Coceira no Lombo! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 abril 2018.

 

Coceira no Lombo!

 

N

a minha infância, eu acompanhava meu pai Aldo nas caçadas de marrecão e nas pescarias. Gostava de observar a natureza e a vida dos animais. Era curioso como o gado se acotovelava em algum lugar do campo e, particularmente, nos prenúncios de tormentas, a boiada se comprimia paleta contra paleta e buscava algum tipo de refúgio como num capão de mato ou na revessa de uma malha de taquareiras. Sentia a apreensão nos mugidos e no olhar dos bois, das vacas e, principalmente, o abrigo que os bezerros buscavam dentro do grupo e jamais ficavam pela periferia. Também apreciava os bois e cavalos se coçarem num moirão de cerca ou contra alguma árvore. As árvores ficavam descascadas, marcadas, indicando que ali era um bom local para se coçar. Até alguma ponta de arame de alambrado, de aço, servia para algum animal se esfregar. Eles me avisavam para passar longe das aroeiras, pois poderia dar alergia. E alergia da braba! E me imaginava se seria bom coçar a alergia da aroeira em algum tronco de eucalipto, por exemplo.

Crônicas & Agudas!

Meu pai me dizia que os bugios, na época haviam em grande quantidade em Itapuã, se coçavam como os bois e os cavalos e também um coçava ao outro. Por vezes fazendo uma fila de bugios se coçando. Confirmei isso ao vivo no Zoológico e pelas imagens da TV. Tive um tio especial, gente boa uma barbaridade, daqueles de tirar a roupa do corpo para ajudar alguém, do tipo pau para toda a obra, mas tinha um problema com o comprimento dos braços. Eram meio curtos como de motorista de Kombi. E suava muito. E gostava de encostar-se num marco de porta e ali se esfregar. Coçava-se de rir de satisfação. E realmente experimentando, mesmo sem coceira, era algo bem legal. Com coceira era melhor ainda. Experimente! Muito tempo depois passaram a vender uma varinha com uma mão de plástico numa das pontas para evoluir a “coçação”.

Cr & Ag

Contam que o gaúcho observando essa sinfonia de coçar dos animais, que naquele ritual escapavam do controle, resolveu colocá-los na linha dando-lhes uns laçaços ou umas lambidas com o relho. Isso se estendeu e se propagou para aquelas criaturas que “se coçando” mereciam umas relhadas, um corretivo. Daí, creio eu, veio a “coça de laço” ou a “sumanta de laço”. Um antigo delegado de polícia de Viamão (que falta faz nesses dias de hoje!), do alto de seu cavalo de batalha, usava o rabo-de-tatu no lombo dos bandidos. O rebenque ou o rabo-de-tatu, também chamado de mango, foi uma das primeiras “armas” disciplinadoras do gaúcho. Numa coluna passada lembrei da coragem e da valentia de brigadianos contra os gaúchos que protestavam contra o Lula e sua caravana da discórdia e que a mesma disposição deveria ser para os dois lados. Isso reverberou. As imagens mostraram alguns gaúchos com um relho na mão para se defenderem. Nos idos de fevereiro de 2004, o MST invadiu o Banco do Brasil em Bagé e atacou os brigadianos que apanharam com seus próprios cassetetes e teve o capitão com o braço quebrado entre outros feridos. Isso foi capa da Zero Hora e do Correio do Povo. Há notícias de comandante da Brigada com boné do MST. Será verdade ou lenda?

Gilmar Mendes e seus súditos tem demonstrado uma enorme dissintonia com a razão e o bom senso na ética e na repulsa ao crime organizado que devastou o país. Coceira no lombo? O povo tem demonstrado verbalmente sua inconformidade e repugnância por suas decisões e “donos da verdade”. Em aeroportos e outros locais públicos eles têm sido vaiados pela sua prepotência e absolutismo. Riscos? Infelizmente são os riscos para a nossa democracia a falta de controle real sobre a criminalidade.

2018 – 04 – 03 abril – Coceira no Lombo – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

 P23 - Coringa de gravata azul

A Odontologia já foi assim! Série – 10 🔟

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

Reflexões Outonais! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 27 março 2018.

 

 

Reflexões Outonais!

