bandidagem e não aceitam as suas detenções em “cadeias desumanas”. Entrevistados e entendidos preconizam “mais escolas”. Certamente não temos as melhores escolas, mas os professores, principalmente os que estão na frente de combate das salas de aula, relatam filmes tétricos da indisciplina dos alunos “de menor” e a impunidade. Precisamos de soluções ontem ou somente nas próximas gerações? Outros formadores de opinião exigem “afastamento e punição exemplar” para a autoridade que usa a força da lei contra a lei da força. A mídia sempre mostrará uma mãe chorosa lamentando a prisão de seu “garoto trabalhador, bom filho, bom amigo, membro da comunidade” e outras vantagens que um coração de mãe enxerga ou fantasia.

Cr & Ag

As prisões brasileiras não recuperam, são universidades do crime”, apregoam. Você acredita em recuperação para essa criminalidade que avança, estupra e mata? Ou grande parte dessa espécie nunca se iluminará nessa existência? Isso independe de idade, sexo, cor ou ideologia? As prisões ideais seriam modelos cubanos, coreanos do Norte e soviéticas? Ou canadenses e suecas? A pena de morte é tema que reverbera em qualquer roda de pessoas. Por que? As pessoas que sofrem e são boiada para o abate criminoso não enxergam um horizonte a não ser extirpar o câncer social, controlar essa infecção crescente e descontrolada? Perguntas? Há quem queira “leis mais rígidas”, outros dizem termos leis suficiente, mas faltam executores dessas leis preservando primeiro a sociedade decente, honesta e acuada. Alguns, por oligopsiquia ou safadeza, coloca toda a responsabilidade no “estado”. “Estado” – um ser genérico, amorfo, indistinguível e inimputável, logo exime-se atrás ou sob um manto impenetrável.

Pergunte-se – “quem é o responsável? ” Assumir a responsabilidade direta, indireta ou negligente? Muitos de nós já foram vítimas e não basta virar o rosto ou esperar que o Criador resolva aquilo que é a nossa responsabilidade. Identifique a doença e os vetores, aqueles que favorecem e propagam a enfermidade e a impunidade. Não se iluda e saiba que as grades que o cercam, alarmes, câmeras de segurança não o protegerão da impunidade dos criminosos. Lembre-se que os amigos dos criminosos exigem que você não se defenda, jamais reaja e vá para o abatedouro que virou o Brasil, com mais mortes e vítimas que muitos países em guerra.

 

Deixe um comentário