Almas da Música e da Poesia! Poetisa Lúcia Barcelos–09 outubro 2018.

 

ALMAS DA MÚSICA E DA POESIA

Há coisas quase imperceptíveis, mas que paradoxalmente são tão claras. E outras, silenciosas, mas tão audíveis ao espírito! Basta permitir à sensibilidade, pois para o coração não são necessárias as mesmas evidências exigidas pelo olhar físico!

Para expressar os sentimentos profundos, a eficácia das palavras é duvidosa! Talvez por isso se faça Arte.

A Música e a Poesia têm o poder de partejar àquilo que, nutrido pela emoção, vai se gestando no interior das criaturas. E por isso, poetizar e cantar, é confessar que a razão, enfim, foi superada pelos ímpetos do coração. Pois no percurso sutil da Musa inspiradora, as percepções interiores vão se redesenhando sob a luz do que existe de mais sublime no Universo! E assim, as grandes obras vão nascendo de gestos, às vezes bem pequenos, ou de fatos nada estrondosos. Porém, o que parece escapar à maioria, é matéria-prima do artista. E então, por essa alquimia, em meio a uma realidade quase que totalmente insensata, testemunhamos o mundo subitamente se iluminando quando ouvimos uma boa música ou os versos refinados de um poema.

Dever ser porque o tempo caminha com os seres vivos, que tudo o que vive nesse plano terrestre, pertence ao tempo! E foi nesse tempo limitado e ao mesmo tempo pleno de possibilidades, que alguns criaram a sua própria eternidade em ritmos ou rimas.

Com esta reflexão, trazemos à lembrança àquelas tantas almas elevadas que já abandonaram o corpo! Foram e continuam sendo entre nós, esses músicos e poetas, a própria linguagem da ternura. E ainda hoje, quando os escutamos pelos recursos da tecnologia, nos vem afastar das banalidades cotidianas e nos conclamar a glorificar a Inteligência Suprema!

Nessa lógica, lembremos as mais recentes GRANDES almas que partiram para o espaço etéreo, deixando aqui suas obras e suas vozes:  Paixão Côrtes, Ângela Maria, Charles Aznavour… 

Tantos e tantos outros que a mão da saudade vai delineando em nossas memórias , representam o alto brado da esperança, uma promessa de transcendência: talvez, ondas sonoras de recitais e de canções de uma vida infinita!

Lúcia Barcelos

mulhervioloncelo

Deixe um comentário