V

ários amigos que nos acompanham nesse formidável espaço fizeram coro às críticas do Linguarudo e da degradante situação brasileira com o dedo do social-comunismo manipulando. As manifestações sacodem diversas cidades do Brasil, como agora aqui no “sul do meu país”. A mídia “tudo pelo social” “deles” estanca as notícias, sonega as informações daquilo que acontece a contragosto do pessoal acossado pela Justiça da Lava Jato e pelos descaminhos da omissão legalizada do “foro privilegiado”. Os contraventores e toda a sorte de bandidagem emplumada, peluda e até felpuda sonha e busca o porto seguro do supremo tribunal.

 

A Brigada na defesa de seus algozes!

 

O Soldado Valdeci deve rugir na sepultura! Refrescando a memória dos esquecidos e expondo mais essa chaga da história. Em 08 de agosto de 1990, o soldado Valdeci de Abreu Lopes, aos 27 anos de idade, foi cercado e assassinado pela degola com uma foice por um grupo de 5 a 6 membros do MST na hoje conhecida Esquina Democrática, esquina da Avenida Borges de Medeiros com rua dos Andradas, em Porto Alegre. Na época o ilustre Vereador João Dib acusou publicamente o prefeito Olívio Dutra de homiziar os assassinos na Prefeitura e favorecer a sua cinematográfica fuga. É fato – brigadianos já foram surrados pelos “sem terra” e via campesina. E a reação? Há quem alegue que são “ordens superiores” e “medo da mídia esquerdista”. A Brigada se “arripia” para interceder qualquer passeata e protesto desses mal chamados “movimentos sociais”? “Tapa na cara e cuspida no rosto”, dizem que até líquido amarelo com odor de amônia (seria urina?) já receberam nos intermináveis e repetidos protestos.

A caravana de Lula, PT e companheiros, aventurou-se continuar a campanha eleitoral no sul pelo solo gaúcho. Em Bagé receberam a primeira mostra que nem todo o gaúcho é grosso e burro. E os agricultores se organizaram em passeata pacífica com seu tratores, cavalos e famílias mostrando sua discordância  “dos mortadelas-cachaça”. Nas outras cidades onde a “caravana do ódio e da discórdia com afrontamento” esteve, o povo da cidade e principalmente o homem do campo repetiu sua repulsa ao ex-presidente já condenado. Igualmente a mais de uma centena de outros condenados pela corrupção cancerígena que dilapidou profundamente o Brasil, da economia, à dignidade e à família. Em Passo Fundo, o protesto foi de igual para maior. O direito de ir-vir de uns é superior aos dos cidadãos e contribuintes roubados pela maior máfia da história do Brasil.

As imagens viralizadas pelo WhatsApp e outros canais mostram brigadianos atacando as pessoas de bem. Parece que há brigadianos que confundiram inimigo com amigo. Ou quem assassina brigadiano e quem lhe bota a comida na mesa e roupa no corpo. Atiraram com balas de borracha. Jogaram “bombas de efeito moral” contra quem ainda luta para ter e manter a moral. O gás lacrimogênio queimando as pessoas (até mulheres?) que buscavam qualquer água para se lavar. Houve ameaça de queimar as máquinas agrícolas? Sim ou não? A mesma coragem carente no enfrentamento da guerrilha urbana e rural se fazia poderosa contra o gaúcho. Nenhum gaúcho portava foices degoladoras ou qualquer arma mortal. Salvo se bomba (que não é coquetel molotov) e cuia de chimarrão são armas mortais como aquela que matou o Soldado Valdeci. Os gaúchos “caloteiros”, segundo o ex-presidente Lula, foram impedidos de seus patrióticos protestos, ao contrário dos protestos de outros “movimentos sociais”. Há quem queira alcunhar os brigadianos de “soldados de Pilatos” também pela proximidade da Páscoa. Esse cronista que tantas vezes e em tantas crônicas elogiou a instituição Brigada Militar e seus homens se solidariza com os gaúchos aviltados, agredidos e até presos por serem democráticos no livre exercício de seus direitos contra a corrupção e o crime e sente profunda dor e protesta por essas atitudes. O bom e salutar humor de um amigo propõe uma campanha: “Óculos para os brigadianos” e curso de reciclagem: “Bandido e Mocinho – como identificar corretamente”!

2018 – 03 – 27 março – Reflexões outonais – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

P20 - PÁSSARO

Série Especial – Irmãos! Gente como a Gente. Nº 01.

 

Irmãos 1

O Feitiço! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Série: Moto! Paixão Eterna. Nº 20.

 

 

 

O FEITIÇO!

 

 

Já diz o Gaudério Velho que: — religião não se discute, cada um tem a sua e ponto. E aqui no Rio Grande também tem, como na Bahia, por exemplo, uma forte penetração de religiões e ritos afros. E como no motociclismo temos várias tribos todas confluindo para uma única deusa, a Motocicleta, o motociclista também pilota acompanhado de suas crenças.

