Na Marca do Pênalti!
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muito agradável e inusitado caminhar às primeiras horas da manhã indo trabalhar e encontrar o Centro de Viamão City limpo ou sendo escoimado do lixo com o capricho por muitos trabalhadores. A limpeza tão bela quanto necessária tem uma vida curta, pois logo o povo vai-se amontoando nas calçadas, acotovelando-se nas filas de bancos e lotéricas, habitando nas paradas de ônibus ou curtindo as caminhadas de aposentados ou desgarrados em busca de uma melhor saúde física e mental. As hordas de veículos e de ônibus poluidores ainda não trouxeram a sua fuligem e vapores pestilentos. Arrisco uma respiração profunda. Um suspiro ou dois. Convém não abusar também. Após o meio-dia, ao retornar do trabalho, o pessoal da limpeza continua na sua faina incansável limpando para uma parcela de povo que se apresenta como “primitivo”. Sim! Criaturas de todos os naipes, gêneros, cores, modelos e anos de fabricação estão aí dando maus e piores exemplos. Jogam de tudo ao chão. Desde as embalagens de qualquer coisa a qualquer coisa de todas as embalagens. Como quando moças se reuniam às costas da Galeria Zavarize num fumódromo e pilhas de bitucas ou baganas para o tormento dos não adeptos dessa seita.
Crônicas & Agudas.
Viamão é um gigantesco campo de refugiados – sem ofensa! Afora escassos viventes aqui partejados e persistentes na vida local, pois muitos migraram para outras paragens, aqui buscaram refúgio, nova vida, esconderijo, dormitório, trabalho, até ordenha nas tetas públicas e outros afazeres mais na periferia da Capital de um Porto que já foi Alegre. Uns pelo casco se vê o conteúdo. Outros pela farinha se conhece o saco. Ainda pelo trote se conhece a criatura. Não se justifica maus hábitos ou má educação pessoal com os demais habitantes e sobreviventes, no máximo se explica para alguns entendedores que alegam “falta de lixeiras”. Viamão é o município que nasceu certo e com a evolução teve quase tudo para dar errado, principalmente com a enorme extensão territorial (foi o segundo do Rio Grande do Sul) e a diversidade e adversidade de sua gente. Assim como o Passo do Feijó se apartou daqui para o seu benefício, outras áreas deveriam ser livres e respirarem as suas liberdades e vontades sem estarem atreladas e presas a uma Viamão histórica e sofrida na atualidade.
Cr & Ag
Bom para a mãe e bom para os filhos, mas “interesses” impediram a liberdade e a livre decisão dos destinos das imensas populações do Quarto Distrito, por exemplo. Viamão tem mostrado uma face feia e encarquilhada. Abusiva propaganda comercial nos prédios e prédios envelhecidos, muitos com seus proprietários impedidos de melhorar e evoluir pelas normas de “cidade histórica”. Pichações! Novas e recorrentes. Alguém falou que aqui é a terra livre dos pichadores, ninho dessa escória. Como o rótulo de “cidade-dormitório” ajuda a atravancar nossa evolução? A tese do “campo de refugiados” ajuda a entender como somente um deputado foi eleito por Viamão em sua história, pois esse povo continua votando em candidatos de sua terra de origem e na sua desorganização organizada de vila. Seus representantes locais e vereadores, carregam as mesmas ideações e numa arena fatal jogam confetes e serpentinas para candidatos nômades e parasitas.
André Pacheco, foi Vice. André Pacheco é o Prefeito atual e representa ter-se preparado durante anos para o cargo. As ruas centrais, totalmente degradadas pelo asfalto abandonado, estão sendo reparadas também. Merece distinção. – Continua.
2018 – 03 – 13 – Na Marca do Pênalti – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião