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Notas da Madrugada! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Série: Moto! Paixão Eterna. Crônica 18

 

 

Notas da Madrugada!

 

 

Quando o sono não chega, talvez se atrasou flertando numa bailanta do infinito, ou não querendo desperdiçar cada segundo, cada minuto, dessa rápida e volátil existência. Aqui estou sentado na areia da praia em São Lourenço do Sul. A bela Lagoa dos Patos sempre me pareceu um imenso e ondulante lençol onde poderia acomodar-me e flutuando passar toda a eternidade. A noite está calma. Alguma ave notívaga insiste em chamar sua companheira e os grilos fazem uma serenata que trazem lembranças de amores que partiram. De sonhos desfeitos. De propostas não aceitas. De estradas sonhadas, mas nunca cruzadas. Mas que droga! Sai pra longe depressão!

 

 

Um arco de lua insiste em mostrar-se entre nuvens indiferentes que loucamente perambulam pelo céu estrelado. A brisa. Uma fresca brisa se arremete do nordeste trazendo o odor salitrado do oceano que está logo ali adiante. Respiro profundamente. Agradeço aos deuses a saúde e a felicidade de ali estar desfrutando aquele momento único. Então uma imensa alegria invade meu ser. Como se uma vibração crescente mobilizasse cada célula desse corpo, fazendo-o sentir-se vivo e agradecido. Minha amada olha-me melosamente. Ela está ali na minha frente com a areia a confortar-lhe os pés. Sua silhueta sempre me cativou. Enamorei-me de suas formas. Conquistou-me na primeira impressão. Logo que passamos a viver juntos, passei a compreendê-la e cresceu o meu amor. Conhecemos juntos os campos e as cidades, os desertos e as praias. Uma companheira inigualável. Fiel e corajosa. Dedicada e responsável. Quando estou com ela, jamais existe solidão. Ela me completa. Sinto o calor irradiado de seu corpo. Fecho os olhos e sinto uma lágrima surfar em minha face.

 

Ela é uma Nomad da Kawa, a verde Kawasaki. Poderosa. Inigualável. Morgana, chamo-a carinhosamente. Já tive outras companheiras. Fantásticas. Belas. Cada uma com a sua identidade. Cada uma com suas peculiaridades. E até suas manias. E manhas. Motocicletas são como mulheres – sensíveis e geniosas. Vem-me à mente a frase de um amigo da estrada: – Se fizessem um clone de cachorro e mulher o resultado seria a moto, sem os defeitos dos outros dois. Rimos. Há uma sensação de que o mundo, o tempo, sei lá, tudo parou nesse momento. Uma outra idéia insolente de sugerir ao novo Presidente que após o programa Fome Zero ela faça o programa Moto Zero – nenhum brasileiro sem a sua moto. Certamente seríamos uma nação mais feliz.

 

Infelizmente, os ponteiros do relógio são teimosos e implacáveis e a madrugada vai sorrateiramente fluindo por entre as figueiras que margeiam a lagoa. Mas o que seria da vida se novos e únicos momentos não se seguissem. Como um farol ao longe tingindo a escuridão e empurrando a derradeira estrela para outra jornada, o sol se faz anunciar. Será um belo dia que se avizinha. Levanto-me. Sacudo a areia das calças de couro negro. Uma troca silenciosa de palavras. Aliso com as mãos seu corpo. Sensual umidade. Coloco as luvas e o capacete. Seu motor rufa com meu coração. Lentamente, tomamos a estrada. Temos mais alguém a nos esperar – um lençol, um ninho e mais amor. Muito mais amor!

Moto - Paixão Eterna - 18 - 2017 - Ushuaia

Dia do Médico OTORRINOLARINGOLOGISTA – 3 de março

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Pealos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 27 Fevereiro 2018.

 

Pealos!

 

A

lgum iluminado cravou que o “Rio Grande é a pátria a cavalo” e talvez nenhum estado dessa falsa federação use tanto o termo “pealar” e seus derivados como o gaúcho. T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse, ensina que o “gaúcho é um ente universal como a atmosfera, sofre com alguns buracos de ozônio, mas cresce e lança seu laço em todos os horizontes”. Pealar é envolver com o laço, é laçar nas suas mais incontáveis formas e versões. E esse linguajar despojado e afetuoso traz um coração pealado para o campo da nossa vida. Os pealos da paixão são os mais fortes e duradouros, muitos se transformam no amor mais ofegante ou sublime, outros são estrelas no manto negro do firmamento e trazem a sua luz pulsante num ritmo similar à batucada do coração. Uma princesa encantada nos joga seu laço luminoso ou num tiro de boleadeiras nos envolve num aconchegante abraço e o perfume cria nome, identidade e memória.

Crônicas & Agudas

Creio que na origem do termo está a simbologia dos pés envolvidos pela corda, pelo tirante de couro ou qualquer outro. Pegar pelos pés! Pé-a-lar! Pelo desdobramento da palavra, apurando essa sinfonia, se pega pelos pés e termina num lar. Isso é real. Inclusive entre o homem e o animal. Os primeiros habitantes do pampa desconheciam o cavalo que aqui desceu dos navios espanhóis, mas conheciam e eram exímios na arte da caça e da guerra com as boleadeiras. Os potros bravios e devoradores das longas distâncias dessa terra acossada pelas intempéries e sedenta de sangue e de combates eram capturados depois de derrubados pela boleadeira dum braço charrua. O charrua levava o cavalo para um banhado e atolado na água e no barro até a paleta ali era pacificado e aceitava o homem como seu companheiro e foram os melhores cavaleiros, os mais exímios que a história recusa reconhecer. O pealo que fundiu dois seres. O charrua foi exterminado pelos espanhóis e pelos portugueses, mas o cavalo ainda sente o pealo do amor do homem.

Cr & Ag

Ansiamos, almejamos, desejamos ser pealados? Todos nós! Algum tipo de pealo nos aguarda e por ele estamos sempre à espreita. Pelo bem e pelo mal. Como sempre e como em tudo nessa vida sofrida. Feche os olhos um tempo! Pense nos pealos que a vida lhe deu. Tanto naqueles que o derrubou e achou que não iria mais se levantar, se erguer e continuar, como sendo ardentemente pealado por algo que traz uma lágrima de felicidade. Os pealos dolorosos serão caminhos que devemos evitar, que alertaremos para que outros não sigam. O coração pealado tem uma memória eterna e tanto pode se contentar com um único pealo como pode querer repetir à exaustão até encontrar o pealo definitivo. Somos seres de amor, mas também somos portadores do defeito original e muitos continuam e serão pealados pelo lado negro da força e se permitirão continuar idolatrando o ruim que ficará pior.

Cr & Ag

Um abraço! Substitua as três primeiras letras de abraço e coloque no seu lugar um “L”. Veja que surgiu, nasceu, partejou-se “Laço”. Abraçar é laçar. Abraçar é pealar com os braços. Abraçar é pealar com o coração. O abraço é um pealo que nos une, unifica, funde, verte um amálgama e ensaia uma sinfonia que irá se irradiar muito além daqueles dois seres que deveriam ser sempre de luz. Que o pealo tenha sempre a luz do amor, da humildade e da gratidão. Jamais da posse do outro ou do ódio sombrio das intenções mesquinhas e malignas. Se a crônica o pealou, de qualquer forma o abraçou? Dê continuidade sempre. Se não o pealou, faça melhor!

2018 – 02 – 27 Fevereiro – Pealos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

http://www.edsonolimpio.com.br

P16 - Palhaço

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