A Fertilidade do Motoqueiro! – Crônicas & Agudas da 1a. Capital Equipe.
18 set 2017 Deixe um comentário
“ Saibam todos que lerem essas crônicas que existiu uma espécie fantástica de homens que pilotavam máquinas maravilhosas chamadas de Motocicletas, que rasgavam este planeta como cometas rasgando o manto negro do Céu!” (Crônicas & Agudas da Primeira Capital Equipe)
A Fertilidade do Motoqueiro!
– Pô meu, nunca neguei fogo. Sou que nem a minha CG Titan, bateu pedal pega logo. Nunca fiquei na mão e nunca deixei ninguém na pior…
O assunto estava nesse caminho. O grupo de motoqueiros e alguns motociclistas tratavam do assunto preferido: mulher-cerveja-mulher-moto-mulher… E sempre o tema caminha pela potência, das motos e… dos pilotos. Principalmente de alguns pilotos. Com orgulho exacerbado tendem a exaltar as suas proezas na moto e na cama ou até usando a moto como leito de amor. Apesar de ser meio complicado achar a posição adequada e atingir o objetivo sobre uma moto. Há um medo de que a ponta do guidão ou algum manete possa produzir um acidente inesperado em algum orifício somente de saída ou escrotal.
Temos um companheiro que quase foi empalado pelo mastro da bandeira do motoclube. Mas como andar de moto já é um risco, esse risco sexual é menor. Contam que um estradeiro quase morreu estuprado pelo guidão numa dessas relações – a mototransa. Mas como potência sem fertilidade é incompleto, as histórias tristes de motoqueiros que tiveram os testículos esmagados contra o tanque de motos sempre provocam arrepios, náuseas e aquela terrível sensação do escroto sungar ao ponto de quase sumir. A turma da moto é muito solidária. Como os elos da corrente, mais ainda se tratando de relação. Nosso pinhão na tua coroa e coisas assim…
Pela posição de pilotagem de uma motocicleta, imagine-se caso não seja um piloto, os genitais ficam espremidos dentro de calças e das cuecas. Comprimidos contra o banco a cavaleiro entre as pernas e contra o tanque em vários modelos de motocicletas, principalmente nas esportivas. Estudos demonstram que os testículos que sofrem muito aquecimento diminuem a produção de espermatozóides. O excesso de calor nos genitais diminui a fertilidade dos homens. Feliz o inventor da bombacha e da bermuda bem larga – bermuda de gringo ou de skatista.
Está em estudo o efeito do traumatismo de repetição sobre os genitais masculinos. A posição somada à trepidação das péssimas estradas e ruas é como se o escroto, o pênis e a próstata sofressem vários socos e chutes. De pequenos golpes até um direto do Maguila. Haja resistência! E eles ali estão submetidos a todo tipo de estresse. Imaginem, então, o pessoal que faz rali, trilha e outras peripécias motoqueiras.
Tudo aquilo que a motocicleta traz de vantagem para a mulher-piloto ou copiloto parece agredir o macho. E tem que ser macho. “Mas é na adversidade que o pequeno se agiganta”, – dizia um célebre amante latino. O motociclista jamais admitirá que algo possa interferir na sua macheza.
As três primeiras letras de A Moto também são as três primeiras de AMOr, o desejo e a paixão sobrepujam qualquer possível desvantagem. As associações estaduais de motociclistas usam a sigla AMO. Daí AMO-RS, AMO-RJ, AMO-BA e vamos rodando por aí. Alguns heróicos e ardentes amantes motociclistas estão propondo um modelito de air-bag testicular ou um protetor de ovos na boa língua do velho Camões.
Lurdinha Boca de Ouro! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 Setembro 2017.
15 set 2017 Deixe um comentário
Lurdinha Boca de Ouro! – Uma crônica gaúcha cento por cento.
“Vida infernal”, balbuciava o albino. “Diabos carreguem e não tragam de volta essa mulher maldita. Maldita! Maaaldiiita!” Socava a velha mesa do ambiente enfumaçado. Uma calota de caminhão balançando pendurada por um arame de aço fazia um som de sino ao ser açoitado pela brisa morna contra uma placa de metal. Ali num fundo amarelo esmaecido e corroído pela ferrugem ainda se liam garranchos escritos por uma mão mal alfabetizada em letras negras – Boca de Ouro. Um lupanar. Como tantos outros que se escondem num capão de eucaliptos próximo à fronteira do Brasil-Uruguai.
