Depois a gente vê!
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ompra-se em dezenas de prestações algo que se julga muito necessário, importante para a vida da pessoa. Isso pode ser uma TV, passando por vestuário, uma viagem ou até um veículo. Estima-se que o valor da prestação é adequado para o ganho ou o rendimento do comprador. Hoje e nos próximos meses os pagamentos evoluem até com normalidade, mas logo ali adiante mais uma ou alguma coisa fará esse comprador sentir a necessidade de nova aquisição. E tem-se uma nova compra com mais prestações. Sem demora irá julgar que os “juros são abusivos”, que está “sendo explorado” pelo vendedor e muitos irão negar a dívida e recorrer à justiça ou à renegociação, quando realmente não teve nenhuma arma apontada para sua cabeça obrigando-o a fazer essa ou aquela compra e muito menos com incontáveis prestações. Muitas pessoas (seria a maioria?) abusa da imprevidência e fatalmente irá culpar aos outros por seus atos e omissões.
Crônicas & Agudas
Brasileiros levam os filhos como companhia ou escudo humano na tentativa de invadir os Estados Unidos pela fronteira mexicana. Jornalistas brasileiros (e até americanos) culpam o governo Trump pela prisão dos invasores e a separação dos filhos. E a responsabilidade de quem leva crianças para uma aventura dessas ou para um crime pelas leis de outro país? Esses acusadores são invariavelmente “defensores dos direitos humanos”. Talvez se a invasão fosse na Venezuela, Cuba, Rússia ou Coreia do Norte não haveria tantos protestos. Um país é a casa de uma nação, de um povo, como a tua casa é da tua família e deve ser respeitado. Conheço casos de pessoas que levaram vários anos desde o visto inicial até a revalidação de seus diplomas e poderem exercer a sua profissão na América. O brasileiro funciona no ritmo do “vamo que vamo” e “depois a gente vê o que faz e no que dá”. E ainda encontra apoiadores para suas ilegalidades ou suas condutas inadequadas. Observe a conduta daqueles brasileiros na Copa do Mundo na Rússia! Ou daqueles que invadiram a Indonésia carregando drogas e ganharam pena de morte, não sem o respaldo de uma “presidenta” que talvez acredite que o crime mereça vantagens e jamais punições.
Cr & Ag
Cultuamos a impunidade dos nossos e ansiamos pelas punições dos outros. Somos imprevidentes por natureza e acreditamos em “salvador da pátria”, em “pai do povo”. “Vamos orar” dizia-me convicta uma amiga. Concordei! Ela estranhou quando lhe indaguei sobre “o que mais devemos fazer além de orar”. Seu espanto aumentou quando insisti em saber o que devemos realmente fazer, qual a atitude melhor para mudar (tentar) a desastrosa vida nacional. Continuar elegendo criminosos? Repetindo os mesmos erros? Sendo imprevidente com a vida pessoal e familiar? Dar a outra face tantas vezes o agressor quiser bater? A obrigação ou a culpa é dos outros? Onde está a responsabilidade pessoal? Há pessoas que acreditam e fazem uma conduta de vida e atitudes dissociadas do mundo ou do lugar onde vivem. Condutas de risco trazem situações de risco. Vista-se com bem quer, use joias ou objetos como bem quer, afinal esse é o seu direito, mas você está estimulando que o pior dos predadores (ser humano) sinta-se atraído por você.
Cr & Ag
Você faz sexo casual sem qualquer proteção? Você quer viver com um viciado violento e depois requerer a lei Maria da Penha? Você compra sem planejamento real e de longo prazo? Você vive e curte o dia a dia sem planejar seu futuro, pois o governo tem que lhe prover? Você insiste em eleger e reeleger bandidos, criminosos e toda a laia de incompetentes e parasitas? E tantas situações mais que você pode elencar. “Depois a gente vê!”
2018 – 07 – 03 julho – Depois a gente vê – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão