2017 – 01 – 31 Janeiro – A Honra no Vaso Sanitário – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
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A Honra no Vaso Sanitário!
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m casal fazendo seu check-in no balcão do aeroporto, na atribulação a senhora esquece sua carteira com documentos e alguma quantia em euros para sua viagem à Espanha. O casal seguinte, uma funcionária pública e um médico (sic) embarcariam para dez dias de turismo em Paris, França. Essa mulher-funcionária pública apercebe-se da carteira esquecida. O que a dignidade exige – chamar a dona da carteira, entregá-la ao atendente, ao serviço de achados e perdidos ou às autoridades. Não fez nada disso. Criminosamente adonou-se e escondeu-a. Logo na área de embarque foi ao sanitário onde abocanhou o dinheiro e descartou os documentos no vaso sanitário. E leve e solta saiu na tranquilidade dos criminosos não identificados.
A senhora que perdera a sua carteira buscou as autoridades do aeroporto que pelas câmeras de segurança identificaram a ladra. O perfil desse criminoso é de pegar o dinheiro e abandonar os documentos da vítima. A ladra viajante para Paris possuída de ódio mortal contra a outra mulher ou aquilo que ela significa, assassinou-a e enterrou-a na cova com estrume e urina do vaso sanitário com o restava de sua dignidade. É uma leitura possível da sua obra criminosa. Como é rotina e praxe nacional, alegou inocência. Diante do vídeo revelador de seu crime, confessou. Como também é praxe nacional, o delegado de polícia ou a autoridade lhe aplicou uma simplória e ridícula fiança e novamente está flanando leve e solta apta para novos crimes, inclusive na função pública. Ladrão é ladrão – 24 horas do dia.
Crônicas & Agudas
Um ‘informador’ (talvez jornalista lúdico) disse que o delegado ou a autoridade complacente executou a lei. Que lei? A famosa ou famigerada ‘letra fria da lei’? Sendo essa, talvez esteja morta e fedendo nas narinas (vaso sanitário?) e nos sentimentos de quem é honesto. É a lei que ele interpreta e professa – da sua cabeça e vontade. Ah não? Não fosse assim não haveriam tribunais, debates entre acusação e defesa, várias instâncias judiciais e ao chegar ao maior colegiado, “o Supremo do Brasil”, todos votariam com igual e irretocável entendimento. Ou talvez essa mulher funcionária pública e ladra esteja no percentual dos que “não oferecem risco à sociedade”, logo leve e solta. Voando como gavião faminto. Regozijando-se na impunidade. A mídia não informa se o acompanhante é marido ou genérico. E que o acompanhante não ingresse no rol, que também é praxe nacional, do “não sei, não vi nada” ou alegar perseguição.
Cr & Ag
Crise ou estado de imoralidade? Indicam que ex-presidente alegou que “achado não é roubado” quando uma quantidade de dinheiro foi encontrada e devolvida por um humilde e honesto trabalhador. Há criaturas que se acham acima do bem e do mal, impolutos. Semideuses – “sempre foi assim”. Como se o Cabral que está na cadeia carioca fosse o mesmo que aportou no Brasil. E a gente honesta, digna, honrada e que faz do serviço um trabalho respeitável e da vida a busca da retidão? Não se espantem se logo um causídico bradar em sua defesa que estava ‘fora da sua melhor razão pelas dificuldades do funcionalismo público’ e se tiver algum viés político logo surgirão “movimentos sociais” em sua defesa e lincharão os policiais eficientes do aeroporto por “abuso de autoridade” – é a verborreia purulenta do gênero.
Cr & Ag
O Vaso Sanitário deveria ser uma bandeira dessa espécie. Um estandarte gigantesco tremulando leve e solto na desfaçatez, canalhice e ausência de honra que grassa no Brasil. Apequena os cérebros de muitos numa infecção que se espraia, mas felizmente vemos flashes libertadores como na Lava Jato, por exemplo. Informa-se que a ladra presa e logo liberada é reincidente. Mesmo leve e solta (entenda a repetição!) não se regenerou. E isso que não passou nem perto das “faculdades do crime”. E nem vai. Alguns meses no Presídio Feminino Madre Peletier fariam bem a ela e à sociedade? “Pobre é ladrão, rico é cleptomaníaco”! Um ditado gaúcho diz que “cão comedor de ovelha, só para depois de morto”. Vaso Sanitário!