“Leva uma Norteña pra esse polaco”! Gritou o xiru de bombachas para um guri magricelo e cabano. “E trata de largar esse guaipeca, babão abobado da bronha”! Completou sacudindo um pano puxado sobre o ombro.
O garoto que apesar do corpo quase esquálido, escondia a idade fazendo trabalho de garçom entre fregueses que ali estavam gastando o pouco ou o quase nada colhido na dura vida da campanha em troca de agrados, carinhos e alguns momentos de sexo espalhafatoso. Mesas de madeira falquejadas intercalavam-se com mesinhas de ferro e cadeiras com propaganda de cervejas brasileiras e uruguaias. Algumas dessas cadeiras estavam retorcidas por alguma peleia danada de feia onde estatelaram lombos e crânios humanos. Do palanque da porteira até o casebre um fio estendido agitava lâmpadas coloridas marcando uma linha como um brete iluminado conduzindo os touros sedentos de sexo. Um mulato rengo servia de leão de chácara no portal da perdição. Com uma adaga prateada adornando a guaiaca que entrevia um Smith-Wesson também prateado. Os olhos do mulato relampejavam na noite escura. Quando diminuía a brisa, ele empurrava a calota com o cotovelo direito.
“Cof, cof, cof, cof”, tossiu o albino. Um filete de sangue, como se brotasse de uma vertente escarlate, aumentou o fluxo entre os cabelos absolutamente brancos. “Não quero essa ceva velho fresco”! Berrou para o xiru embombachado. “Me traz uma branquinha”. Momentos a voz enrolava e denotava embriaguês. Outros momentos, a voz fluía com rompante e estrépito como um capitão de cavalaria. “Onde foi essa mulher? Se ela não vier, eu vou trazê-la pelas crinas essa puta rampeira”.
Um grande espelho adornado por uma lâmpada vermelha marcava a entrada do corredor de quartos onde até os surdos podiam escutar relinchos de baguais que varreram os traços de humanidade em pardieiros devassos e impregnados do odor acre do sexo repetido e banhado pelo suor de corpos ardentes e insaciáveis. Agora se exalava um cheiro de morte. Um homem branco e grande, diferente naquele cenário, teimava, insistia em desafiar as regras do bordel. As mulheres saltam dos colos famintos, como serpentes abandonando suas presas. Afastam-se todos da mesa do albino. Silêncio. Alguém desliga a vitrola. Olham-se. Estátuas disformes na névoa densa e mortal. A dona do bordel entra na sala. Um rebenque com fiel de prata! Um mango de prata chilena pendia em seu pulso esquerdo. Ela! A dama das meretrizes – Lurdinha. Numa terra de desdentados precoces, sua boca escancarada em gargalhada felina expunha duas fileiras de dentes de ouro. O poder da sua luxúria permitiu a riqueza do sorriso. Uma vencedora entre perdedoras?
“Polaco de merda, já te abri a cabeça com o fiel do meu mango” – bradou com os dentes cerrados. “Tu não é homem pra mim. Acho que tu não é homem pras minhas gurias. Já te mandei embora pro teu rancho. Aqui mando eu. Eu! Os teus pilas aqui não valem nada. Aqui macho é macho sem desrespeitar as fêmeas. Cala a boca! Fecha a latrina! Se não…” – gritava Lurdinha num crescendo de fúria.
“Se não o que tu va…” – não conseguiu terminar a frase o insistente albino.
Uma navalha Solingen, saída de algum lugar mágico do corpo de Lurdinha, qual um corisco alumiando a penumbra, abriu uma estrada entre a venta e a orelha do homem. Borbotões de sangue engasgaram o miserável. A platéia saiu do transe e foi socorrer a criatura que se esvaia rapidamente. Mais branco parecia ser impossível, mas a palidez da morte aderiu a sua tez.
“Touro em campo alheio é vaca” – bravateou Lurdinha, retirando-se da cena enquanto limpava a navalha em sua saia de seda escarlate.
2017 – 09 – 05 Setembro – Lurdinha Boca de Ouro – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br
Dia do Médico Nutrólogo–15 Setembro!
15 set 2017 Deixe um comentário
Uma Especialidade crucial nos melhores resultados e complementar a todas as demais Especialidades médicas em que ainda, talvez a maioria das pessoas e até Colegas médicos, desconhecem sua realidade e vitalidade.
