À ponta de faca! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 28 Novembro 2017.

 

À ponta de faca!

 

A expressão também pode ser vertida como “à ponta de adaga como uma das formas da sabedoria popular nos ensinar algo. Desdobremos em outra: “na marra”! Quer outra ainda que se arrasta pelo leito pegajoso para uns e natural para outros: “está no meu direito”! Há também nos Livros Sagrados os ensinamentos sobre não abusar das exigências de quem tem o poder ou está “com a faca e o queijo nas mãos” (o rei). No entanto, tantas vezes alguém confronta ou atropela quem tem o poder de decisão querendo para si algo que até pode ser justo, mas não é razoável da forma como é requerido. Jamais alguém gostará de ceder a alguma pretensão de outrem “com a faca no pescoço”. Em certas circunstâncias até se verá coagido ou obrigado a atender aquela exigência, mas a dano estará gravado no sangue vertido, mesmo que virtualmente.

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Creio que em Neemias, na Bíblia, estão assim esses ensinamentos. Leia ou consulte com seu mentor espiritual ou religioso. “Comer pela beirada” faz parte desse processo de convencimento e conquista. Até nos relacionamentos. “Tu tens que gostar de mim e vir pra mim porque eu sou o tal e tu precisa de mim e daquilo que posso te oferecer” – ruim começar um relacionamento assim. “Tu vais fazer sexo comigo, pois é meu direito e a tua obrigação”! – Donde ser primitivo? O processo de convencimento e de conquista deve ser gradual e que pontes sejam estabelecidas e reafirmadas a todo tempo e permanentemente. Na atividade profissional não é muito diferente. A criatura pode ser um ótimo funcionário, correto, ativo, disponível e eficiente e agora no final de ano precisa de um aumento de salário. Imagine-o atropelando seu diretor ou seu chefe ou o dono da empresa. Caso ele seja excepcional, vai conseguir algo pela conjuntura de final de ano, mas logo passado esse período o pontaço de adaga vai resultar na sua demissão.

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A conjuntura deixada no país por Lula e Dilma e continuada por Temer e a escória escolhida a voto ou não é avivada pelos sindicatos e a manutenção da “luta de classes” e o estímulo à desgraça. “O patrão é rico e tem que me pagar”! Esse tem “que me pagar” pode embutir tudo que ele amealhou sendo sangrado continuamente pelos maiores impostos do planeta e a maior corrupção já identificada no mundo ocidental e que aquele ex-presidente “não sabia de nada”. Isso serve para setores ou segmentos do funcionalismo público que acreditam que o patrão é o prefeito ou o governador de plantão e jamais quem realmente paga a conta ao custo de seus impostos e da extorsão feroz que os cidadãos normais sofrem – da multa de trânsito ao imposto na comida e no remédio.

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Muitos acreditam e outros querem iludir o cidadão para que abracem a sua causa. No entanto a qualidade dos seus serviços, como segmento da sociedade e jamais individualmente, é deplorável e os resultados são serviços de má ou péssima qualidade que não melhoram na razão do aumento de seus ganhos. Eles não sabem, não entendem ou querem negar que nenhum governante é dono do dinheiro do povo e o dinheiro do povo deve ser retribuído em serviços de boa qualidade e anualmente melhorando – acontece o contrário infelizmente! Se você está em disputa por emprego ou de se manter no seu emprego, pense como sendo o dono do negócio. Pense como aquele profissional liberal que se não tiver clientes, afundará e não colocará a comida na mesa de sua família e depende da sua capacidade de gerar resultados satisfatórios ou necessários ao seu chefe e cliente. Reflitamos onde estamos ou nos mais de 15 milhões de desempregados do Brasil!

2017 – 11 – 28 Novembro – À ponta de faca – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

P8 - Galo-Gato - 2016

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