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"Os médicos e enfermeiras me trataram como se sempre tivessem cuidado de negros sem discriminação. Isso me reafirmou a crença de que a educação é inimiga do preconceito." Nelson Mandela |
Crônicas. Contos. Literatura. Jornalismo. Imagens e datas significativas.
23 ago 2016 Deixe um comentário
em Medicina para Todos, MEMÓRIA
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"Os médicos e enfermeiras me trataram como se sempre tivessem cuidado de negros sem discriminação. Isso me reafirmou a crença de que a educação é inimiga do preconceito." Nelson Mandela |
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Penal | Publicação em 23.08.16
O médico Francisco Kertsz, já falecido, condenado por homicídio culposo, foi considerado inocente depois de 76 anos, pelo 2º Grupo Criminal do TJRS. O julgado concluiu que o acusado – denunciado por imperícia – foi vítima de erro judicial.
A decisão – por maioria – baseou-se no artigo 621, inciso I, do Código de Processo Penal, que permite a revisão criminal. Esta foi concedida sob o fundamento de que “a sentença de condenação contrariou as evidências do processo”.
Condenado em Palmeira das Missões (RS), em agosto de 1940, a dois meses de prisão por imperícia médica, o homem nem chegou a cumprir a pena: deu um tiro na própria cabeça, momentos antes de ser levado, de sua residência, à Casa de Correção de Porto Alegre pelo delegado de polícia local.
Segundo o pedido de revisão apresentado por Jorge Kertsz (83 de idade atual) – que é filho do cirurgião – “o suicídio foi causado pela dor da injustiça, ante a decisão que o condenou pela morte de uma menina de nove anos, ocorrida cinco dias após ser ela submetida a uma cirurgia de apendicite”.
O perito judicial exumou o cadáver na época e concluiu que a morte foi causada por uma lesão causada pela cirurgia, na bexiga da menina. A tese da revisão criminal foi a de que a perícia e a sentença condenatória não consideraram os relatos de que a criança, 15 dias antes da cirurgia, havia sofrido coice de um cavalo, o que explicaria a grave lesão e sua morte alguns dias depois.
A revisão criminal foi ajuizada pelo filho, na intenção de provar a inocência e reabilitar a honra do pai. No julgado, a maioria do colegiado julgador avaliou que “os relatos testemunhais são pouco esclarecedores sobre eventual imperícia do acusado, mas demonstram a existência de inimizade entre um indivíduo, que nutria estreita relação com os pais da ofendida e que teria incentivado o deslinde do processo penal, e o réu”.
O colegiado também considerou o fato de que “o acusado era judeu estrangeiro, em meio à 2ª Guerra Mundial, o que deve ser considerado”.
A peça assinada pelo advogado Rubens Ardenghi, foi baseada em dois laudos periciais. (Proc. nº 70063743223).
Decisão condenatória contrária à evidência dos autos. / Princípio do Estado de Inocência que deve prestar amparo ao acusado. Fato da acusação que não estava comprovado. / Manifestação oral do procurador de justiça pela procedência da revisão criminal
20 ago 2016 Deixe um comentário
19 ago 2016 Deixe um comentário
17 ago 2016 Deixe um comentário
“Compreensão dos mecanismos da técnica de natação é essencial para identificar lesões nos ombros
Compreender os mecanismos da técnica de natação, em combinação com as propriedades dinâmicas e estáticas complexas do ombro, é essencial para a compreensão e identificação do ombro doloroso do nadador.
Isto segundo os autores de um novo artigo de análise, que acabou de ser publicado no Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons, que debate a questão do ombro doloroso no nadador de competição.
A dor no ombro representa o sintoma ortopédico mais comum nos nadadores, afetando 40 a 91% desses atletas. Os autores destacam o fato de muitas causas da dor no ombro no nadador de competição serem referidas como ombro de nadador, incluindo síndrome do pinçamento subacromial, hiperlaxidez, discinesia escapular, déficit de rotação interna glenoumeral (glenohumeral internal rotation deficit, GIRD), danos no labro e neuropatia supraescapular. Eles dizem que os médicos devem evitar usar o termo “ombro de nadador” porque este termo não específico na verdade inclui várias lesões.
Os autores acrescentam que, ao estarem cientes das particularidades dessas lesões diferentes, os médicos podem garantir um diagnóstico e um plano de tratamento adequados para ajudar o nadador a regressar à competição.”
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