O que eu fiz e o que eu deixei de fazer! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 Dezembro 2017.

 

O que eu fiz e o que eu deixei de fazer!

 

Para muitas criaturas, talvez para a maioria, o final de ano se encarrega de esgotar as energias restantes nas baterias dos nossos corpos. Ansiamos por aliviar as cargas de um ano sofrido por salários atrasados, defasados e ausentes. Almejamos um período de festas natalinas de mais calor humano, alívio na desgraça da insegurança diuturna e esperamos que o 2018, que se avizinha, que se abre no horizonte, seja um período de mais graça e harmonia. Criminosos sejam trancafiados nas masmorras e cidadãos com liberdade de trabalhar e aproveitar as luzes do seu trabalho. Aspirar uma Justiça brasileira com mais dignidade e consciente de “direitos adquiridos” e “vantagens devidas” seria quase uma miragem no deserto gilmarmendesliano que opta por aliviar criminosos, amizades suspeitas, genialidade familiar e outras nuances ausentes do modelo moro. Jamais generalizamos e sentimos juízes corretos desautorizados pelos “divinos”. Criminosos são solidários entre si, até certos limites. Eleitor é solidário com persistir em eleger a escória nem sempre mascarada, mas sempre putrefata, sendo lacaio do corrupto-ladrão.

Crônicas & Agudas

Moribundos vêm o “filme da sua vida” descortinar-se aos seus olhos. As criaturas são mais reflexivas na desgraça ou nos estertores finais de suas energias. A ampliação da consciência e o deslindar da teia que construímos a nossa volta pode ser melhor vislumbrada nas festas de final de ano? Observa-se que a sintomatologia depressiva ou as dores daquilo que perdemos, daquilo que nos foi tirado e daquilo que não realizamos serão maiores agora. Muitos persistirão escondidos atrás de máscaras de riso, nocauteados pelo álcool ou no umbral infernal das drogas. Há quem veja o ser humano como algo iluminado e maravilhoso e degenera-se por culpa do sistema, dos maus amigos e… dos outros. Outros descortinam seres cruéis, mesquinhos e predadores que se espalham virulentamente destruindo o planeta e outras criaturas. Como você se enxerga? Há salvação?

Cr & Ag

O ensinamento de “dar a outra face” foi corrompido e nos exigem complacência e submissão completa e degradante. Quando uma autoridade policial ou judiciária atenua a culpa do criminoso alegando que “ele/ela reagiu”, transfere o ônus da culpa e da responsabilidade para alguém que é vítima. Seria uma atitude vil, infame ou canalha da autoridade? Ele deveria proclamar que “qualquer vítima” deveria ter e poder usar de todos as armas para defender sua vida e a sua família e que geralmente a polícia é insuficiente, negligente ou algemada pelas falanges dos “direitos humanos” e do famigerado ECA?

Cr & Ag

Se alguém quer continuar dando outras faces possíveis que sejam a sua e de sua família, mas ninguém tem o direito de exigir o mesmo dos outros. O juiz Moro continuou, com outros colegas da mesma idoneidade e personalidade, a punir os criminosos e escancarar ao mundo a devassidão da maior organização criminosa já descoberta no mundo dito mais civilizado e não nas ditaduras bolivarianas e da ferocidade tribal africana. A dignidade não inicia no congresso ou no submundo sindicalista, ela nasce no lar de cada família, cresce e evolui pela qualidade de seus princípios. A humanidade e a medicina viam o pus como algo necessário e saudável e acreditavam que as doenças tinham como causa absoluta os pecados (?) humanos. Os micróbios e seus tratamentos e curas são muito recentes e atrasadas em relação ao tempo. Hereges aqueles que insistiam em buscar a cura ou tratar as pessoas. Golpistas! Observe como há semelhanças no aqui e no agora!

2017 – 12 – 05 Dezembro – O que eu fiz e o que eu deixei de fazer – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

www.edsonolimpio.com.br

P9 - Galo-Gato - 2016-09

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