2016 – 09 – 27 setembro – O poder do padrão – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
O Poder do Padrão! – Ecos da alma.
Seremos prisioneiros de nossos padrões de comportamento, de nossos padrões de vida, súditos ou reféns de nossos paradigmas? Mesmo querendo e fazendo esforços, conseguiremos mudar algo que nos incomoda, que nos desgosta ou que nos aflige? Há várias correntes que analisam nossos padrões pelo “padrão” psicológico ou psiquiátrico. Outros analisam pelos modelos espirituais. Há correntes e fluxos para todos os gostos e desgostos. “Somos aquilo que somos! ” – dizia um entrevistado. “Quero fazer diferente, não quero fazer mais assim, mas não consigo! ” – queixa-se alguém. “Eu tenho livre arbítrio e eu decido o meu caminho! ” – afirma outro com convicção. “Deus tem um livro da vida de cada um e lá está tudo escrito, para o bem e para o mal! ” – retrucou entre um gole de cerveja e um naco sanguinolento de churrasco. Você se encaixa em alguma dessas correntes? Tanto faz? A verdade é que somos e executamos padrões de comportamento que nos tornam engrenagens de uma máquina e muitas vezes sair do modelo significa destruir aquela máquina ou construir uma nova. Ou ficar num limbo. Grande parcela da humanidade que acredita na reencarnação atribui a essa ida e vinda do espírito habitando tantos corpos e em tantas existências como uma maneira de mudar, romper estilos destrutivos e firmar modelos mais iluminados e superiores.
Crônicas & Agudas
Veja-se em coisas simples do seu dia a dia. Como acordar depois de dormir do mesmo modo e do mesmo lado da cama. Movimentos repetidos que faz e ao ir ao banheiro, fazer a sua higiene – escovar dentes, lavar-se, urinar e evacuar, o banho de chuveiro, tipo de xampu e creme dental, seu método de pegar e usar o papel higiênico. O desjejum obedece a um modelo e um ritmo que se repete. Observe como as pessoas e você sentam à mesa, uso dos talheres, do guardanapo. Ops! Você arrota e ronca como um leão? Ir para escola ou para o trabalho. Sinta como se repetem cada etapa. Confira como desde coisas singelas até as mais íntimas – tudo está dentro de um modelo, de um protótipo – o seu padrão. Mecanismos conscientes e inconscientes sempre ativados para nos manter dentro de um padrão com o mínimo de variações. Nosso corpo reage sempre assim, buscando uma homeostase, um equilíbrio que o mantenha vivo e saudável.
Cr & Ag
Em dietas, com muito esforço perdemos alguns quilos, depois estacionamos ou retornamos ao peso original. Ao emagrecer estamos rompendo ou dando elasticidade a um padrão que nosso corpo entende como ‘seu equilíbrio’. Quando perde peso, uma luzinha amarela acende com o ‘medo de adoecer’ ou pior ‘medo de morrer’. Aciona (o corpo) seus gatilhos para que a comida armazenada (como os pneus de gordura) fique disponível e se rebela – ‘não quero adoecer, enfraquecer e morrer’. Assim é que a pessoa precisa persistir para que o corpo entenda que ‘viverá melhor com menos peso’ até revoltar-se novamente. Muito do efeito sanfona está nessa visão e piorada pela decisão elástica da mente e do espírito daquele corpo.
Cr & Ag
Jamais aceitamos facilmente que estamos errados em alguma coisa. “Eu não, eu mudo quando estou errado! ” – estufa o peito com autoridade. É falso. A imensa maioria que precisa mudar até de opinião, precisa de esforço. Muito! Esforço para movimentar-se para outra posição ou outro polo. Isso gera desconforto e até dor. A dor de estar errado e aceitar o seu erro é difícil de encarar pessoal e publicamente sem buscar uma explicação, geralmente externa. Persistir no erro com convicção férrea é humano. Primitivo e até estúpido, mas ainda humano. A negação é a manifestação da mente e da alma refratária à evolução. Eis porque em tantas condições em que a verdade, a realidade e todas as evidências mostram a realidade, o ser humano tem enormes e severas ‘dúvidas’ ou nega-se a aceitar e mudar seu padrão e romper seus paradigmas.