 

 

Os Jaspions, pessoal das superesportivas ou speed, usam muito menos que os pilotos de Custon apetrechos de proteção religiosa. Confiam mais em sua habilidade de “deitar” nas curvas acima de 150 km/h e nos macacões de couro e kevlar. Já a turma das estradeiras (motos custon) carrega uma série de adereços e alguns até executam algum tipo de rito antes de subir na motocicleta ou fazer viagens.

 

 

Vêem-se motocicletas que ostentam visíveis ou escondidos em algum nicho especial, figas, pés de coelho (isso não é antiecológico?), esporões de galo, chocalhos de cascavel, dentes de tudo que é bicho e bicha, crista de galos, bicos de aves, chifres de animais (de animais!), amuletos de toda a espécie-cor-cheiro-sabor. Coisas fantásticas. Tem figura que leva uma calcinha da gata-namorada-esposa embalada com um pequeno cadeado, desses de mala de viagem. Talvez assim possa sair mais “descansado”. Colar de dentes de jacaré. Tem um outro que o pessoal estranhando a ferrugem em sua roda dianteira teve a explicação de um companheiro de viagem: — Depois de um tombo numa saída de ponte em Registro – SP, sua mãe-de-santo recomendou que urinasse na roda sempre ao sair e chegar de viagem. O importante é que nunca mais caiu. E nem parou de urinar na roda. Vida de cão essa de motociclista? E nem vamos citar a infinidade de tipos e tamanhos de cruzes e crucifixos na moto ou no corpo do vivente. Em alguns grupos, como dos Abutres, a “decoração” das motocicletas, triciclos e pilotos dizem obedecer a outros critérios ou intenções.

 

 

Alguns pilotam verdadeiras “árvores de Natal” de tanta coisa pendurada podendo até causar excesso de peso ou bagagem. Sem mencionar as tatuagens de cunho supersticioso. Alguns podem até esquecer da co-piloto, mas da proteção jamais. Numa feita em Camboriú – SC, um conhecido depois de alguns chopes e vários camarões no Chaplin, ali na avenida Atlântica, estranhou-se com alguns castelhanos (tempo em que eles estavam bem na foto e no dólar). Aplicou alguns golpes de luta oriental tipo taí-cai-e-dô, kung-a-fu ou vem-que-eu-dô, enfim escorraçou os “bonecos”. Ainda estava regozijando-se quando chegou uma velha de charuto na boca. Parecia um espantalho colorido. Rápido jogou-lhe uma baforada no rosto de disparou pragas em espanhol que ninguém entendeu. Mas devia ser coisa séria. Grave. Antes de qualquer atitude, sumiu como apareceu, como por encanto. A turma esfriou e logo se dispersou.

 

 

 E o pior aconteceu na manhã seguinte. As motos estavam algumas no pátio do hotel e outras na rua defronte. Um rebuliço agitou todos antes do café. A moto do companheiro estava com um galo degolado amarrado em seu banco. Sangue no pára-brisa de sua Yamaha Virago 535. Entre muitas outras coisas, fitas com sangue amarradas nas rodas. Queria-se limpar a moto antes que ele chegasse. Não deu tempo. O homem chegou, olhou, caminhou em torno. Um silêncio sepulcral tomou conta do local. Puxou o celular da cintura. Afastou-se e conversou alguns minutos com alguém.

 

Então falou: — Sem bronca, pessoal. Quem fez isso tá ferrado do primeiro ao quinto e invertido Tá fudido o boneco. Ele próprio lavou toda a moto e ninguém ousou tocar no assunto. O retorno pela BR 101 causava preocupação a quase todos no grupo, menos ele. Tranqüilo. O jornal da segunda-feira anunciava um acidente com castelhanos na serra perto de Lages – SC, destacando a morte de uma conhecida esotérica chamada Mercedes “La Bruja” Castillo. Ele… continua pilotando a sua moto a vários anos. Viajando. Divertindo-se. Curtindo sua vida.

 

 

Estão curiosos para saber para quem ele telefonou? Ele nos contou. Telefonou para sua mãe. Sua mãe não é nenhuma “pessoa de religião”. Somente uma mãe sem ódio ou maldade no coração. Uma mãe com muito amor. Há proteção maior que o amor contra o ódio e o sangue derramado em rituais de magia negra? Principalmente AMOR DE MÃE!

