O raio não cai no mesmo lugar duas vezes! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 18 abril 2017.

 

2017 – 04 – 18 abril – O raio não cai no mesmo lugar duas vezes – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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“O raio não cai no mesmo lugar duas vezes”!

U

ma das nossas habilidades é dizer e repetir à exaustão alguma frase ou até mesmo qualquer bobagem e “acreditar” naquilo que dizemos. Observe! É da natureza humana a necessidade de acreditar, principalmente naquilo envolto na névoa da ignorância ou da idolatria. Eis que há sempre alguém que associará o nome de Deus ou de alguma santidade para revestir e blindar a sua expressão ou a sua frase. Aqui a situação se complica, pois a incredulidade supostamente despertará a fúria divina e a via do inferno estará pavimentada para a criatura crédula ou subnutrida da racionalidade. Outra forma de afirmar e fazer com que o crédulo ‘se convença’ é o poder do grupo ou o espírito de boiada. A juventude é um campo fértil e adubado pela estupidez refratária e desculpável. A absolvição terá a certeza de que “quando jovem se faz e se acredita nessas bobagens”.

Crônicas & Agudas!

“Deus não joga, mas fiscaliza”! – repetem os amantes do esporte bretão. Um jogador forrado de razão exterioriza a certeza de que “mais adiante Deus vai corrigir isso aí…” Essas três derradeiras palavras externam a sua fé ou a sua simploriedade, ao que outro ataca: – Com tanta coisa para se preocupar, com tanta criancinha para salvar e curar Deus vai perder tempo com um jogo de futebol. Outro vai no atalho: – Se mandinga, saravá, batuque, reza e promessa braba desse resultado, o campeonato baiano terminava em empate. Nas trovoadas dizem que “São Pedro está jogando bocha” e que o raio “é um mandado” divino ou do chifrudo de pés de bode. O raio ainda pode ser Thor, que não o filho do Eike Batista e semideus do sucesso petista, esmagando a sua bigorna, moldando o aço para as batalhas no Valhala.

Cr & Ag

De analogia em analogia, semelhança em pseudo-semelhança vamos engatinhando nos refrãos que nos soam como verdades. Também é do espírito brasileiro buscar “um salvador da pátria”. Sem golpe! Precisamos de algum espantalho que afaste as pragas e os predadores da nossa lavoura, nossa amada lavourinha chamada Brasil. Ou Rio Grande do Sul! Ou Viamão City! Pensaste em estupidez? Ou falta de melhor educação? Ambos? “Devagar se vai ao longe”, dizia um atolado na faxina com os urubus dando rasantes a sua volta. Coisas do Brasil em que os partidos comunistas são democráticos e “lei é o malido da lainha”. Medonha como “briga de foice no escuro”. “Na época do Lula não tinha essa crise toda, a culpa é do golpe”! Escutou essa?

Cr & Ag

Tudo que está aí para cegos enxergarem, surdos escutarem e mudos falarem aconteceu num raio que caiu ou pelo “gorpe deles”? Ou as consequências do maior esquema criminoso de ladroagem rapinado em qualquer país civilizado (ou que esgravate para ser!) escancarou as comportas da crise e das dezenas de milhões de desempregados? Sem amores ao Sartori et all, mas os salários não são pagos por absoluta má vontade do Governador? Se o “homem mais honesto que Cristo” fosse uma real e inabalável verdade, também não seria o maior incompetente (ou imbecil?) da história, com tudo que aconteceu a sua volta e várias vezes provado e comprovado e nada (Nada!) sabia? Sendo que ao mesmo se atribui uma inteligência superior.

Repetir e repetir o erro. Votar e novamente votar. Eleger e reeleger as mesmas biscas e às pencas em todas as esferas da vida pública. Ou as criaturas que tanto condenamos estão em seus cargos por um raio que caiu no mesmo parlamento e no mesmo palácio? Errar e aprender é da nossa alçada e até necessidade. Viciar-se no erro é doentio do corpo e da alma, quando pessoal destrói um lar e uma família e quando coletivo arrasa um país e sacrifica gerações.

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