 

 

Republicada no site e no Facebook – 03 abril 2018.

Série: Moto! Paixão Eterna. No. 20

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 Moto - Paixão Eterna - 20 - 2017 - Alasca

A Odontologia já foi assim! Série – 9

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

A Odontologia já foi assim! Série – 8

Enviado do meu smartphone Sony Xperia™

Pichação! Série – 1………………………………

 

Pixo 1 - 2017

Na Marca do Pênalti! 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 20 março 2018.

 

Na Marca do Pênalti! 2

 

O

s desafios são diários, num comer para não morrer. Representa que o Prefeito André Pacheco está tentando e fazendo. Sempre será pouco para as necessidades, mas poderá ser muito diante das carências históricas assoladas por mentiras e a desolação ou o deserto de capacidades. Meu vizinho de jornal, o colunista Linguarudo, tem exercitado sua memória e exposto chagas de governos anteriores. Está correto! É necessário para um povo que esquece quem votou na eleição passada ou está camuflado para não ser identificado como eleitor da Dilma Golpe. Sem o banzé ou alarde de “Usina de Asfalto”, como no governo do Ridi, vai recuperando as ruas totalmente degradadas, como no entorno da Praça Júlio de Castilhos, Prefeitura e Câmara de Vereadores e cartão postal da cidade. A paisagem lunar, que derrubava motociclista, revelava que a administração pública deveria viver em algum outro lugar e jamais visitar ou circular em torno da praça principal. Essa face do malfadado descaso se corrigiu com meios-fios bem pintados, ruas recuperadas, melhora da sinalização (creio que as faixas de segurança logo estarão visíveis) e ainda uma pequena atuação da guarda de trânsito municipal.

Crônicas & Agudas

Certa mãe de numerosa prole foi acusada de “relaxada” e pouco arrumar a casa. Respondeu em tiro livre: “Dou banho e nenhum filho meu está de bunda suja!” Quando o problema é crônico e gigantesco, há necessidade de muito serviço e uma conscientização para que se possa evoluir e auxiliar. O mínimo seria cada criatura cuidar do seu próprio rabo e não sujar as ruas e abandonar seus terrenos ao lixo e ao matagal que invade as calçadas. Queremos uma Prefeitura que funcione no ritmo e na cadência da necessidade. Há muito se vê a necessidade de reformular métodos e criar metas de trabalho, produção e meritocracia para os funcionários. Os “Eles” querem a Prefeitura para se aboletar num cargo público sem os compromissos e obrigações da vida liberal. Há bons funcionários atravancados por algumas criaturas que desorganizam a vida do cidadão e contribuinte. Informatizar e reduzir burocracia. Ah! Os bons funcionários não sentirão dodói com a cutucada cidadã, pois relatam constrangimento pela atividade de alguns colegas.

Cr & Ag

O Linguarudo relembra o “171”, a falcatrua da campanha do Ridi e seus acólitos com o famigerado “Hospital Materno Infantil da Ana Jobim”. Essa turma é boa de enganação e de propaganda falsa e do convencimento alegando de que a “culpa é dos outros”. Eu estava ali no olho do furacão. Eu presenciei. Certa vez escrevi nesse luminoso espaço que “se Deus quisesse criaturas de direita ou de esquerda” os teria feito, aí conto com a imaginação do aguçado leitor. No entanto, Lula e seu pessoal martelam anos a fio de que há “eles e nós”. E dividiram as pessoas em grupos de cor, origem, castas e ideologias. E continuaram com a divisão por gênero, sendo acintosa ou “criminosa” a acepção de homem e de mulher. Nem a Bíblia estancou essa hemorragia ideológica de desestruturação do organismo social que falsamente brada por “igualdade”. Mas se resume em destruir as famílias e as estruturas para que das cinzas (ou do lixo) renasça o seu modelo de comunismo. Sabem que fracassará, mas querem se manter divindades acima do caos. Duvida? Ou a Lava Jato nada ensinou?

Gil Ferretti, também conhecido como o esposo da dona Zeli, pregava para ouvidos moucos durante a campanha eleitoral em que fui candidato que “o político está para servir ao povo durante seu mandato e jamais para ser servido”. Eu, como funcionário público e médico, sempre entendi assim também. Infelizmente, a formidável e acurada percepção do senhor Gil Ferretti é a grande e lamentável ausência na vida pública do cidadão brasileiro ungido pelo voto ou protegido pela eternização do cargo.

2018 – 03 – 20 março – Na Marca do Pênalti 2 – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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 P19 - Terror

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